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Resultados da busca por "crítica mostra 2026"

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  • Análise | Primavera nos Dentes: A História do Secos & Molhados (Mostra de SP 2025)

    Série documental tenta fazer o que pode a partir dos litígios impostos a ela Foto: Reprodução Ontem (29), o Oxente Pipoca teve a oportunidade de assistir em cabine a dois dos quatro episódios de Primavera nos Dentes: A História do Secos & Molhados, série documental dirigida e roteirizada por Miguel de Almeida a partir do seu próprio livro homônimo. Contando com as participações de Ney Matogrosso, Gerson Conrad e outros músicos envolvidos com o Secos & Molhados, além de convidados externos que expressam sua admiração pela banda e sua relevância para o cenário musical brasileiro. Desde o primeiro episódio, fica evidente uma falta significativa em decorrência da ausência de João Ricardo, terceiro membro da banda. Não apenas isso, como ele, que é detentor dos direitos da maioria das músicas, proibiu a produção de utilizá-las na série, o que acaba gerando uma lacuna enorme. Ainda que músicos Emílio Carrera (piano) e Willy Verdaguer (baixo), que tocaram nos álbuns originais, se esmerem em construir uma trilha sonora original que relembre canções icônicas como Sangue Latino, O Vira, Mulher Barriguda ou Flores Astrais – e que eventualmente contam com as participações de Conrad e Matogrosso –, fica a sensação de se estar ouvindo um pastiche, especialmente com a ênfase que a série dá à gravação dessas novas músicas, quase como se ela no fim das contas fosse um veículo para a divulgação desta nova “velha” formação do Secos & Molhados. Se a ausência de João Ricardo e o litígio promovido por ele prejudicam muito a absorção da série a partir das músicas da banda, também permitem que ela aborde temas mais espinhosos que outras produções documentais muitas vezes têm receio em tocar. Não há nenhuma tentativa de esconder uma visão mais parcial (e menos generosa) sobre o papel de Ricardo e seu pai, João Apolinário, na dissolução da banda, com os diversos entrevistados não fazendo poucas palavras para descrever as complicadas personalidades de ambos e as tensões internas. A própria decisão de resumir o Secos & Molhados aos dois álbuns com Matogrosso e Conrad – mesmo que Ricardo tenha utilizado o nome em outras formações e outros álbuns – é em si um gesto que demarca muito bem a intenção da série e dos envolvidos. Foto: Reprodução Mesmo contando com gorduras e repetições (as imagens da peça O Rei da Vela, o uso de imagens reversas dos militares para falar do contexto sociopolítico da época), além de investir em alguns entrevistados que não tem muito a agregar, a série se beneficia justamente do espaço que Matogrosso, Conrad e outros músicos da banda têm para revisitar as memórias. Matogrosso, como sempre, não tem papas na língua, ao passo que Conrad nutre mais carinho por esse passado. Nota-se até uma certa tensão quando os dois estão juntos em cena, embora isso possa advir mais das diferenças de personalidades do que necessariamente por mágoas e questões não resolvidas. Certamente o rancor contra João Ricardo os une, assim como os une aos outros entrevistados. Primavera nos Dentes: A História do Secos & Molhados acaba não escapando de uma abordagem um bocado protocolar, sofrendo ao tentar preencher como pode as lacunas decorrente do litígio imposto a ela. É difícil dizer com metade dos episódios se ela pode dar conta de representar o suficiente do legado que Secos & Molhados deixou na música e na cultura brasileira, mas pelas falas apaixonadas e saudosas dos entrevistados, não há dúvidas de que, em meio às disputas e tensões, eles reconhecem a grandiosidade do que criaram, mesmo que não soubessem à época.

  • Crítica | A Leste do Éden (Minissérie)

    De início, o que pode parecer um desenvolvimento de um triângulo amoroso, se mostra muito além, principalmente A Netflix todo ano vem lançando uma ou mais minisséries que se destacam entre público e crítica.

  • Crítica | A Guerra dos Mundos

    uma boa ideia que a história fosse contada através de telas, como em Buscando… (2018) e Desaparecida (2022 Divulgação Não há qualquer sutileza e a crítica que o filme tenta fazer da forma mais clara e rasa possível

  • Crítica | Anônimo 2

    O primeiro filme da franquia, lançado em 2021, se apresentou tal qual seu protagonista, de forma despretensiosa , contida e sem prometer muita coisa, mas durante seu desenvolvimento ele cresce e mostra o alcance explosivo

  • Crítica | Ela Disse

    Os bastidores do artigo que chacoalhou a indústria cinematográfica hollywoodiana Divulgação: Universal Pictures Brasil Em 5 de outubro de 2017 duas jornalistas do poderoso The New York Times, Jodi Kantor e Megan Twohey expuseram a conduta inapropriada do ex-figurão do cinema através do artigo “Harvey Weinstein Paid Off Sexual Harassment Accusers for Decades” (tradução da autora: “Harvey Weinstein pagou pelo silêncio de seus assédios por décadas”). A história que rodou o mundo, promoveu discussões sobre abuso sexual em ambientes de trabalho e impulsionou o movimento #MeToo nas redes sociais chegou aos cinemas com um elenco renomado e execução convincente. Se você está procurando por um filme levinho à la sessão da tarde, já aviso que este não é sua opção. A direção precisa de Maria Schrader flerta assertivamente com os fatos, e é possível que em alguns momentos o traçado que divide a realidade da ficção torne-se mais embaçado, com a ajuda de recursos externos. Os espectadores mais ansiosos (como eu), ou que curtem um gênero mais ágil, aqui, terão de aprender a esperar. E arrisco: esperar pode ser prazeroso. É interessante como a costura dos fios das vidas das personagens, que vão se aproximando de modo progressivo, é tecida visualmente. Apesar de ambas trabalharem no célebre The New York Times, fica visível que Jodi e Megan além de estarem em diferentes momentos da vida no aspecto profissional e pessoal, não tinham intimidade. E é completamente aceitável dentro de uma empresa com mais de 4 mil funcionários. É legal também a forma como elas se aproximam – por admiração e aconselhamento. Não sei se o livro (publicado no Brasil pela Companhia das Letras) descreve com detalhes como foi a aproximação, mas a escolha narrativa é sutil e suave. Female gaze at its finest. Este é um retrato real-ficcional sobre violências cometidas contra as mulheres, e no decorrer do longa outras modalidades apresentam-se discreta e cotidianamente, mostrando como o assédio moral, físico, intelectual e sexual são frequentes, e mesmo a contragosto, recebemos reforço da sociedade para achar normal, inevitável. Outro detalhe importante (ponto para a direção e roteiro!) é a ausência da face do abusador. Obviamente, Harvey Weinstein não concordaria em aparecer num filme que o desmascara, e esse papel é atribuído ao dublê de corpo e voz, Mike Houston. Mas no momento em que este traço separador da realidade ficcional e da ficção da realidade é ultrapassado, com o áudio original contendo a voz do ex-produtor intimidando a modelo Ambra Battilana Gutierrez em 2015, enquanto a câmera percorre lentamente - quase como uma punição? - os corredores do Peninsula Hotel, a indignação e a dormência impotente invadem quem assiste. Dizer que Carey Mulligan (Bela Vingança), Zoe Kazan (Clickbait) e Patricia Clarkson (Objetos Cortantes) executaram com precisão e credibilidade é chover no molhado. Mas preciso e quero destacar a participação de Samantha Morton (Alpha em The Walking Dead) como Zelda Perkins. A performance, ainda que curta, é como um raio, que brilha e atemoriza. Em poucos minutos ela segura a cena com maestria, e a dobradinha com Zoe Kazan em seu silêncio presente, atento, e de quem não consente, fecham um ato importante para o final - do longa e da matéria. A cadência do filme, sutil e lenta, sem deixar de ser forte e intensa, espelha o sentimento e o tempo por detrás da revelação do abuso. Para mim, como mulher negra que sofreu assédio, a experiência do tempo foi como uma grande pausa, até perceber muitos anos depois que o que fora feito não era normal. Ao fim do filme, a sensação que permanece é a de vingança adiada. Vencemos, mas até quando? Se aquelas mulheres brancas, atrizes de alto renome e prestígio, foram assediadas com o silêncio permissivo e omisso da comunidade cinematográfica de “alto” escalão, o que dizer de nós, mulheres negras, dissidentes de gênero, pertencentes ao Sul Global? Não mudaremos o mundo, mas insistiremos. She Said é a demonstração pública de um clamor que não vai parar. Nota: 4.5/5

  • Crítica | Perlimps

    certamente estará na briga por uma indicação às categorias de animação da temporada de premiação de 2024

  • Crítica | Os Enforcados

    para expor, para rir, para analisar, para repensar o “trambique, patrimônio nacional” (São Clemente, 2020

  • Crítica | A Odisseia

    Muito além de uma aventura sobre deuses, monstros e heróis, o texto acompanha a longa travessia de Odisseu Mais do que um filme sobre monstros e deuses, A Odisseia é um filme sobre aquilo que permanece depois

  • Crítica | Só por Uma Noite

    Uma comédia romântica que começa provocadora, mas termina defendendo justamente aquilo que parecia questionar. Imagem: Divulgação Will Gluck sabe fazer comédias românticas. Desde A Mentira, filme de 2010 que continua sendo uma das obras mais interessantes e disruptivas de sua carreira, passando por Amizade Colorida até o recente Todos Menos Você, que se tornou um dos grandes sucessos do gênero nos últimos anos, o diretor entende como poucos a importância de química, ritmo e carisma para fazer um casal funcionar na tela. Só por Uma Noite parte de uma ideia que parece perfeita para alguém com esse currículo. Em uma versão levemente futurista de Nova York, o sexo antes do casamento é proibido durante 364 dias do ano e liberado apenas durante uma única noite. É nesse intervalo de liberdade que Owen (Callum Turner), dono de uma pizzaria recém-abandonado pela namorada, e Allie (Monica Barbaro), uma cantora de jingles que procura algum tipo de conexão, se encontram. Os dois sentem uma atração imediata, mas uma sucessão de desencontros faz com que passem boa parte das próximas horas tentando se reencontrar. A premissa, portanto, funciona como uma espécie de Uma Noite de Crime sexual. Só que, em vez de permitir que as pessoas matem umas às outras, o governo autoriza que elas façam sexo. A comparação não é apenas uma brincadeira promocional: o filme constrói uma sociedade em que a intimidade é regulamentada pelo Estado, com biossensores que indicam quando alguém está autorizado a transar. É uma lógica deliberadamente absurda, mas que funciona muito bem como ponto de partida para uma comédia romântica sobre desejo, solidão e a dificuldade de estabelecer conexões em uma sociedade cada vez mais impessoal. E é justamente aí que Só por Uma Noite começa muito bem. Gluck não perde tempo tentando explicar cada detalhe daquele universo. A repressão sexual simplesmente existe e os personagens vivem dentro dela. Há uma naturalidade interessante na maneira como o absurdo é incorporado à rotina, sem que o filme precise transformar sua mitologia em uma aula de ficção científica. É perfeitamente possível passar boa parte da sessão sem se perguntar de onde surgiu aquela lei ou como exatamente aquele sistema foi implantado. A premissa é, sobretudo, um plano de fundo para falar sobre relacionamentos. O problema é que, conforme a história avança, o filme começa a entrar em contradição com aquilo que ele mesmo estabeleceu. A maior delas está no modo como Só por Uma Noite lida com o sexo. O filme apresenta uma sociedade construída em torno da repressão sexual e parece inicialmente interessado em questionar esse modelo. Entretanto, quando chega ao terceiro ato, sua relação com o próprio desejo se torna estranhamente moralista. Aquilo que deveria ser uma sátira sobre uma sociedade que controla a intimidade acaba se aproximando de uma visão em que sexo casual é tratado quase como uma distração inferior diante da "verdadeira" conexão romântica. O resultado é um final decepcionante justamente porque parece julgador. Há uma sensação quase de "eu escolhi esperar" em uma história que deveria estar interessada em perguntar por que precisamos transformar sexo, amor e intimidade em categorias tão rigidamente separadas. A contradição fica ainda mais curiosa quando colocamos o filme em diálogo com o próprio discurso de Will Gluck sobre sua produção. Em entrevista à Variety, o diretor afirmou que estudos recentes e sessões de teste mostraram um desconforto crescente do público com sexo e nudez na tela. Segundo ele, muitas cenas de nudez foram retiradas durante a montagem porque as reações do público tiravam sua atenção da história. Gluck chegou a dizer que, depois de observar essas reações, concluiu que os benefícios dessas cenas não compensavam os efeitos negativos. É uma declaração especialmente curiosa para um filme cuja própria existência depende de uma sociedade obcecada em controlar o sexo. E talvez seja justamente nesse ponto que Só por Uma Noite revele involuntariamente algo mais interessante do que aquilo que pretendia discutir. Se o filme quer falar sobre uma geração que estaria menos interessada em sexo na tela, ele poderia usar sua própria premissa para investigar essa mudança. Em vez disso, parece também recuar diante dela. Isso não significa que uma comédia romântica precise necessariamente mostrar sexo para falar sobre desejo. Pelo contrário. O problema é a diferença entre não mostrar e parecer ter medo de mostrar. Quando o filme constrói uma sociedade inteira em torno da proibição do sexo e depois evita explorar as consequências dessa repressão de maneira mais provocadora, fica a sensação de que ele está simultaneamente criticando o moralismo e tentando não incomodar ninguém. Imagem: Divulgação A frase de Gillian Anderson sobre a relação das novas gerações com o sexo na tela ajuda para Elle Brasil a iluminar essa discussão. Ao comentar a crescente relutância em relação a cenas sexuais, a atriz questiona como o excesso de tempo diante de telas e a crescente impessoalidade das relações digitais podem afetar nossa percepção de algo tão essencialmente físico quanto duas pessoas se tocando. É uma questão que Só por Uma Noite poderia explorar profundamente, mas prefere deixar na superfície. E é uma pena, porque o filme encontra algo genuinamente especial quando simplesmente deixa seus protagonistas juntos. Monica Barbaro e Callum Turner são, de longe, a melhor coisa do longa. A química entre os dois é absurda. Cada encontro, conversa, olhar ou desencontro funciona porque existe uma energia muito natural entre eles. Barbaro, especialmente, confirma que a indicação ao Oscar por Um Completo Desconhecido não foi um acaso. Ela consegue transformar Allie em uma personagem vibrante, engraçada e vulnerável, enquanto Turner encontra no jeito desajeitado de Owen um contraponto perfeito. É um daqueles casos em que dois atores conseguem elevar um roteiro que nem sempre sabe o que fazer com eles. As melhores cenas de Só por Uma Noite são justamente aquelas em que o filme abandona temporariamente sua grande premissa e se transforma em uma comédia romântica tradicional. O flerte, os desencontros, as conversas interrompidas e a expectativa de saber se os dois finalmente conseguirão ficar juntos são deliciosos de acompanhar. É possível entender completamente por que o filme funciona quando está simplesmente contando uma história de amor. Outro grande acerto é Nova York. A cidade não funciona apenas como cenário, mas quase como uma terceira personagem. Gluck aproveita as ruas, os restaurantes, as multidões e a arquitetura para criar uma versão ligeiramente deslocada da cidade que conhecemos. O filme transforma a noite em uma espécie de corrida caótica por Nova York, e existe um prazer genuíno em acompanhar Allie e Owen atravessando diferentes espaços enquanto todo o resto da cidade está igualmente tomado pela única noite em que aquela sociedade pode finalmente transgredir suas próprias regras. Esse contraste entre uma cidade completamente caótica e dois personagens tentando encontrar uma conexão genuína é provavelmente a melhor ideia do filme. Por isso, é difícil simplesmente chamar Só por Uma Noite de uma comédia romântica ruim. Ele é divertido, tem ótimos momentos, uma dupla de protagonistas excelente e uma premissa suficientemente inventiva para sustentar boa parte dos seus 102 minutos. O problema está justamente no potencial desperdiçado. A ideia poderia render uma sátira muito mais ácida sobre conservadorismo, repressão, solidão, tecnologia e a transformação do sexo em algo simultaneamente hiperexposto e cada vez mais impessoal. Em vez disso, Will Gluck parece encontrar um meio-termo seguro demais. E talvez o mais curioso seja que Só por Uma Noite tenha chegado aos cinemas praticamente ao mesmo tempo que obras como Acampamento Miasma, que também utilizam o sexo e a repressão como elementos centrais para discutir juventude, desejo e os mecanismos sociais que determinam o que pode ou não ser desejado. A diferença é que Só por Uma Noite começa com uma sociedade que proibiu o sexo e termina parecendo ter medo dele. No fim, sobra uma ótima comédia romântica escondida dentro de uma ideia muito melhor do que o próprio filme consegue desenvolver. Nota: 3/5

  • Crítica | Zootopia 2

    Um exemplo é Os Caras Malvados 2 (2025), que explora texturas e referências visuais inspiradas em quadrinhos o visual não avance tanto quanto poderia, a riqueza de detalhes mantém o interesse do espectador e mostra

  • Crítica | Mickey 17

    Tem viagem espacial, tem clone, tem crítica política, tem crítica ambiental, tem personagem caricato, Ele que já passou pelos mais diferentes tipos de filmes, comerciais e independentes, aqui mostra que

  • Crítica | A Freira 2

    Ano passado, mesmo o cafona O Exorcista do Papa (2022) mostra o protagonista como um tipo de caçador Chaves, diretor de Invocação do Mal 3, o único dos filmes que trata a encarnação do mal mais como um monstro

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