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Resultados da busca por "Mostra SP 2026"

928 resultados encontrados para "Mostra SP 2026"

  • Crítica | La Virgen de la tosquera (Festival Sundance de Cinema 2025)

    Neste aspecto lembra uma versão mais sutil e dosada do malaio Tiger Stripes (2023).

  • Crítica | Nem Toda História de Amor Acaba em Morte (Olhar de Cinema 2025)

    Acertando numa representatividade surda que transcende as telas, longa constrói história LGBTQIA+ singela, mas não se esforça para ir muito além disso. Imagem: Divulgação Clichês são empregados por uma razão: eles dão certo. Especialmente em gêneros como o romance e a comédia romântica, muitas vezes sabemos como a história vai se desenrolar, quais conflitos se delinearão no decorrer da narrativa, mas ainda assim somos atraídos pela universalidade do amor. Mas se o amor é universal, então pessoas LGBTQIA+ também não têm direito a vivê-las, com todos os clichês que lhe são devidos? Nem Toda História de Amor Acaba em Morte, longa paranaense de Bruno Costa, opera na consciência desses clichês, mas se apropriando deles para contar a história de amor entre duas mulheres: a professora de meia-idade, recém-separada, Sol (Chiris Gomes) e Lola (Gabriela Grigolom), uma jovem mãe surda cuja filha é uma das alunas de Sol. Contudo, esta ainda vive sob o mesmo teto que seu ex-marido Otávio (Octavio Camargo), o qual se vê forçado a mudar de vida com o fim do casamento e o novo relacionamento de sua ex-mulher. Desde o início, o longa se distingue sobretudo na maneira como aborda e representa a população surda, num esforço de representatividade que vai para muito além da integração desses personagens e suas vivências à narrativa, mas também com a presença de intérpretes de Libras para os diálogos dos filmes. Se a presença de seus ícones nos cantos da tela pode desviar a atenção no começo, logo se torna natural, o que é um grande mérito do filme – e um aprendizado a ser seguido por outras produções, tenham elas ou não personagens surdas. Mas para além desse cuidado, Nem Toda História de Amor Acaba em Morte não foge muito do que seu título aponta: esta é uma história clichê sobre novos amores, mas que evita o tropo das tragédias que normalmente se abatem sobre casais LGBTQIA+. Porém, a construção do relacionamento de Sol e Lola se dá de maneiras um tanto abruptas (que alguns poderiam dizer que é uma questão clássica de relacionamentos lésbicos, mas não parece ser intencional da parte do filme), e em diversos instantes a própria construção de Sol torna a personagem um tanto desagradável e alguém difícil de torcer, mesmo que a ideia seja de que estamos diante de alguém cansada de assumir uma postura passiva na vida e que quer reagir. Mas quando, mesmo que não intencionalmente, nos vemos tendo mais simpatia pelo arco de Octávio do que o das protagonistas (o que é potencializado pelo fato de Octavio Camargo roubar a cena sem esforço), fica claro que em algum lugar o filme perdeu a mão na sua proposta. Ainda assim, não faltam méritos a Nem Toda História de Amor Acaba em Morte em conseguir trazer a representatividade surda e LGBTQIA+ para uma história de apelo universal. É engraçado, fofo e leve, mas não se propõe a ir além disso – e para alguns isso é ótimo. Mas, ainda que não caiba a ele reinventar a roda dos romances e dos romances LGBTQIA+, sua singeleza não é exatamente o que o fará ser memorável. Nota: 3/5

  • ‘Feito Pipa’, de Allan Deberton, é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2027

    dirigido por Allan Deberton, foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar 2027 consecutivo, um filme nordestino representa o Brasil na corrida do Oscar de Melhor Filme Internacional. 2026 : O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (PE) 2027: Feito Pipa, de Allan Deberton (CE) Além disso : Fernanda Torres (Ainda Estou Aqui) • 2026: Wagner Moura (O Agente Secreto) • 2027: Lázaro Ramos (Feito A cerimônia do Oscar 2027 está marcada para 14 de março de 2027.

  • Atrizes trans brasileiras que estão transformando o audiovisual nacional

    É também mestra em Artes pelo PPGARTES-UFC e Licenciada em Teatro pelo IFCE. Nascida em Carapicuíba (SP), iniciou sua transição de gênero aos 20 anos e, desde então, construiu uma participou como atriz nos filmes Revoada (CE, 2019), de Victor Costa Lopes (Melhor curta-metragem na mostra longa-metragem da Mostra Aurora, pelo Júri Oficial); A Filha do Palhaço (CE, 2022), de Pedro Diógenes e Motel Destino, de Karim Ainouz, com estreia oficial na mostra competitiva de Cannes (2024).

  • Crítica | Marty Supreme

    A busca pelo sonho americano entre delírio, ambição e ilusão Foto: Divulgação Ao entrar na sessão já sabendo que iria encarar um filme dos irmãos Safdie (nesse caso, apenas um deles), eu já esperava um alto nível de frenesi e histeria impresso na tela. De modo que a montagem se torna mais acelerada nos momentos em que é necessário manter o espectador em estado de atenção, acompanhando a progressão da narrativa em um movimento de intensificação contínua. E do mesmo modo que vimos que em Joias Brutas não era apenas um filme sobre apostas, mas sim um filme interessado em refletir a instabilidade de um ideal capitalista. E apesar do filme contar a história de Marty Mauser (Timothée Chalamet), um jovem determinado a seguir o sonho de se tornar campeão mundial de tênis de mesa, em uma época em que a modalidade ainda batalhava não só por visibilidade, mas também por legitimidade enquanto “esporte de verdade”, no início da década de 1950, Marty Supreme, definitivamente não é um filme sobre tênis de mesa. Temos o ponto de partida a partir da cena de abertura do filme onde observamos espermatozoides batalhando até alcançar o óvulo, o que acaba se tornando uma rima visual com a cena final, nos dando um pouco da noção de tempo no meio dessa viagem frenética pela vida de Marty Mauser. Ele é o típico americano que se agarra em um propósito e é capaz de passar por cima de tudo e de todos pra obter sucesso em sua jornada de puro individualismo. Ele é um anti-herói com uma narrativa que funciona muito bem com o que Josh Safdie pretende propor de toda a urgência por trás do tal sonho americano. A determinação de Marty funciona como afirmação sexual de sua integridade étnica: sua aposta, tal como a de Howard em Joias Brutas, busca redimir uma condição coletiva, ainda que sustentada por uma confiança que paira no ar. O ritmo frenético e caótico brinca com o próprio fato do ping-pong onde o personagem do Chalamet precisa lidar com imprevisibilidades a todo momento, o que faz ele tomar decisões questionáveis em vários momentos. Mas para ele tudo vale para realizar seu sonho. Safdie possui um grande talento em montar um ótimo elenco, nele temos figuras como Tyler, the Creator, o amigo proletário de Marty que o ajuda a conseguir dinheiro através de golpes, o ilustríssimo cineasta Abel Ferrara que surge como uma subtrama incrível, além de Gwyneth Paltrow que surge com uma atriz que faz Mauser sentir a sensação de prazer diante do sucesso que tanto almeja, e Odessa A'zion que carrega um filho do Marty em seu ventre. É interessante ver como Marty age quase como um sociopata diante de todas as pessoas que passam pela vida dele, lidando com eles quase como obstáculos. Foto: Divulgação Acredito que do mesmo modo que Sean Baker criou um gênero próprio diante de sua filmografia na forma como ele lida com personagens marginalizados, Josh Safdie com Bom Comportamento e Joias Brutas se consolida como um autor que visa personagens da classe trabalhadora que dão o seu jeitinho para prosperar na vida, diante de um capitalismo tardio que cobra urgência onde o fracasso é iminente, mas é preciso avançar mesmo diante de todo o caos. Chalamet conduz muito bem sem o seu personagem perder a leveza e mesmo demonstrando uma persona carismática, mas sem romantizar suas ações execráveis. É inclusive uma atuação do Chalamet que dialoga bastante com Um Completo Desconhecido, e mais uma vez aqui o Chalamet acredita na obra e no personagem que ele representa. Timothée Chalamet foi capaz de entregar um personagem humano, e que ele entende que Marty é alguém movido pelo desejo de afeto, antes de tudo uma figura que precisa ser percebida, ainda que à custa da rejeição. E isso fica muito claro na sequência final em que ele improvisa uma conquista, mesmo que mínima diante de uma multidão. Marty Mauser é narcisista e espelha o país que lhe foi berço. O sentimento frustração que é recorrente no filme funciona muito bem quando acontece quebras do ritmo frenético, remetendo diretamente a máxima do sonho americano, onde a mentira inofensiva que persuade o indivíduo de que talento e esforço são suficientes para abrir um horizonte ilimitado de oportunidades. Evidentemente, há um ponto em que o espectador se exaure diante dos discursos intermináveis de Marty sobre o destino grandioso que o aguardava, o que faz emergir a pergunta sobre quando a ambição deixa de ser projeto e passa a se confundir com delírio. E peço perdão pelo trocadilho, até nos momentos que o Safdie resolve esticar a trama ele não deixa a bola cair em momento algum, pois a trama está de algum modo amarrada para o propósito de Marty. Estamos, afinal, desejando sua vitória ou apenas aguardando que essa sucessão vertiginosa de glórias e vexames o liberte da crença de que só ele importa? Talvez a resposta esteja no frame final, que reformula muito do que veio antes e que suaviza o filme e põe espaço para reflexão. Nota: 4.5/5

  • Olivia Wilde pode alcançar feito inédito entre mulheres no Oscar 2027 por ‘O Convite’

    As indicações ao Oscar 2027 serão anunciadas em 21 de janeiro, enquanto a cerimônia acontece em 14 de

  • Citronela Doc anuncia os filmes selecionados da 6ª edição

    Evento acontece de 25 a 30 de agosto em Ilhabela (SP), com entrada gratuita. filmes selecionados para sua 6ª edição, que será realizada entre os dias 25 e 30 de agosto, em Ilhabela (SP A seleção contempla três mostras competitivas: Mostra Nacional - Longas, Mostra Nacional - Curtas e Mostra Filmes Citronela Doc 2026 Mostra Nacional - Longas Apopcalipse Segundo Baby, de Rafael Saar Rio de Janeiro Mounir, de Juliana Borges SP

  • Crítica | One to One: John and Yoko (Festival do Rio 2025)

    Get Back, de Peter Jackson, e Beatles ‘64, produzido por Martin Scorsese, chega ao Festival do Rio de 2025

  • Curta pernambucano 'Os Arcos Dourados de Olinda' representa o Brasil na corrida por indicação ao Oscar 2027

    documental, dirigido por Douglas Henrique, representa o Brasil na corrida por uma indicação ao Oscar 2027 decisiva, a votação preliminar dos membros da Academia, acontecerá entre os dias 7 e 11 de dezembro de 2026 anúncio oficial da shortlist, com os 15 semifinalistas mundiais, será realizado no dia 15 de dezembro de 2026 Os cinco indicados finais ao Oscar serão revelados em 21 de janeiro de 2027.

  • Crítica | El Fin de Las Primeras Veces / The Last First Time | 2025 SFFILM Festival

    O cineasta e roteirista Rafael Ruiz Espejo se mostra no controle total da técnica, mas se perde um pouco

  • Curta brasileiro será o único representante da América Latina em festival de terror no Japão

    escrito, dirigido e produzido por Caroline Adrielli, foi selecionado para o Tokyo Horror Film Festival 2026 Na edição anterior, realizada em 2025, não havia filmes brasileiros na programação oficial de exibição Já em 2026, A Última Fita não apenas marca a presença do Brasil no festival, como também será o único em categorias como melhor curta, melhores efeitos especiais, melhor direção, melhor música, melhor monstro

  • Entrevista | Selton Mello e Tom Gormican sobre a “magia de trabalhar com pessoas talentosas” em Anaconda (2025)

    Ator e diretor contam ao Oxente Pipoca como foi reinventar a franquia clássica para uma nova geração – e a dificuldade de manter a seriedade enquanto isso. Imagem: Divulgação O jornalismo cultural é um sonho antigo para mim. Lembro de, ainda criança, assistir à Glória Maria conversando com as pessoas mais famosas do mundo e me perguntar como ela conseguia manter a compostura. Imaginava que, se fosse eu no lugar dela, certamente não conseguiria. Achei que o tempo tivesse me provado o contrário. Ao longo da minha — ainda breve — carreira como entrevistadora, tive o privilégio de conversar com artistas reconhecidos e admirados no Brasil e no mundo e, mesmo com um frio na barriga aqui e ali, sempre consegui ser calma e profissional. Até descobrir que entrevistaria Selton Mello. Eu mesma não sabia que era tão fã assim até receber a confirmação de que iria falar de cinema com o homem que deu vida a Leléu em Lisbela e o Prisioneiro, a Chicó n’O Auto da Compadecida, a Caramuru em A Invenção do Brasil, a Kuzco em A Nova Onda do Imperador, a Kenai em Irmão Urso, a Rubens Paiva em Ainda Estou Aqui e tantos outros. Ator, dublador, roteirista e diretor, Selton Mello é uma força singular no cinema brasileiro contemporâneo. Quando o país ainda insistia em ignorar sua própria produção cinematográfica — especialmente a popular — ele respondia oferecendo excelência ao público. Se aventurou no drama, no documentário, na animação, na cinebiografia e, claro, na comédia, seu território mais emblemático. Ao longo de 35 anos, atuou em 39 filmes brasileiros (sem contar seus inúmeros trabalhos na televisão). Não por acaso, um dia depois da nossa entrevista, um Selton emocionado subia ao palco da CCXP, em São Paulo, para receber o prêmio de “brasileiro mais amado do cinema”. Entre os que o homenagearam estavam Matheus Nachtergaele e Wagner Moura. Agora, com o cinema nacional finalmente demonstrando sinais de fortalecimento, Selton se permite explorar novos horizontes. A visibilidade internacional, que despontou no ano passado com a excelente recepção de Ainda Estou Aqui, se consolida com sua participação no novo filme da franquia Anaconda — clássico dos anos 1990 que retorna em nova roupagem, desta vez sob direção de Tom Gormican. No elenco, Selton divide cena com dois queridinhos de Hollywood, Jack Black e Paul Rudd, que já expressaram publicamente sua admiração pelo carioca. E, se Jack Black não consegue esconder seu encantamento, quem sou eu para esconder o meu? A entrevista aconteceu também com a participação de Gormican e, por isso, fui instruída a conduzi-la em inglês. Não tenho grandes dificuldades com a língua, já tendo feito entrevistas assim outras vezes. Mas misturar o inglês com o meu entusiasmo parecia uma combinação potencialmente perigosa. Invocando uma licença poética que talvez não honre tudo o que aprendi com a gigante Glória Maria, decidi confessar — e justificar — meu nervosismo logo de início, declarando minha admiração. Selton, pego de surpresa, respondeu com um agradecimento breve. “Fui muito pouco profissional, droga!”, pensei. Até que, ao final, nas despedidas, ele voltou a agradecer pelas palavras iniciais — como se precisasse de um instante para processar que alguém tinha parado uma entrevista para elogiá-lo. Ainda não sei se fiz bem. Me pergunto o que meus professores de jornalismo diriam dessa postura. Porém, não me arrependo do que pude expressar ao artista que fez eu — e tantas outras pessoas – ir ao cinema ver filme brasileiro quando filme brasileiro ainda nem sempre era sinônimo de ida ao cinema. A Selton, o que é de Selton. Confira a entrevista completa a seguir: Aianne Amado (Oxente Pipoca): Eu sei que temos só alguns minutos, mas acho que preciso usar meus primeiros segundos para tietar um pouco. Já fiz algumas entrevistas antes, mas esta é a primeira pela qual estou realmente nervosa — porque sou muito fã do Selton Mello. Cresci assistindo aos seus filmes, e eles tiveram um impacto enorme em mim, especialmente Lisbela e o Prisioneiro (Guel Arraes, 2003). Eu sou do Nordeste e sinto que esse filme me fez valorizar ainda mais a cultura nordestina. Hoje, ensino cinema, sou crítica de cinema, e acredito que sua filmografia teve um papel importante nessas minhas escolhas — e não só nas minhas, mas nas de muitas pessoas no Brasil. Então queria começar esta entrevista reconhecendo, parabenizando e agradecendo sua contribuição para o cinema brasileiro contemporâneo. Selton Mello: Meu Deus, que fofo. Obrigado. Muito obrigado, muito obrigado. AA (Oxente Pipoca): Como você tem uma carreira tão rica no Brasil — já fez de tudo, dirigiu, escreveu, passou por vários gêneros — eu queria saber: houve algo em Anaconda que foi nova para você? E houve algo que soou familiar? SM: Cara, foi uma experiência incrível. Porque assim, foi, por exemplo, a primeira vez que pude dizer que um filme meu estreia no dia 25 de dezembro no mundo inteiro! Isso eu nunca falei, é uma fala que eu nunca disse na minha vida, desde criança. Sempre falei “o filme estreia tal dia” — mas era no Brasil. Dessa vez, o filme estreia no mesmo dia no mundo todo. E já adiantando: foi um prazer trabalhar com o Tom. A ideia é muito original — não é um remake, não é um reboot. É uma ideia original – muito original, aliás: esses amigos que querem fazer um filme e precisam de uma cobra; meu personagem, Carlos Santiago, tem essa cobra. É muito engraçado, cheio de aventura, é um filme com ação, medo, terror… uma mistura muito saborosa. As pessoas vão amar. E precisam assistir até o fim dos créditos, porque é cheio de surpresas! Imagem: Divulgação AA (Oxente Pipoca): Tom, do seu ponto de vista trabalhando com o Selton, houve algo na atuação dele que refletisse a cultura brasileira, alguma característica nossa? Tom Gormican: Acho que o mais interessante em ter ele no filme — e talvez seja algo brasileiro, talvez seja só dele — é o senso de humor. É algo que acaba refletindo no personagem. A forma como interpreta o personagem com tanta seriedade que isso se torna muito engraçado. A maneira como improvisa, como constrói a cena quase como um diretor ou roteirista, e depois como ator… eu fiquei impressionado com sua habilidade de fazer isso – assim como Jack e Paul, que não tinham ideia de que tipo de presença ele seria no set. Foi uma descoberta muito empolgante para mim, e ele trouxe uma perspectiva cômica diferente para o filme. AA (Oxente Pipoca): Falando nisso, o filme traz alguns gênios da comédia no elenco. Houve alguma cena especialmente difícil de gravar porque ninguém conseguia ficar no personagem? TG: Para mim, só conseguir fazer com que esses caras [atuassem]… quero dizer, eles pegam um microfone e já estão tocando guitarra e bateria. Então, fazê-lo parar e realmente atuar no filme foi muito difícil. Mas há uma cena específica, um funeral no filme, em que o Selton meio que conduz tudo. Selton começa a rir TG: E, em certo momento, ele começou a cantar sobre o amor dele pela cobra de estimação. Isso fez todo mundo rir muito, porque era tão bizarro que eu pensava: “Não acredito que isso está acontecendo”. Então, todo o elenco começou a cantar junto com ele — e isso acabou entrando no filme. SM: Essa é uma imagem maravilhosa que vou levar comigo para sempre. Era o Tom e o Kevin, o corroteirista, com os fones ligados ao monitor, parecendo crianças de dez anos assistindo ao filme que eles criaram e vendo o que estava acontecendo — a improvisação, a loucura. E o tom era tipo [ele canta numa nota aguda]… eles estavam simplesmente adorando tudo aquilo. TG: Sempre que alguém cria algo melhor do que o que escrevemos, eu fico muito empolgado, porque isso é parte da magia de trabalhar com pessoas talentosas. AA (Oxente Pipoca): Essa franquia tem um legado forte dos anos 90 — uma nostalgia muito típica daquela época, cheia de momentos muito específicos da cultura pop. Como vocês, os dois, equilibraram homenagear essa nostalgia enquanto criavam algo novo para o público atual? TG: Bem, para mim e para o meu parceiro de roteiro, Kevin, nós simplesmente amamos o filme original e nos inspiramos nele. Então, fizemos com que os personagens do nosso filme também fossem inspirados por ele. Dessa forma, não precisamos mexer diretamente no legado do filme e dos personagens… não preciso expandir a mitologia que eles criaram. Podemos fazer um filme totalmente original que, ao mesmo tempo, presta homenagem ao original. SM: De um jeito original. AA (Oxente Pipoca): Dirigir um filme de criatura em grande escala exige equilibrar realismo, suspense e diversão. Qual foi a maior aposta criativa que você fez nessa mistura? TG: Bem, para mim, há muitas maneiras de um filme como esse sair do trilho e ficar bobo, exagerado ou amplo demais. Encontrar o equilíbrio do tom foi o maior risco — fazer o público acreditar que os personagens realmente correm perigo, enquanto também fazemos as pessoas rirem. O humor costuma diminuir a sensação de urgência numa narrativa, então isso foi um grande desafio. Eu pedia para todos os atores levarem tudo muito a sério, sabe? Para tratarem as cenas com total seriedade. Mas é muito difícil olhar para o Selton ou para o Jack Black e dizer: “Preciso que você leve isso muito a sério. Tem uma cobra gigante de 200 pés bem ali”. E eles precisarem tratar isso como real! Então, a gente acabava rindo da situação e de como nossos trabalhos são absurdos às vezes… e depois voltávamos a filmar. AA (Oxente Pipoca): Ok, pessoal, esse foi o nosso tempo. SM: Então vou terminar mandando um beijão para vocês e dizendo a todos os fãs do Oxente Pipoca que vocês são sempre muito queridos comigo nas redes sociais. E adorei o que você disse no começo, foi muito bonito — porque realmente Lisbela e o Prisioneiro, O Alto… não só fizeram parte da sua história, mas da minha também. Então é algo mútuo. Foi muito bonito falar com você, e que Anaconda seja um enorme sucesso!

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