top of page

Resultados de busca

Resultados da busca por "festival rio"

496 resultados encontrados para "festival rio"

  • "Um Western aos moldes do Brasil": Agatha Moreira protagoniza novo filme de Ruy Guerra, com exibição no Festival do Rio nesta semana

    Longa escrito por Ruy Guerra e dirigido por Diogo Oliveira chega ao festival após estreia no Festival de Brasília, com sessões no Rio de Janeiro. do Rio com sessão confirmada no dia 09 de outubro no Estação Gávea. Iniciando sua trajetória em festivais, o longa estreou no Festival de Cinema de Brasília, com exibição Sediada no Rio Grande do Sul, a Lança atua na difusão de obras que provocam, emocionam e expandem os

  • Crítica | Plainclothes (Festival Sundance de Cinema 2025)

    Sentimentos reprimidos guiam o enredo de drama policial cheio de estilo Foto: Divulgação Em Nova Iorque, nos anos 90, o jovem policial Lucas (Tom Blyth) trabalha como agente disfarçado designado para atrair e prender homens gays. Lutando contra seus desejos, ele desafia as ordens profissionais quando se apaixona por Andrew (Russell Tovey), um de seus alvos. O primeiro longa-metragem de Carmen Emmi é efervescente, é forte e é estiloso. Em seus 90 minutos o potente filme caminha pelo drama, pelo romance e pelo suspense policial e entrega resultados positivos e criativos em cada um deles, e o melhor de tudo, eles convergem para os mesmos propósitos sem interferirem na execução e no feitio uns dos outros. Carmen realiza um trabalho excepcional tanto na direção quanto no roteiro. O título À Paisana (em tradução livre) ganha muito mais subtexto no decorrer do filme. O disfarce de Lucas vai para além do âmbito profissional. Ele nunca se permitiu viver sua orientação sexual e reprime seus desejos por conta de todos os círculos sociais que o cercam, família, amigos, namorada e de forma mais perigosa, seu trabalho. Essas travas servem como motivadores para as crises de ansiedade que sofre. E com uma câmera trêmula, iluminação alta e ruídos estáticos estridentes, a direção de Cameron expressa os lapsos mentais que resultam das muitas omissões em que Lucas é obrigado a se submeter. Foto: Divulgação O argumento tem, além de ótimas motivações, ótimos desdobramentos, personalidades bem desenvolvidas e uma conclusão pra lá de climática que se torna o apogeu de uma trama segura, bem estruturada e finalizada de maneira magistral. O enredo também não deixa de lado a função de registro e recorte histórico e social; Lucas é a personificação de várias problemáticas, causas e consequências relacionadas ao “cruising”, ele valida e ao mesmo tempo materializa a hipocrisia de parte da sociedade que condena e persegue. O elenco está primoroso. Tom Blyth dá vida a um personagem que sempre anda na corda bamba, sempre no limite, sempre em foco, sempre tendo que tomar alguma decisão que pode comprometer a falsa estabilidade de sua vida. Mesmo com um roteiro limpo e preciso, Blyth consegue dizer mais do que é necessário com seu olhar inquieto. Na contramão temos Russell Tovey com um Andrew tranquilo, sereno, sábio, é um homem que parece ter controle de tudo ao seu redor, mas não menos curioso, não menos insaciável. Destaque também para a irretocável Maria Dizzia, que interpreta a afetuosa e apreensiva Marie, mãe do Lucas, com maestria. Mesmo com poucos personagens e com uma trama simples, o filme consegue surpreender, seja pela narrativa filmada ou pela escrita. É envolvente, é apreensivo, é bonito e é bem resolvido. Nota: 4/5

  • Crítica | Salón de Belleza (Festival de Veneza 2026)

    Apesar de uma fotografia competente, o longa de Nathalia Acevedo traz uma narrativa complexa e sem sentido Divulgação Nos primeiros momentos, a premissa de transformar um espaço dedicado à beleza e ao bem-estar em um lugar que lida com a morte é, no mínimo, intrigante. Sendo ainda uma coprodução entre México e França, seria possível esperar que o encontro entre diferentes tradições cinematográficas trouxesse um impacto significativo. Infelizmente, a combinação entre o olhar latino-americano e a experiência europeia nem sempre resulta em uma obra impactante. Em Salón de Belleza, o potencial da premissa parece, na maior parte do tempo, mais do que aquilo que o filme efetivamente consegue desenvolver. Em uma cidade que nunca é nomeada, um salão de beleza se transforma em um espaço de passagem para pessoas marcadas pelo abandono, onde beleza e morte passam a coexistir. No centro desse lugar está o Individuo, uma figura solitária que cuida do espaço enquanto testemunha a chegada e o desaparecimento daqueles que o atravessam. Entre rituais, lembranças e visões, o filme dissolve as fronteiras entre presente e passado, realidade e imaginação, transformando o salão em um território suspenso. Em uma sequência que parece interminável, nas profundezas de um aquário, o longa apresenta um personagem que nunca é nomeado, assim como a própria cidade onde a história se passa. Desde os primeiros momentos, fica evidente que há diferentes camadas em sua construção, fazendo com que o espectador tente compreender de onde partem suas motivações e o que o mantém preso àquele ambiente. O problema é que essas causas raramente são aprofundadas. A diretora introduz questões relacionadas à sexualidade e à maneira como o protagonista parece estar aprisionado por elas, mas as aborda de forma tão superficial que, ao final, pouco reverberam. O que inicialmente surge como uma dimensão importante para compreender o personagem termina sem força suficiente para se tornar, de fato, uma questão narrativa convincente. Questões relacionadas à desigualdade mexicana também vêm à tona e estão entre os pontos mais fortes do longa, ainda que sejam abordadas de maneira superficial. Revoltas populares, pessoas em situação de vulnerabilidade e minorias que passam pela falta de acolhimento e de espaços onde possam existir de fato. São questões que levam ao próprio espaço que dá nome ao longa, transformando o salão em um reflexo, ainda que fragmentado, das tensões que existem do lado de fora. Divulgação Outro ponto de destaque é a fotografia, profunda e carregada de textura, que encontra nos primeiros planos alguns de seus momentos mais fortes. O silêncio também ocupa um lugar central na narrativa. Mesmo quando a ausência de explicações pode afastar o espectador, a falta de diálogos funciona como uma extensão dos sentimentos do protagonista e das pessoas que estão ao redor. Mais do que explicar o que acontece, o filme usa a falta de diálogo como uma demonstração dos sentimentos dos protagonistas, e as sensações daqueles que tiveram um fim ao seu lado. A montagem, infelizmente, não acompanha a mesma força. As cenas transitam entre presente e passado e são intercaladas por momentos submersos, reforçando uma espécie de fixação do filme pelos espaços aquáticos, sobretudo pelo aquário, que ocupa um lugar na trajetória do protagonista. Embora essa escolha visual desperte curiosidade desde a primeira cena, é apenas próximo ao final que seu significado começa a se revelar. A demora em estabelecer essa conexão, junto aos fragmentos sem sentido, acaba tornando a narrativa confusa em vez de instigante, fazendo com que algumas das escolhas mais interessantes do longa pareçam menos orgânicas do que poderiam ser. No fim, Salón de Belleza é mais um filme com uma premissa e uma estética interessantes, mas que não consegue transformar seu potencial em uma experiência narrativa igualmente potente. Sem dúvidas a escolha de transformar um salão de beleza em um espaço entre a vida e a morte, assim como na tentativa de aproximar questões de sexualidade, desigualdade e vulnerabilidade de uma narrativa tão abstrata é uma escolha interessante. A fotografia e o uso do silêncio resultaram em momentos bonitos mas não são suficientes para compensar uma montagem que frequentemente dificulta a compreensão de personagens cujas motivações permanecem pouco exploradas. O filme termina deixando mais perguntas do que respostas, o que não seria necessariamente um problema, se suas perguntas encontrassem maior força ao longo do caminho. Nota: 2/5

  • Festival de Toronto divulga os filmes selecionados para a edição 2023

    a Fall são alguns dos títulos que estarão em exibição Foto: Divulgação Nesta segunda-feira (24), o Festival Presentation, contando com estreias mundiais e também com grandes filmes que já estão trilhando o circuito de festivais Dentre alguns dos diretores que levarão suas obras para o festival estão Taika Waititi, com Next Goal Foto: El Rapto (Daniela Goggi)/ Divulgação Confira abaixo os títulos que terão sua estreia mundial no Festival Elizabeth Chai Vasarhelyi, Jimmy Chin) • Flora and Son (John Carney) • Fair Play (Chloe Domont) Em breve, o Festival

  • Crítica | Yellow Letters (Festival de Berlim 2026)

    questões políticas transnacionais Imagem: Divulgação À luz das polêmicas que cercaram a 76ª edição do Festival especial o genocídio em Gaza – a vitória de Yellow Letters com o Urso de Ouro, a honraria máxima do festival política que escolhe se acovardar e se omitir para poder continuar existindo, algo muito simbólico num festival

  • Festival de Cinema de Gramado 2023 divulga os seus primeiros filmes selecionados

    títulos escolhidos Foto: Divulgação Nesta terça-feira (4), foram anunciados os títulos escolhidos para o Festival Os títulos serão exibidos no tradicional Palácio dos Festivais, na cidade de Gramado, na serra gaúcha O curador do festival, Marcos Santuario, falou sobre o processo seletivo do evento e como a estima pela Matheus Nachtergaele, Ana Luiza Rios, Sílvia Buarque, Danny Barbosa, Marcos Duarte e Buda Lira são alguns Foto: Divulgação Vale destacar também que, pela primeira vez, o Festival de Gramado terá uma série entre

  • Como fazer acontecer um festival de cinema no agreste sergipano?

    Uma memória pessoal e uma entrevista com Andrei Ferreira, idealizador do Festival Internacional de Cinema Já existe o intercâmbio do cinema brasileiro, acontecendo dentro do festival. Encerramos a conversa falando sobre o que sustenta um festival como esse. Entender qual é o objetivo, qual é o diferencial que o seu festival tem para os outros. Quando um festival cria um público, ele cria público também para os outros festivais.

  • O Oxente, Pipoca? estará cobrindo novamente o Festival de Cinema de Toronto

    A edição de 2023 do evento acontecerá entre os dias 7 e 17 de setembro no Canadá O Festival Internacional Outra informação divulgada até então é que o Festival de Toronto trocou o nome da seleção Contemporary O festival afirma que a mudança de nome foi realizada para melhor refletir e ampliar todo o espectro “Centrepiece é uma vitrine para títulos aclamados de festivais ao redor do mundo, estreias altamente , aprovado como imprensa pelo Festival de Toronto 2023 pelo segundo ano seguido, estará na cidade canadense

  • TIFF 2025: Confira os filmes confirmados na programação do Festival de Toronto

    O Festival de Toronto anunciou os filmes selecionados para sua 50ª edição, que será realizada de 4 a Divulgação: TIFF A temporada de festivais de cinema já começou a esquentar, e o Festival Internacional enquanto outros chegam ao público canadense e norte-americano pela primeira vez após passagens por festivais & Primetime Anúncios no dia 07/08 Wavelengths & TIFF Classics Anúncios no dia 08/08 A temporada de festivais

  • Crítica | Train Dreams (Festival Sundance de Cinema 2025)

    Drama épico é filmado com elegância, mas perde força em meio a divagações Foto: Divulgação Baseado num romance de mesmo nome, a adaptação conta a história de Robert Grainer (Joel Edgerton), um homem comum que viveu em tempos extraordinários do início da expansão ferroviária norte-americana, e trabalhou como temporário no oeste americano no começo do século XX. Tendo que lidar com a distância de sua família e a perda de entes queridos, ele luta para se ajustar a esse novo ambiente em constante mudança. O mais recente filme do cineasta Clint Bentley é um deleite visual antes de qualquer coisa. Não há como passar por Train Dreams sem ser impactado pela beleza plástica do longa. O que o diretor de fotografia Adolpho Veloso faz com o contraste de sombras e com os planos abertos é sem dúvidas o maior destaque do filme. A ponto de em alguns momentos não parecer importar o argumento que deveria amarrar aquelas belas imagens bucólicas estadunidenses. Mas existe sim ali um enredo bem norte americanizado sobre os tempos áureos onde os brancos homens de bem viviam com suas belas e recatadas esposas na mais tranquila paz longe de todos os males contrários ao seu estilo de vida e/ou vindos de fora. A vida do protagonista é contada através de uma narração apática que em nada soma ao encadeamento de fatos, além disso existem causos de personagens paralelos e constantes contemplações que tentam dar um gracejo ao texto – e que pode funcionar bem no livro – mas aqui resultou numa distração em relação à trama do personagem central. A narrativa funciona melhor, para além do protagonista e do contexto geopolítico em si, quando se percebe que o tema central é a passagem do tempo e a instabilidade espontânea que o acaso/destino pode trazer à vida por mais planejada que ela seja. Joel Edgerton veste como ninguém as roupas de época de homem bruto do início do século XX, e desempenha um papel contido, mas que consegue manter a constância necessária para o desenvolvimento da narrativa. E mesmo com um elenco de coadjuvantes de peso, nenhum dos personagens consegue se fazer relevante o suficiente para deixar algum registro no resultado. Em meio a reflexões existenciais e questões de propósito humano, que pendem para uma inocência quase tola, Train Dreams consegue passar sua mensagem e contar a sua história com sucesso, mas sem chamar muito a atenção, mesmo as vezes sendo necessário uns picos de energia. Nota: 3/5

  • Crítica | Sukkwan Island (Festival Sundance de Cinema 2025)

    Isolamento na natureza serve de terapia pai-e-filho hipotética em drama surpreendente Foto: Divulgação Em Sukkwan Island acompanhamos Roy, um jovem assustado com o passado, que viaja para uma ilha remota nos fiordes noruegueses para se reconectar com seu pai e confrontar a experiência traumática que eles compartilharam dez anos antes e que transformou seu relacionamento. Filmes que apresentam a natureza como um espaço propício ao autodescobrimento são quase um subgênero do drama no cinema pós-moderno. E o mais interessante é que vários destes são inspirados em histórias reais como o bastante conhecido Na Natureza Selvagem (2007) e o indicado ao Oscar Livre (2014). É o cinema retratando mais uma crise de identidade e personalidade do ser humano contemporâneo das mais belas e criativas formas. No entanto, assistindo ao novo filme do cineasta francês Vladimir de Fontenay, não pude deixar de lembrar de uma comédia honesta e bastante sensível chamada In Natura (2014). O cenário norueguês e o homem se isolando da sociedade para lidar com seus demônios em meio a natureza onde ele pode chorar e ninguém ver aparentemente funcionam nas mais diversas abordagens, seja pela ideia quase mística de um poder curativo da natureza, ou seja pelo sempre saudável distanciamento físico da sociedade. Quase que o filme todo se desenrola num flashback contando como o adolescente Roy e seu pai, com quem não tinha contato há tempos, se conectaram em meio às belas paisagens das montanhas gélidas da Noruega, durante um ano sabático que resolveram tirar para esse propósito. Com uma filmagem que aproveitou os tons naturais do ambiente e soube reproduzir belas imagens com pouca iluminação, o longa-metragem tem um visual exuberante e pinta este plano de fundo idílico para uma história que se apresenta de forma emocionante e densa. Foto: Divulgação A dinâmica desenvolvida em cena pelos atores Swann Arlaud e Woody Norman carrega de forma orgânica o roteiro mesmo nos momentos mais estáticos. Destaque para mais um trabalho visceral de Arlaud que brilha ao preencher todas as lacunas do seu personagem criado em cima de várias concepções hipotéticas. Os diálogos são bem trabalhados e criam nuances sobre o personagem de Roy que para o espectador mais racional podem perder a força haja visto que nos minutos finais o filme apresenta uma reviravolta que, dependo de qual foi sua experiência com a produção até ali, pode comprometer ou endossar o resultado da experiência. O longa se encerra com um epígrafo, em texto mesmo antes dos créditos finais, que escancara para caso tenho sobrado alguma dúvida, o que foi exatamente que se acabou de assistir, e, mesmo sendo bem sensacionalista e até desnecessário mesmo, é uma justificativa de todas as escolhas narrativas feitas que possam ter ficado incompreendidas. Pode não funcionar para alguns, para mim atingiu certeiro. Nota: 4/5

  • Crítica | House Of The Wind (Festival de Veneza 2026)

    Diretor Auguste Bernard Kouemo Yanghu apresenta um balanço perfeito entre formas de abandono e a necessidade de pertencer Divulgação O que acontece quando a casa, que deveria representar pertencimento, passa a ser construída para convencer quem foi embora a voltar? Esse é o dilema principal da protagonista de House Of The Wind, Josette, uma camaronesa que persiste em seu país natal enquanto seus filhos estão espalhados pelo mundo. Por meio de uma vídeo chamada, existe uma distância que nenhuma conexão de internet consegue diminuir. É desse espaço entre quem parte e quem permanece que Kouemo Yanghu constrói em House of the Wind. Em Camarões, Josette é uma mulher idosa que vive sozinha enquanto os filhos estão espalhados por diferentes partes do mundo. Na tentativa de reuni-los novamente, ela decide construir uma casa que possa servir como ponto de retorno para um dos filhos. É durante esse processo que conhece Sarah, uma jovem que também enfrenta o afastamento de seus familiares e está prestes a se casar com um estrangeiro. De um acordo marcado por interesses particulares, nasce uma relação inesperada entre duas mulheres de gerações distintas, unidas por diferentes formas de solidão, desejo de pertencimento e busca por autonomia. O próprio espaço se torna personagem nessa história. A partir de uma fotografia banhada por tons quentes e de uma ambientação que preserva as particularidades de Camarões, Kouemo Yanghu constrói um olhar atento para as contradições do país. A desigualdade não aparece apenas como pano de fundo, mas atravessa a própria composição do filme, seja nas marcas estruturais da precariedade, seja na distância que separa Josette dos filhos, cuja partida também remete à chamada fuga de cérebros. Sem transformar essas questões em discurso expositivo, o diretor permite que elas surjam naturalmente do cotidiano da protagonista. É justamente nessa contenção que o diretor faz um ótimo trabalho ao construir um retrato ao mesmo tempo íntimo e sociopolítico, de uma forma sutil e impactante. Sarah está longe de ser uma personagem secundária, ainda que, à primeira vista, possa ocupar esse lugar dentro da narrativa. Assim como Josette, ela carrega as marcas do afastamento familiar, mas sua trajetória aponta para uma direção diferente. Como os filhos da protagonista, Sarah experimentou a vida fora do país e foi assim que conheceu o estrangeiro que a pediu em casamento. De maneira mais silenciosa e de forma um pouco ilegal, ela constrói seu próprio caminho para seguir em frente sem os pais, ao mesmo tempo em que estreita os laços com alguém que, em movimento contrário ao seu, faz de tudo para trazer os filhos de volta à sua realidade. É justamente nesse contraste que a personagem ganha força: enquanto Josette tenta reconstruir os vínculos com quem foi embora, Sarah parece aceitar que, para construir o próprio futuro, talvez seja necessário aprender a viver com a ausência. Divulgação Além do simbolismo familiar, mesmo que complexo, algumas passagens do longa acabam se tornando monótonas e repetitivas. Ainda assim, a fotografia calorosa mantém seu poder mesmo nesses momentos, fazendo com que os espectadores raramente sintam que a narrativa parece se prolongar. Em determinadas cenas, também não é tão evidente qual sentimento o filme pretende gerar: seria apenas a saudade da família ou a melancolia por aquilo que um dia foi sonhado e nunca chegou a se concretizar? Essa certa indefinição, talvez possa afastar o espectador em alguns momentos, mas em parte é compensada pela força das atuações. Há uma verdade e uma intensidade tão presentes no trabalho das atrizes que muitas dessas oscilações acabam sendo absorvidas pela própria experiência emocional do filme. Por fim, o questionamento: O que acontece quando a casa, que deveria representar pertencimento, passa a ser construída para convencer quem foi embora a voltar?, é respondido por um final um pouco confuso, e definitivamente triste. É uma pergunta que o filme deixa suspensa. O próprio vento que atravessa as casas, levando aqueles que decidiram sair, mas também revelando quem escolheu permanecer. Os últimos momentos não trazem exatamente as respostas que procuramos durante o filme, especialmente na relação entre Josette e Sarah, mas a narrativa não falha ao homenagear as mães que fazem de tudo para que seus filhos criem asas ao mesmo tempo em que sentem falta de suas presenças. Nota: 4/5

bottom of page