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Resultados da busca por "crítica mostra 2026"

1318 resultados encontrados para "crítica mostra 2026"

  • Crítica | Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out

    Rian Johnson traz Benoit Blanc para mais um caso que, acima de tudo, é simpático Divulgação Após dois filmes desse projeto, o público já tem uma noção bastante clara do que esperar. Uma morte, provavelmente de forma acidental, com pistas espalhadas por toda parte e a sensação constante de que estamos sendo distraídos até que a revelação final se torne inevitável. O molde deste tipo de narrativa já é familiar, mas Rian Johnson ainda encontra maneiras de dar um tempero próprio à fórmula. O cineasta retorna em Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out com mais uma história do detetive, novamente interpretado por Daniel Craig. Desta vez, ele é atraído para um caso que foge levemente do padrão habitual: um jovem padre de passado nebuloso se torna o principal suspeito pela morte de seu superior, figura que exerce forte influência sobre um pequeno grupo de fiéis em uma cidadezinha dos Estados Unidos. O mais curioso nesse projeto é que, embora Craig seja considerado o protagonista evidente da história, muitas vezes tenho a sensação de que os chamados coadjuvantes ocupam um espaço dramático ainda mais central do que ele. Aconteceu isso nos dois primeiros filmes da franquia, e se repete nesse. Josh O'Connor segue construindo uma filmografia invejável e rouba a cena com uma performance extremamente equilibrada como Jud Duplenticy, um ex-boxeador problemático que se torna padre e que, após um desentendimento, é transferido para a paróquia comandada pelo Monsenhor Jefferson Wick, interpretado por Josh Brolin. É justamente na relação entre esses personagens que o filme começa a revelar melhor o seu potencial dramático. Wick é uma figura sombria, quase diabólica, se assim posso dizer. Por meio de sabotagens, mentiras e ameaças veladas, ele constrói uma relação de domínio sobre seus fiéis que beira a obsessão, algo muito próximo de uma codependência emocional. A atuação de Brolin funciona bem durante boa parte do filme, sustentando essa aura inquietante do personagem. Em determinado momento, porém, a composição perde a medida e passa a soar exagerada, quase como uma paródia da figura ameaçadora que havia sido construída até então. O mesmo não acontece com a performance de Glenn Close. A oito vezes indicada ao Oscar entrega exatamente o que se espera de uma das grandes damas do cinema estadunidense. Sua Martha Delacroix vai além do que se poderia imaginar de uma fiel profundamente traumatizada que encontra na igreja uma forma de redenção, tornando-se o braço direito do Monsenhor. É ela quem faz o final dessa história, ainda que previsível, funcionar de maneira genuinamente satisfatória. Divulgação Craig, por sua vez, conduz Benoit Blanc com uma naturalidade impressionante. Existe uma leveza no modo como ele ocupa o papel, como se estivesse plenamente à vontade naquele universo. É um personagem que permite explorar bem suas habilidades cômicas e dramáticas, sempre atravessadas por uma tensão discreta que já se tornou sua marca registrada. E talvez seja justamente aí que o filme começa a perder força. Há uma sensação de conforto generalizado no projeto, como se todos estivessem plenamente acomodados dentro da fórmula que já dominam. Falta o impulso de arriscar mais, de tensionar os próprios limites da franquia, algo que se torna cada vez mais necessário à medida que ela cresce e se consolida. Curiosamente, esse excesso de conforto não se reflete no trabalho técnico, que arrisco dizer ser o melhor de todos os lançados até o momento. Steve Yedlin e Nathan Johnson retornam, respectivamente, como diretor de fotografia e compositor, ainda mais afiados. A tensão se constrói exatamente como o esperado, graças a esse trabalho, que nos envolve na atmosfera do filme mesmo quando a narrativa parece perder o foco. Mesmo com esses reveses, Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out é um filme confortável, mas sincero, e com a vontade no lugar certo. Com um elenco que cumpre bem seu papel dentro desse universo, Rian Johnson sustenta mais uma história de detetive e lembra que o gênero ainda pode respirar, mesmo quando aposta no básico. Nota: 3,5/5

  • Entrevista | “Precisamos Falar” mostra que a política também acontece dentro de casa

    refletem sobre o thriller psicológico que, pelo "milagre do cinema", estreia às vésperas das eleições de 2026 Poderia estar falando do Brasil de setembro de 2026, mas é a premissa de Precisamos Falar, novo longa-metragem Precisamos Falar chega aos cinemas de todo o Brasil em 24 de setembro de 2026.

  • Crítica | O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder (1ª Temporada)

    Assim, é um alívio ver que, no fim das contas, a série dribla seus críticos do “identitarismo” aqui adotado Mas apesar de seus notáveis tropeços, a série ainda se mostra repleta de potencial, sendo também o declarado

  • Mostra Parada de Cinema chega à sua 8ª edição discutindo cinema e memória

    Helena Ignez e Vera Egito estão entre os nomes homenageados neste ano na mostra, realizada em Teresina Divulgação Entre os dias 12 e 15 de junho ocorrerá em Teresina a 8ª edição da mostra Parada de Cinema Com o tema "Cinema, memórias e batalhas", a mostra deste ano propõe reflexões sobre as potências políticas Uma das novidades desta edição é a Mostra de Clássicos e a Mostra de Cinema Marginal Piauiense, além A edição de 2025 também celebra a presença de nomes fundamentais do cinema brasileiro.

  • Crítica | História De Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette (1ª Temporada)

    Quando o fim transforma romance em lenda. Imagem: Divulgação O que faz uma história de amor atravessar o tempo e se fixar no imaginário coletivo a ponto de virar obra audiovisual e, mais do que isso, um marco da cultura pop? Na maioria dos casos, a resposta parece menos romântica do que se imagina. É a tragédia. De Romeu e Julieta a Jay Gatsby e Daisy Buchanan, passando por Heathcliff e Catherine Earnshaw, até chegar a Jack Dawson e Rose DeWitt Bukater, não faltam exemplos de romances que se eternizam justamente porque não chegam ao felizes para sempre. O amor interrompido, inacabado, parece ter mais força do que aquele que encontra estabilidade. É exatamente desse ponto que parte História de Amor, antologia que escolhe, em sua primeira temporada, revisitar a relação entre John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette, um casal que, nos anos 1990, condensou glamour, obsessão midiática e um desfecho trágico quase inevitável dentro da lógica das grandes narrativas amorosas. Lançada semanalmente no Disney+, a série chega ao seu último episódio nesta sexta-feira, 27, fechando uma temporada de nove capítulos que acompanha o casal desde o início da relação, em 1992, até o acidente de avião que encerra suas vidas em 1999. Mas, mais do que contar essa história já conhecida, o interesse da série está em como ela escolhe contar. E aí, o primeiro grande acerto aparece na protagonista. A Carolyn construída aqui não é apenas a figura silenciosa eternizada nas fotos de paparazzi ou nos editoriais de moda. Existe uma tentativa clara de dar corpo, voz e contradições a essa mulher que, por muito tempo, foi tratada mais como imagem do que como pessoa. E muito disso passa pela atuação de Sarah Pidgeon, que entrega uma interpretação precisa ao equilibrar contenção e intensidade. Seu trabalho evita caricaturas e constrói uma Carolyn que se revela aos poucos, nos silêncios, nos olhares e nas pequenas rupturas emocionais. Ao redor dela, a série constrói uma Nova York noventista que funciona menos como cenário e mais como extensão desse universo. A cidade pulsa entre flashes, festas e perseguições de fotógrafos, criando um ambiente onde o privado praticamente não existe. E é justamente nesse ponto que História de Amor encontra sua melhor versão. Imagem: Divulgação Porque, mais do que um romance, a série é sobre vigilância. Sobre o que acontece quando uma relação deixa de pertencer às duas pessoas envolvidas e passa a ser consumida publicamente. O escrutínio da mídia aparece como força constante e desigual. Enquanto John é frequentemente enquadrado como herdeiro carismático de uma dinastia política, Carolyn é alvo de um olhar muito mais duro, frequentemente atravessado por misoginia, julgamento e especulação. Esse desequilíbrio é um dos aspectos mais interessantes da narrativa, porque desloca o foco do amor idealizado para as pressões externas que o desgastam. Os conflitos do casal não surgem apenas de dentro, mas principalmente de fora, da impossibilidade de existir longe das lentes, das manchetes, das expectativas. Ao mesmo tempo, a série não escapa de um certo fascínio pela própria tragédia que conta. Em alguns momentos, a estilização pesa, o melodrama se impõe e os personagens parecem novamente engolidos pelo mito que a própria narrativa tenta questionar. Ainda assim, há algo de hipnótico nesse excesso, como se a série entendesse que também faz parte desse ciclo de transformar dor em espetáculo. No fim, História de Amor funciona justamente por reconhecer aquilo que a cultura pop já sabe há muito tempo. Algumas histórias não sobrevivem apesar do fim. Elas sobrevivem por causa dele. E, ao revisitar esse romance, a série reforça que, entre o íntimo e o público, entre o afeto e a exposição, talvez o maior conflito não seja amar, mas conseguir amar sendo constantemente observado. Nota:4/5

  • Entrevista | Boots Riley fala sobre “I Love Boosters” e fazer cinema político em Hollywood

    Diretor veio ao Brasil para sessões especiais do seu novo filme, exibido na Mostra de SP. A crítica pode ser lida aqui. oportunidade de entrevistar Boots Riley na ocasião da visita do diretor ao Brasil para promover o filme na 50ª Mostra Como apontei na minha crítica, são esses elementos despirocados que fortalecem a visão satírica de Riley

  • Crítica | Com Carinho, Kitty (1ª temporada)

    Voltada para o público jovem, série tem personagens cativantes e é uma bela história sobre a descoberta de si mesmo. Foto: Divulgação Lançada como uma das grandes apostas da Netflix neste mês de maio, Com Carinho, Kitty é um spin-off da trilogia de sucesso Para Todos os Garotos que já Amei, também adaptada pelo streaming e baseada nos livros da autora Jenny Han. Neste universo, a personagem Kitty Covey, irmã da protagonista, já se destacava na história e se comportava como uma criança à frente do seu tempo. Por isso, ela era a escolha óbvia para protagonizar essa nova direção da trama, alguns anos à frente dos acontecimentos vistos no último longa. Com dez episódios de cerca de 30 minutos cada, acompanhamos a jornada de Kitty (Anna Cathcart) já adolescente e embarcando para a Coreia do Sul após ser contemplada com uma bolsa de estudos. A jovem vai estudar em uma academia conceituada onde o seu webnamorado também estuda e onde sua mãe também já foi aluna. Porém, ao chegar lá, ela descobre que Dae (Choi Min-young) está em um relacionamento com Yuri (Gia Kim) e mesmo decepcionada, Kitty resolve permanecer na escola para descobrir mais a fundo sobre o passado da mãe e também sobre si própria. Misturando a vibe das séries adolescentes da Netflix como Eu Nunca.. com o sucesso de doramas, Com Carinho, Kitty traz tudo que está na moda entre os mais jovens para uma história que retrata muito bem as descobertas e os percalços da vida adolescente. Kitty, nossa protagonista, é uma menina muito bem resolvida que vai atrás do que quer e que lida muito bem com essas angústias. É uma personagem agradável de acompanhar em uma jornada repleta de clichês do gênero, mas que funcionam bem para o seu público-alvo com uma ótima adição de leveza e bom-humor. Foto: Divulgação Essa fusão entre a cultura americana e coreana também consegue ser bem expressa na série, desde a escolha da tonalidade em alguns momentos específicos até a trilha sonora vibrante que passeia por sucessos do k-pop. O exagero em alguns momentos, que fazem parte em maior e menor medida em séries do tipo, também está presente e pode saturar aqueles que não conseguem mais ter paciência com os dramas da juventude. Mas, Com Carinho, Kitty traz um frescor interessante pela sua pluralidade de personagens com temáticas importantes na vida de quem ainda está tentando descobrir quem é de verdade. Esse é, sem dúvidas, o maior trunfo da série. Essa identificação consegue atingir tanto os que já passaram por isso, quanto os mais jovens que ainda irão passar. Isso tudo com um texto leve, engraçado e bem suave, que mesmo abusando de alguns arcos narrativos já exaustivamente inseridos em séries do tipo, consegue ser diferente por demonstrar essa leveza ao falar de assuntos importantes. Com Carinho, Kitty não é uma série inovadora e nem pretende ser, mas cumpre com seu objetivo de entreter e de ser uma boa dica para quem quer embarcar no mundo adolescente por algumas horas. Nota: 3.5/5

  • Entrevista | Jorge Thielen Armand fala sobre “A Morte Não Tem Dono”

    Diretor veio ao Brasil para apresentar o filme na Mostra de SP, e comentou sobre as heranças coloniais Cannes neste ano, A Morte Não Tem Dono é um dos filmes exibidos na Perspectiva Internacional da 50ª Mostra Você pode conferir a crítica aqui. O diretor de A Morte Não Tem Dono, Jorge Thielen Armand, está no Brasil para apresentá-lo durante a Mostra

  • Entrevista | Lluís Miñarro fala sobre “Emergency Exit”

    Diretor espanhol esteve na Mostra de SP para promover o filme, que conta com a performance final de Marisa corroteirista junto com Lu Colomina), foi uma das obras exibidas na Perspectiva Internacional, que compõe a Mostra Pipoca teve a oportunidade de entrevistar Miñarro, que esteve no Brasil para promover o filme durante a Mostra

  • Crítica | Nada de Novo no Front (Im Westen Nicht Neues)

    Em 2022, quase 100 anos depois do primeiro, uma nova versão é entregue; 'Nada de Novo no Front'.

  • 'A Casa do Dragão' mostra que é uma sucessora à altura de GOT em seus três primeiros episódios

    Após três anos e milhões de dólares gastos, a HBO demonstra que sabe o que está fazendo. Em 2019, o gosto amargo de um final meia boca para uma das maiores séries da história nos fez duvidar de que novas obras do universo de 'Game of Thrones' poderiam voltar a dar certo. Mas, o mundo fantástico criado por George R. Martin ainda possuía histórias incríveis para serem contadas para o público e foi com essa intenção que a HBO retornou a esse universo com a série 'House of the Dragon'. Quase 200 anos atrás dos eventos de GoT, conhecemos uma Westeros vivendo na era de ouro da dinastia Targaryen. O arco é adaptado de 'Dança dos Dragões', uma das histórias mais importantes da família e disponível no livro 'Fogo & Sangue'. Nesses três primeiros episódios, somos apresentados aos personagens bem no início dessa jornada, com o rei Viserys I perdendo sua primeira esposa e Rhaenyra se encontrando o seu lugar no mundo após ser declarada a sucessora legítima do rei. Ainda faltam oito episódios a serem lançados, mas já foi possível perceber a alta qualidade técnica e de roteiro entregue nesse prequel. Destaco a importância do envolvimento de Martin em seu desenvolvimento e a adaptação fenomenal de Ryan Condal. Além disso, o elenco principal está impecável com a revelação de Milly Alcock na versão jovem de Rhaenyra e também vemos atores já consagrados como Matt Smith em seus melhores momentos em tela. Não dá para prever o futuro, mas as expectativas são altas e 'House of the Dragon' tem tudo para ultrapassa-las.

  • Festival de Artes de São Cristóvão leva cinema ao Cine Trianon com mostras sergipanas e nacionais

    Sessão São Cristóvão: Lembrancinha Desincorporação Raízes da Ilha Acesse a programação completa do Fasc 2025

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