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- O FANTÁSTICO JASPION: Sato Company desenvolve nova adaptação com herói nipo-brasileiro — European Film Market (EFM) da Berlinale
Janaína Tokitaka assina o roteiro da superprodução que conta com coprodução da Toei Company Divulgação Produzido pela Sato Company, O Fantástico Jaspion dá sequência à cobertura especial do Oxente Pipoca sobre os projetos brasileiros apresentados no European Film Market (EFM), da Berlinale 2026. Com roteiro de Janaína Tokitaka, o filme acompanha Jonas, um nipo-brasileiro de 22 anos de São Paulo, que descobre a lendária armadura de Jaspion e é arrastado para um conflito nascido do colapso ambiental da humanidade. Guiado pela androide Anri, ele precisa redefinir o heroísmo para proteger o planeta como o novo Fantástico Jaspion. O projeto prevê um orçamento de 10 milhões de dólares, com filmagens em territórios brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro e Amazônia) e japoneses (Tóquio e Okinawa), com produção e distribuição da Sato Company. Atualmente em fase de captação de recursos, O Fantástico Jaspion busca financiamento, coprodução, distribuição, festivais, merchandising e mais no EFM. Leia também: *Esta matéria faz parte de uma série especial do Oxente Pipoca dedicada aos filmes brasileiros em destaque no European Film Market (EFM) 2026, o mercado audiovisual que integra a programação oficial do Festival de Berlim. Em cada publicação, aqui e nas nossas redes sociais, você vai encontrar detalhes como: sinopse, equipe envolvida, diretores, produtoras e muito mais que tivermos acesso. Fonte: Cinema do Brasil
- Crítica | O Cavaleiro dos Sete Reinos (1ª temporada)
Série se beneficia de menor escopo e pretensões para entregar o melhor momento no universo de Game of Thrones em anos. Imagem: Divulgação A ideia de spin-offs de Game of Thrones sempre foi repleta de controvérsias, dado o fim catastrófico da série e o gosto amargo deixado na boca do público. Se A Casa do Dragão apresentou potencial em sua primeira temporada, nos relembrando dos melhores momentos da obra original, a segunda rapidamente acendeu os alertas, nos remetendo aos piores momentos das últimas temporadas. Apesar destes receios, porém, o anúncio de uma adaptação de O Cavaleiro dos Sete Reinos ainda veio coberto com certa expectativa por parte do público que teve contato com as novelas originais escritas por George R.R. Martin, as quais se passam 90 anos antes dos eventos adaptados em Game of Thrones. É inegável, porém, que devido à recepção morna de A Casa do Dragão, a HBO tratou essa nova série quase como um produto de segundo escalão. Se a duração menor dos episódios (na faixa dos 30 minutos) fazia sentido devido ao tamanho diminuto das novelas originais, a divulgação consideravelmente menos extensa e o horário de exibição – à meia-noite do domingo para a segunda, longe do horário nobre em que as outras duas séries foram exibidas – eram sinais de uma certa cautela por parte da emissora. Que felicidade, portanto, ver como ao longo dos seus seis episódios O Cavaleiro dos Sete Reinos conseguiu superar as expectativas de praticamente todo mundo. Parece até apropriado para uma série cujo protagonista, o cavaleiro andante Dunk (Peter Claffey), é um azarão cujo arco na temporada centra-se em tentar provar seu valor num torneio onde estão presentes cavaleiros, lordes e até príncipes da Casa Targaryen. Na sua primeira cena, vemos Dunk enterrar seu mestre, Arlan de Centarbor (Danny Webb), e refletir sobre o que fazer a partir de agora. O crescendo da icônica música-tema de Game of Thrones nos induz a uma epifania gloriosa por parte do personagem, bem como a um estado épico nostalgia, mas o corte seco para a cena seguinte dele cagando já nos diz (sem muita sutileza): isso aqui não é Game of Thrones 2.0, ainda que estejamos no mesmo universo. E essa é a grande força da série. O showrunner Ira Parker, consciente de que não tem em mãos uma superprodução com o orçamento das duas anteriores, usa isso ao seu favor, empregando uma maior liberdade criativa que permite que sua obra cresça gradativamente em personalidade. Os dois primeiros episódios demarcam um tom mais leve e cômico, mas mesmo quando a temporada vai se tornando mais séria e trágica, ainda é capaz de o fazer de uma maneira muito autônoma e até mesmo autoral. Nem todas as marcas dessa autoralidade funcionam para mim (a recorrência do humor escatológico cansa depois da terceira ou quarta piada envolvendo fezes, cuspe ou vômito), mas é nítido que a série se esforça em se apresentar como algo próprio, longe da pressão de viver sob a sombra da série original (que tem sido exatamente o problema de Casa do Dragão). Imagem: Divulgação Longe das intrigas palacianas e das épicas batalhas com dragões e seres sobrenaturais, O Cavaleiro dos Sete Reinos revela seu coração pulsante quando acompanha seus personagens, em especial a dupla principal formada por Dunk e Egg (Dexter Sol Ansell), o menino que se agarra a ele como escudeiro e cujas verdadeiras origens logo assumem o centro da temporada. Ainda que eu evite fazer comparações com o material original, é inevitável não comentar do carinho que sempre tive pela relação de Dunk e Egg nas novelas, e a capacidade da série de captar tão habilmente os altos e baixos dessa relação, através da química de Claffey e Sol Ansell, é seu verdadeiro trunfo. Sol Ansell, aliás, é talvez a grande revelação da temporada, imbuindo seu Egg de uma ingenuidade e astúcia quase complementares, revelando camadas agridoces que enriquecem ainda mais a sua personalidade, de modo que é impossível não querer protegê-lo de todo mal. O carisma dos protagonistas também se estende aos coadjuvantes. Ainda que nem todos recebam um tempo de tela satisfatório, vários deles deixam suas marcas, seja o leal Raymun Fossoway (Shaun Thomas) ou o núcleo Targaryen da vez: o bondoso e justo Baelor (Bertie Carvel), o amargo Maekar (Sam Spruell) ou o cruel Aerion (Finn Bennett), cujas ações desencadeiam a cadeia de eventos que formam a segunda metade da temporada. Tais eventos culminam num penúltimo episódio que, mesmo prejudicado por um flashback excessivo das origens de Dunk, traz em seus 10 minutos finais uma sequência que, mesmo longe do escopo épico de Game of Thrones e A Casa do Dragão, deixa a sua própria marca, apostando em brutalidade, catarse e perdas que nos fazem lembrar como este universo é inclemente com os personagens que amamos. Mesmo com algumas decisões narrativas que não se pagam sempre, O Cavaleiro dos Sete Reinos se mostra o respiro que precisávamos e o lembrete de que ainda há espaço para o universo de Game of Thrones nos cativar e nos surpreender. Valendo-se das expectativas moderadas (para dizer o mínimo) que todos, fossem a própria HBO ou o público, tinham a seu respeito, a série usa isso a seu favor para construir um novo tipo de história em Westeros. Mal posso esperar para ver mais das aventuras de Dunk e Egg pelos reinos, e isso diz muito da marca positiva que a série nos deixa ao seu fim. Nota: 4/5
- Crítica | Yellow Letters (Festival de Berlim 2026)
Vencedor do Urso de Ouro deste ano aposta no drama familiar pequeno-burguês para se acomodar ao falar de questões políticas transnacionais Imagem: Divulgação À luz das polêmicas que cercaram a 76ª edição do Festival de Berlim – onde vários dos artistas presentes se negaram a comentar questões ditas “políticas”, em especial o genocídio em Gaza – a vitória de Yellow Letters com o Urso de Ouro, a honraria máxima do festival, parece uma decisão curiosa dado os temas abertamente políticos vistos em tela desde os seus primeiros minutos. Contudo, à medida que o filme se desenrola e cai em um lugar cômodo e polido sobre esses temas, fica claro que sua vitória foi mais do que merecida. Dirigido por İlker Çatak, diretor alemão de origem turca, Yellow Letters acompanha o casal Derya (Özgü Namal), renomada atriz de teatro, e Aziz (Tansu Biçer), dramaturgo e professor universitário. Ambos são fortemente engajados politicamente nesta Turquia contemporânea – a qual sofre com as censuras impostas pelo atual presidente Recep Tayyip Erdoğan – e Derya se nega a tirar foto com o governador, o qual está presente na noite de estreia da última peça dos dois. É a gota d´água para o casal ser perseguido politicamente, sendo forçado a se mudar de Ankara para Istambul com sua filha adolescente, Ezgi (Leyla Smyrna Cabas). A partir daí eles tentam recomeçar a vida e lidar com a própria relação, fragilizada à medida que seus privilégios pequeno-burgueses são cada vez mais afetados. Ao longo do primeiro ato, Çatak constrói um clima de opressão e silenciamento que demarca muito bem a mudança de status que Derya e Aziz enfrentam, à medida que eles são destituídos dos seus trabalhos, assim como amigos e colegas próximos. Os letreiros indicando “Berlim as Ankara” e “Hamburg as Istambul” são uma estratégia instigante, especialmente considerando que a população de ascendência turca na Alemanha representa a maior parcela da diáspora turca. No entanto, salvo algumas cenas específicas, pouco se extrai desse intercâmbio entre as realidades turca e alemã. Inegavelmente, Çatak obtém mais êxito em ilustrar que, no mundo atual, onde a democracia corrói em vários países, a classe artística e intelectual é sempre uma das primeiras a sofrer nas mãos de regimes autoritários. Contudo, quando há o deslocamento para Istambul, o filme resolve se encolher, saindo da esfera macro para apostar ainda mais no micro, na dinâmica do relacionamento de Derya e Aziz, bem como das relações deles com a filha adolescente. Usar a esfera pessoal para tratar da esfera política não é uma novidade, tampouco fazer isso a partir de um núcleo familiar pequeno-burguês (Ainda Estou Aqui é um exemplo recente e muito bem-sucedido), mas é nítido como o filme gradativamente vai se contentando com uma camada superficial nos dramas familiares e também nas suas questões políticas. Por exemplo, tudo envolvendo Ezgi cansa rápido, tanto pela personagem nunca sair do estereótipo da adolescente emburrada e inconsequente quanto pelo roteiro apostar nas escolhas mais óbvias possíveis para criar o conflito entre ela e os pais. Muito mais interessante é a ênfase na gradual dissolução do casamento de Derya e Aziz, sobretudo pelas performances de Biçer e Namal. Esta recebe a oportunidade de ouro de fazer um jogo atoral que invoca os diferentes conflitos que sua personagem vivencia, além da capacidade camaleônica de transitar por diferentes registros audiovisuais, como nas duas sequências seguidas em que ela faz um teste para uma novela e depois no teatro, na nova peça escrita pelo marido. Imagem: Divulgação O filme encontra força quando investe na tensão sobre qual dos dois cederá primeiro para este sistema, à medida que as pressões institucionais, sociais e econômicas se assomam sobre eles. No entanto, essa tensão é esporádica e só aparece em algumas cenas específicas (como a discussão visceral do casal dentro do carro no último ato), nunca permitindo que o longa alcance o mesmo clima sufocante dos seus primeiros trinta minutos. Depois de certo tempo se torna difícil importar com as perdas que eles sofrem — e o fato do filme tentar reconhecer numa única cena que estamos vendo personagens privilegiados não conta muito em seu favor. Por isso, quando chegamos aos minutos finais de Yellow Letters, fica claro que a escolha em dar o Urso de Ouro foi mais do que apropriada, visto que se o filme termina não exatamente de forma covarde, certamente escolhe um comodismo que diz muito das visões políticas não só do seu diretor, mas também do júri deste ano em Berlim. Derya e Aziz parecem, portanto, refletir então uma classe política que escolhe se acovardar e se omitir para poder continuar existindo, algo muito simbólico num festival realizado num país que, em razão do seu histórico genocida, prefere se apoiar na ideia de uma “Razão de Estado” para justificar o apoio ou silêncio diante de outro genocídio em curso. Nota: 3/5
- Crítica | All Her Fault (Minissérie)
Sarah Snook brilha em uma história marcada por reviravoltas demais Divulgação Uma mãe chega para buscar o filho na casa de um amiguinho, mas quem abre a porta é uma senhora que não faz a menor ideia de quem ela é ou do que está acontecendo. Assim começa a sequência de acontecimentos inquietantes de All Her Fault, minissérie baseada no livro homônimo de Andrea Mara, que explodiu na internet mundial no início deste ano. A trama da série criada por Megan Gallagher é direta, mas construída para manter a desconfiança o tempo todo: todos os personagens se tornam suspeitos pelo desaparecimento de Milo. Cada um guarda segredos, apresenta inconsistências em suas versões e carrega algo que parece fora do lugar. Seria a mãe que deixou o filho brincar com alguém que mal conhecia? Ou o pai, que faz questão de parecer correto, mas já no primeiro episódio deixa claro que não é tão confiável quanto aparenta? Ou talvez até os irmãos dele, que também escondem histórias turbulentas que parecem longe de vir à tona por acaso. É justamente nisso que All Her Fault se sustenta, na culpa que assombra cada envolvido. A culpa corrói, mesmo quando não é a principal causa do problema que aconteceu. Ela nasce em motivos banais. Uma culpa de ter se atrasado por causa de um engarrafamento, comer algo sem realmente querer, planejar uma viagem sem ter dinheiro suficiente. Algo aparentemente tão chulo pode se transformar em um sentimento enorme quando se mistura a uma tragédia. Gallagher se debruça sobre esse sentimento para causar o maior impacto possível, até que o choque inicial seja substituído pela frustração e pela sensação de que foi prometido mais do que a série realmente entrega. All Her Fault acaba caindo nas armadilhas comuns a esse tipo de narrativa. Ao se levar excessivamente a sério, perde o próprio sentido dramático e passa a apostar quase exclusivamente no choque e em uma sucessão de reviravoltas que não conseguem recuperar o fôlego que a minissérie vai perdendo ao longo do caminho. Recorre ainda à artimanha preguiçosa de explicar tudo em um único episódio, simplificando o entendimento do espectador e tentando controlar artificialmente o que ele deve sentir durante toda a jornada. Divulgação Em compensação, boa parte do elenco de All Her Fault, especialmente Sarah Snook - como é bom ver ela de volta nas telinhas - e Dakota Fanning, está plenamente em sintonia com o tom da série. Discordo de quem afirma que as performances se apoiam na canastrice, pois todos entregam exatamente o que o texto exige, conduzindo o espectador a tentar entender onde cada personagem se encaixa nesse quebra-cabeça, como se também fosse mais um detetive dentro da história. Há motivos tanto para gostar quanto para desgostar deles, misturando as caixinhas de bonzinhos e vilões e dando um pouco mais de fôlego à trama. Ela pode até não fugir do genérico das séries de mistério, mas também não dá para dizer que não diverte. As diretoras Minkie Spiro e Kate Dennis instigam o espectador ao máximo a cada reviravolta, fazendo com que nos questionemos constantemente se nossas teorias ainda fazem sentido ou não. Foi interessante acompanhar o desenrolar dessa história, mas, ao mesmo tempo, também foi cansativo. De forma geral, ao longo de seus oito episódios, All Her Fault não reinventa a fórmula, e nem precisa, mas cumpre seu papel de entreter na rinha de ricos, em meio a um roteiro tendencioso e marcado por boas atuações. Pensando pelo lado positivo, pelo menos são oito episódios assistindo Sarah Snook brilhar. Nota: 3/5
- Cineasta de Sergipe é selecionado para formação internacional promovida pelo ator Antonio Banderas
Sidjonathas Araújo participará do Campus Málaga Talent, evento que reunirá jovens talentos da América Latina e da Europa na Espanha em março Imagem: Divulgação O cineasta formado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Sidjonathas Araújo foi selecionado para participar do Campus Málaga Talent, programa internacional de formação audiovisual que acontece entre os dias 5 e 14 de março de 2026, na Espanha. A iniciativa integra a programação oficial do 29º Festival de Málaga e reúne jovens talentos da América Latina e da Europa. Promovido pelo ator espanhol multipremiado Antonio Banderas, presidente de honra do Festival de Málaga, o Campus Málaga Talent seleciona anualmente 20 profissionais do audiovisual em início ou consolidação de carreira. O objetivo do programa é estimular a troca criativa, a colaboração profissional e a inserção dos participantes no mercado internacional, por meio de uma imersão formativa intensiva. Durante dez dias, os selecionados participam de atividades divididas em módulos que envolvem análise e desenvolvimento de projetos, estudo de novas estratégias narrativas e integração ao mercado audiovisual europeu. A programação inclui mentorias personalizadas, estudos de caso com profissionais do setor e participação direta nas atividades da área industrial do festival.“Para mim, ser selecionado para esse evento foi uma alegria muito grande. É um espaço que pensa exatamente na formação de novos talentos do cinema mundial, conectando experiências diversas de diferentes partes do globo”, afirma Sidjonathas. A participação do cineasta ocorre por meio de uma parceria entre o Festival de Málaga/Campus Málaga Talent e o Projeto Paradiso, instituição filantrópica voltada ao fortalecimento da indústria audiovisual brasileira, da qual faz parte por meio da Rede Paradiso de Talentos. “Tenho certeza de que essa experiência será de grande valia para a minha carreira profissional, enquanto cineasta baiano-sergipano em consolidação de trajetória. O intuito do evento é justamente apostar em jovens talentos, contribuindo para a nossa formação e ampliando as nossas conexões pelo mundo. Por isso, me sinto muito lisonjeado com esse reconhecimento e bastante motivado a aproveitar ao máximo todas as oportunidades”, relata Sidjonathas. Sidjonathas é sócio da Floriô de Cinema e graduado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Possui especialização em Direção pelo Centro Afrocarioca de Cinema (2020) e em Roteiro pela EICTV (2023), em Cuba. Em 2020, venceu o LAB Negras Narrativas com o curta-metragem Ímã de Geladeira, exibido em festivais como a Mostra de Tiradentes, o Festival de Gramado, o Chicago Latino Film Festival, o Seattle Black Film Festival e o Festival de Vitória.
- Crítica | De Volta à Bahia
Menos um romance, mais uma peça publicitária ou vídeo institucional. Imagem: Divulgação Como um aficionado por geografia e espaços urbanos desde pequeno, sempre me interessei pela maneira como o cinema pode se apropriar das cidades como personagens próprios das obras que nelas se passam. Para citar dois exemplos do cinema brasileiro, temos a reconstituição assombrosa do Recife dos anos 1970 em O Agente Secreto, ou as engrenagens desumanizadoras de São Paulo em São Paulo Sociedade Anônima. Não é apenas filmar naqueles espaços, mas incorporar suas histórias, suas identidades e culturas de tal maneira que eles são indissociáveis destes filmes. A julgar pelo seu título, De Volta à Bahia se propõe a fazer o mesmo, desta vez com Salvador como centro da sua narrativa. A capital baiana é palco do encontro entre Maya (Bárbara França) e Pedro (Lucca Picon), dois talentos promissores do surf que se conhecem após ele salvá-la de um afogamento e a ação ser gravada e se tornar viral. Ao descobrirem que possuem em comum a figura de PH (Felipe Roque) como mentor, os dois se aproximam e eventualmente se apaixonam, mas precisam lidar com seus dramas pessoais e familiares para poderem sustentar não apenas a relação, mas a paixão pelo surf. A direção de Eliezer Lipnik e Joana di Carso busca ao máximo extrair alguma potência da beleza cênica de Salvador, ancorando-se numa constante sucessão de planos gerais e tomadas aéreas da cidade e seus entornos e enfocando seus pontos naturais e turísticos: a praia da Barra, o farol de Itapoã, a igreja de Nosso Senhor do Bonfim, o Pelourinho, o Forte São Marcelo e por aí vai. Isso não seria um problema em si, especialmente quando situa os personagens geograficamente na cidade ali pelo começo. O problema reside na insistência dessas imagens até um ponto de exaustão, até que chega um momento em que é difícil saber se estamos vendo um filme ou apenas um vídeo institucional ou peça publicitária. As imagens são tão repetidas que acabam por serem completamente esvaziadas de algum sentido, especialmente quando fica evidente que vemos lugares da cidade em que os personagens não estão, sendo exibidos apenas porque sim. Nada contra se mostrar a beleza de Salvador – eu, como baiano (mesmo do interior), não vou deixar de enaltecer a capial do meu estado –, mas o filme parece tão focado em exibir essas imagens com sua montagem dinâmica, além de uma trilha sonora jovial e contemporânea (também repetitiva à exaustão, com uma mixagem sonora bastante pobre) que qualquer fiapo de narrativa fica em um segundo ou terceiro plano, como se seu real intuito fosse meramente ser uma campanha turística em prol da cidade. Imagem: Divulgação Não ajuda que, nas ocasiões em que o filme se lembra de que possui uma narrativa a contar, o que vemos em tela pouco se salva. Picon e França até conseguem convencer um pouco na química dos personagens (a criação de expectativa para o primeiro beijo, mesmo repetida ad nauseam pelos personagens, se paga com um excelente beijo), mas todo o resto dos seus dramas pessoais e familiares é, na melhor das hipóteses, um amontoado de ideias recicladas e trabalhadas sem algum frescor. Não que um gênero como o romance ou comédia romântica seja conhecido por sua inovação, pelo contrário: ele é dependente de fórmulas já consagradas. Mas é perceptível a incapacidade da direção em trabalhar organicamente os conflitos internos e externos dos protagonistas, ou até de usar seus coadjuvantes – resultando num antagonismo caricatural por parte de Beth (Mariana Freire), num alívio cômico que se limita ao constrangedor no caso de Arthur (Juliano Laham) ou no papo coach motivacional de Instagram de PH (Felipe Roque). É possível perdoar muitos pecados numa comédia romântica, mas não o de fazer personagens com os quais não nos importamos nem um pouco. Deste modo, De Volta à Bahia se configura como um filme perdido entre o que deseja ser e o que apresenta em tela. Trata-se de uma comédia romântica que não convence nem no romance nem no humor, ancorando-se em ideias muito rudimentares do gênero sem trabalhá-las adequadamente. Mas certamente seu maior problema consiste em se exibir tal qual uma propaganda institucional que não tem nada a oferecer sobre Salvador para além dos lugares mais famosos da cidade, filmados com a estética de um vídeo publicitário e sem qualquer vestígio de emprego da linguagem cinematográfica. Nota: 1/5
- Entrevista | “Resgatar meu sotaque foi um presente”: Rafael Sadovski fala sobre dublar Zeca Brito em Um Cabra Bom de Bola, nova animação da Sony que chega aos cinemas brasileiro
Em entrevista ao Oxente Pipoca, o dublador Rafael Sadovski comenta o processo de construção de Zeca Brito, protagonista da animação, a importância da representatividade nordestina na dublagem e como o personagem dialoga com seu próprio início de carreira. Imagem: Divulgação Com protagonismo do sotaque nordestino e forte identidade regional presente na versão brasileira, Um Cabra Bom de Bola chega ao público trazendo não apenas uma narrativa esportiva inspiradora, mas também um marco de representatividade na dublagem nacional. Responsável por dar voz ao carismático Zeca Brito, o dublador Rafael Sadovski conversou com o Oxente Pipoca sobre o processo de encontrar o tom do personagem, o uso do sotaque como ferramenta de interpretação e o impacto do filme em sua própria trajetória profissional. Leia abaixo: Matheus Gomes (Oxente Pipoca): Oi, Rafael! Tudo bem? Eu faço parte do Oxente Pipoca, que é um portal de cultura e entretenimento com um olhar totalmente nordestino, voltado também para nossas produções e artistas. É uma honra falar com você, ainda mais sendo um nordestino em papel de protagonismo [na animação]. Queria começar perguntando: como foi o processo de encontrar o tom do Zeca Brito? Como você entrou nos “sapatos” do personagem? Rafael Sadovski: A Honra toda minha! Fico muito feliz de estar aqui falando com um portal do Nordeste. Pra mim é uma felicidade enorme poder representar o Nordeste numa produção grande como Um Cabra Bom de Bola. Olha, o processo [de dublagem] é curioso, porque a gente nunca sabe exatamente o que vai fazer até chegar na hora. A gente estuda e treina para tomar decisões muito rápidas. Como eu gravei o trailer meses antes, já comecei a construir o personagem na cabeça, isso ajudou muito depois. A gente se inspira muito no original, né? No que a gente tá ouvindo, pra achar o tom. E eu me inspiro muito na imagem, muito no que a imagem tá me propondo. Eu tenho que colocar a minha voz ali, tenho que convencer que a voz tá saindo daquele corpo e daquela expressão. Então a imagem, pra mim, é tudo pra achar o tom do personagem. Então a gente se baseia muito no material original, porque já foi criado uma ideia; a gente respeita isso, mas usa essas ferramentas, a imagem, e traz pra nossa realidade. A gente coloca um “molho brasileiro”, um jeitinho de falar que funciona pra gente. E o sotaque só agregou isso, só facilitou esse processo de chegar nesse público brasileiro. E além das gírias que eu fui propondo muito durante as gravações, a Andréa Murucci, que é a diretora de dublagem do filme, me deu muita liberdade também. Tipo, caramba, se a gente colocar um “boy” aqui, e se a gente colocar uma gíria diferente, você acha que vai funcionar? Vamos tentar. Então teve toda essa troca, que deixou o processo bem legal, bem divertido de fazer. Matheus Gomes (Oxente Pipoca): Sim! A brasilidade da dublagem é algo muito forte, essa conversa direta com o público, e eu acho que isso ficou muito bem transmitido no decorrer do filme. Queria que você falasse mais sobre o uso do sotaque e do regionalismo. Como foi trazer isso pro personagem e como você enxerga mais vozes nordestinas ocupando esses espaços? Rafael Sadovski:Eu acho que é uma porta de entrada muito legal para isso acontecer mais vezes, né?. Um protagonista com sotaque nordestino numa animação grande, que chega em vários tipos de público, principalmente na criançada que já vai crescer com esse imaginário de ter um personagem com sotaque, é muito legal. É uma responsabilidade muito grande, um desafio, mas ao mesmo tempo um presente. Na dublagem, geralmente se usa o chamado “sotaque neutro”, o sotaque de aeroporto, que na prática é mais Rio e São Paulo. Quando surgiu essa oportunidade, eu pensei: vou ter que usar meu sotaque de Mossoró, de Natal, de onde eu vim. Eu moro no Rio há muito tempo, então sei neutralizar, mas resgatar o meu sotaque foi muito legal, foi um presente. Eu fui atrás disso de forma muito afetiva também. Liguei pra minha avó, que mora em Natal, e falei: “Vó, me fala umas gírias aí da senhora”. Comecei a conversar mais com minha família, ouvir expressões, resgatar esse jeito de falar. Foi muito legal, cara, foi um barato e muito divertido fazer. Imagem: Divulgação Matheus Gomes (Oxente Pipoca): E falando agora do filme como um todo: como foi a dinâmica com o elenco de vozes e o que esse projeto representa pra você nesse momento da carreira? Rafael Sadovski: [Esse filme] reflete muito o que o Zeca vive na história. A mensagem de que ninguém é pequeno demais pra sonhar grande conversa muito comigo. E eu me coloco muito nesse lugar também; eu tô há dois anos na dublagem, ainda no começo, então me identifiquei demais com ele [o Zeca] buscando espaço, do tipo “Caramba, eu tô entrando aqui e já tem muita fera”, mas eu tô conquistando meu espaço e do meu jeitinho, né? Trazendo a minha verdade, a minha realidade. Foi muito bonito compartilhar isso com o elenco também. O Enzo, que faz o Zeca criança, é nordestino. A Gilza, que faz a “mainha” dele, também; ela é do Recife. Todo mundo ficou muito feliz, muito emocionado com essa representatividade. Acho que isso fortalece a mensagem do filme e aproxima o público. Matheus Gomes (Oxente Pipoca): Foi uma conversa muito rica, tocamos em pontos super importantes. Desejo todo sucesso pra você, nesse e nos próximos projetos.
- A ÚLTIMA CACHORRA: Drama distópico marca a estreia de Nina Kopko na direção de um longa de ficção — European Film Market (EFM) da Berlinale
O filme está atualmente em desenvolvimento e em busca de parceiros no EFM 2026 Divulgação O novo projeto produzido pela Vitrine Filmes, A Última Cachorra, dá sequência à cobertura especial do Oxente Pipoca sobre os projetos brasileiros apresentados no European Film Market (EFM), da Berlinale 2026. O filme, um drama distópico previsto para ser estrelado por Carol Duarte, marca a estreia de Nina Kopko na direção de um longa-metragem de ficção, com roteiro assinado por Kopko e Tainá Muhringer Tokitaka. Na trama, em um futuro onde os cães foram extintos, Luana, uma motorista de aplicativo desiludida, está a apenas uma corrida de conseguir pagar pelo suicídio que planejou por tanto tempo. Mas seu último passageiro carrega um segredo na mala que pode mudar tudo: Laika, uma cachorra. Divulgação A Última Cachorra (The Last Dog on Earth) já havia sido selecionado para o Co-Production Forum do WEMW, em Trieste, na Itália, e venceu três prêmios internacionais: EWA Network’s Award for Equality & Inclusion Pop Up Film Residency Award Ciclic Centre-Val de Loire Award O projeto, que é uma produção da Vitrine Filmes em coprodução com a Boulevard Filmes, também foi um dos selecionados para a 15ª edição do BrLab. O BrLab foi criado em 2011 como um espaço dedicado ao encontro de profissionais do setor audiovisual de diferentes países da região iberoamericana, através de diferentes ações de formação em torno do desenvolvimento de projetos de futuros filmes, o BrLab atua em diferentes momentos do processo criativo e reúne profissionais de diferentes elos da cadeia audiovisual em diferentes workshops - ”Labs” - e também em diferentes palestras, encontros e atividades de networking. Atualmente em fase de desenvolvimento, A Última Cachorra busca financiamento, coprodução e Agente de Vendas durante a Berlinale. Leia também: *Esta matéria faz parte de uma série especial do Oxente Pipoca dedicada aos filmes brasileiros em destaque no European Film Market (EFM) 2026, o mercado audiovisual que integra a programação oficial do Festival de Berlim. Em cada publicação, aqui e nas nossas redes sociais, você vai encontrar detalhes como: sinopse, equipe envolvida, diretores, produtoras e muito mais que tivermos acesso. Fonte: Cinema do Brasil, BRLab e Berlinale Talents
- PELE DE RINOCERONTE: Débora Falabella e Naruna Costa estrelam drama sobre crime que marcou o início do debate sobre o feminicídio no país — European Film Market (EFM) da Berlinale
O filme de Marcello Ludwig Maia ainda conta com Irandhir Santos e Daniel Rangel no elenco Divulgação Pele de Rinoceronte dá sequência à cobertura especial do Oxente Pipoca sobre os projetos brasileiros apresentados no European Film Market (EFM), da Berlinale 2026. O filme, estrelado por Débora Falabella, Naruna Costa, Daniel Rangel e Irandhir Santos, foi filmado em 2025 e se encontra atualmente em pós-produção. Ambientado nos anos 70, o longa conta com direção de Marcello Ludwig Maia e conecta uma repórter e um advogado criminalista através de um assassinato que chocou o Brasil e marcou o início do debate sobre o feminicídio no país. Divulgação Pele de Rinoceronte conta a história de mulheres que têm seus destinos entrelaçados por um feminicídio que comoveu o Brasil nos anos 70. Uma repórter policial cobrindo o crime para um jornal popular, uma advogada que prepara a estratégia de acusação do réu, e a própria vítima lidam com as diversas formas de opressão e violência masculina. “Uma história que reforça a importância de continuarmos falando sobre esse tema e sobre o despertar de uma consciência feminina. Foi um processo delicado, intenso e, ainda assim, um dos mais amorosos que já vivi. Obrigada, Marcelo, por criar um espaço tão seguro e generoso. E obrigada a cada pessoa dessa equipe incrível, que tornou tudo tão leve e inesquecível. Vou levar essa experiência comigo para sempre.”, publicou a atriz Débora Falabella em suas redes sociais após o último dia de filmagem. Divulgação Augusto Madeira, Camila Lucciola, Marcia Santos, Dhara Lopes e Alex Nader, entre outros, completam o elenco de ‘Pele de Rinoceronte’, que possui roteiro original de Josefina Trotta. O longa marca os 30 anos de atuação no cinema brasileiro da produtora República Pureza Filmes e tem lançamento previsto para 2026. Pele de Rinoceronte busca Agente de Vendas durante a Berlinale. Leia também: *Esta matéria faz parte de uma série especial do Oxente Pipoca dedicada aos filmes brasileiros em destaque no European Film Market (EFM) 2026, o mercado audiovisual que integra a programação oficial do Festival de Berlim. Em cada publicação, aqui e nas nossas redes sociais, você vai encontrar detalhes como: sinopse, equipe envolvida, diretores, produtoras e muito mais que tivermos acesso. Fonte: Cinema do Brasil
- CONTOS DE MULUNDUS: Thriller político e religioso de Luis Lomenha e Edwin Thomas será filmado no Maranhão e Rio de Janeiro — European Film Market (EFM) da Berlinale
O filme está atualmente em desenvolvimento e possui roteiro de Lomenha e Bruna Aguiar Divulgação Produzido pela Jabuti Filmes em parceria com a britânica ORCA Lab Group, Contos de Mulundus dá sequência à cobertura especial do Oxente Pipoca sobre os projetos brasileiros apresentados no European Film Market (EFM), da Berlinale 2026. Dirigido por Luis Lomenha e Edwin Thomas, o filme se passa em um território com escassez de água governado pela fé, um sistema teocrático que divide aqueles que têm acesso de uma população marginalizada. Criada dentro desse sistema, uma jovem torna-se uma ponte entre dois mundos, confrontando o poder e redefinindo a fé como dominação ou libertação. O roteiro de Contos de Mulundus é assinado por Lomenha e Bruna Aguiar, que trabalharam juntos no roteiro da minissérie ‘Os Quatro da Candelária’, da Netflix. Em agosto de 2025, nas redes sociais, o diretor e roteirista Luís Lomenha escreveu um pouco sobre o início do projeto e a busca por locações: Divulgação “Trinta dias de imersão total entre Rio de Janeiro, São Luís, Vargem Grande, e os deslumbrantes Lençóis Maranhenses. Uma jornada intensa e inspiradora para lançar a sala de roteiros para Mulundus. […] Conheci [o outro diretor] Edward Thomas pela primeira vez no EFM onde ele compartilhou a visão de desenvolver um projeto no Maranhão. De lá para o Marche du Film [de Cannes], a colaboração só se aprofundou - até que fui convidado a liderar esta desafiadora sala bilingue.” A roteirista Bruna Aguiar também compartilhou algumas imagens desta pesquisa pelas locações do filme, e escreveu: “Dias de imersão no Maranhão para pesquisa de roteiro do novo longa-metragem. Uma experiência incrível de escuta, aprendizado e imersão na cultura.” Divulgação Atualmente em fase de desenvolvimento, Contos de Mulundus busca financiamento, coprodução, agentes de vendas e mercado de festivais no EFM. Leia também: *Esta matéria faz parte de uma série especial do Oxente Pipoca dedicada aos filmes brasileiros em destaque no European Film Market (EFM) 2026, o mercado audiovisual que integra a programação oficial do Festival de Berlim. Em cada publicação, aqui e nas nossas redes sociais, você vai encontrar detalhes como: sinopse, equipe envolvida, diretores, produtoras e muito mais que tivermos acesso. Fonte: Cinema do Brasil e Redes Sociais dos envolvidos
- HISTÓRIAS DE TERROR E DELICADEZA: Dira Paes, Elisa Lucinda, Gabriela Corrêa e Chico Santanna estrelam drama gravado em Brasília — European Film Market (EFM) da Berlinale
O filme conta com direção de Jimi Figueiredo e Sergio Sartorio Divulgação Com produção da Queiroz Films, Histórias de Terror e Delicadeza dá sequência à cobertura especial do Oxente Pipoca sobre os projetos brasileiros apresentados no European Film Market (EFM), da Berlinale 2026. Com direção e roteiro de Jimi Figueiredo e Sergio Sartorio, o filme conta a história de um homem que recebe uma carta do grande amor de sua vida, desaparecida misteriosamente há 30 anos. Ao iniciar sua busca, ele desenterra histórias de amor e abusos ocorridos durante a ditadura militar. Divulgação "Dira e Elisa abraçaram com muito amor a ideia do filme que traz ficção, em meio à ditadura militar. No filme, um homem recebe uma carta do grande amor de sua vida, com o qual se relacionou há mais de 30 anos, e que havia desparecido misteriosamente. Nisso, virá a trama assustadora de abusos e torturas", adianta o cineasta. Atualmente em pós-produção, Histórias de Terror e Delicadeza está em busca de distribuição, agente de vendas, festivais e VOD no EFM. Leia também: *Esta matéria faz parte de uma série especial do Oxente Pipoca dedicada aos filmes brasileiros em destaque no European Film Market (EFM) 2026, o mercado audiovisual que integra a programação oficial do Festival de Berlim. Em cada publicação, aqui e nas nossas redes sociais, você vai encontrar detalhes como: sinopse, equipe envolvida, diretores, produtoras e muito mais que tivermos acesso. Fonte: Cinema do Brasil e Correio Braziliense
- A SAGA DOS PEQUENOS GESTOS: Irandhir Santos viverá Herbert Daniel em cinebiografia — European Film Market (EFM) da Berlinale
Flávia Castro será a diretora e roteirista do projeto Divulgação Produzido pela Republica Pureza Filmes em parceria com a Videofilmes, de Walter Salles, A Saga dos Pequenos Gestos dá sequência à cobertura especial do Oxente Pipoca sobre os projetos brasileiros apresentados no European Film Market (EFM), da Berlinale 2026. Dirigido por Flávia Castro, o filme está sendo descrito como uma "história real contada através dos corpos e de pequenos gestos" e narra a história de Herbert Daniel, escritor e guerrilheiro gay que lutou contra a ditadura brasileira, viveu no exílio e se tornou ativista LGBT e da AIDS. Divulgação O roteiro de A Saga dos Pequenos Gestos também é de Castro, inspirado no livro biográfico “Revolucionário e Gay, a vida extraordinária de Herbert Daniel”, de James Green. As filmagens estão planejadas para acontecerem no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Paris e Lisboa. Atualmente em fase de desenvolvimento, A Saga dos Pequenos Gestos busca coprodução no EFM. Leia também: *Esta matéria faz parte de uma série especial do Oxente Pipoca dedicada aos filmes brasileiros em destaque no European Film Market (EFM) 2026, o mercado audiovisual que integra a programação oficial do Festival de Berlim. Em cada publicação, aqui e nas nossas redes sociais, você vai encontrar detalhes como: sinopse, equipe envolvida, diretores, produtoras e muito mais que tivermos acesso. Fonte: Cinema do Brasil e Mari Brasil












