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  • Lista | 15 Séries clássicas que você já ouviu falar e são tudo isso mesmo

    Às vezes tudo o que você precisa para dar play naquela série que sempre ouviu falar é um pequeno empurrão: essa lista chegou pra isso! Imagem: Divulgação Tenho certeza que você já assistiu pelo menos uma, mas o que as fazem clássicas? O tempo é essencial, por isso não coloquei séries muito recentes, mas também levei em conta a popularidade e há outras que não são tão populares assim, porque acima de tudo está o legado, como influenciou o que veio depois e por aí vai… e é claro, a qualidade. Nem todas foram perfeitas por todo o tempo, mas foram ótimas pela maior parte pelo menos, então se você ouviu falar que o final de alguma aqui é ruim, ainda te convido a dar uma chance, porque além de aproveitar o que é bom pela maior parte do tempo, ainda há o risco de gostar! E eu só coloquei as que estão disponíveis em streaming, então fica faltando outros títulos espetaculares, o que é uma pena. E claro, como escolhi somente 15, ainda ficam faltando outras que têm um acesso mais fácil, obviamente são clássicas e têm uma importância gigante como Friends, The Office e Sex and the City. Vocês já sabem o que fazer e vamos à lista: 15. House, MD (2004-2012) Imagem: Divulgação Onde assistir: Netflix, Prime Video, HBO Max, Disney+ e Universal+ No fictício Hospital-Escola Plainsboro de Princeton, o gênio afiado Dr. Gregory House (Hugh Laurie) desvenda mistérios de saúde como o faria um Sherlock Holmes médico. Tudo isso enquanto se engaja em jogos mentais com os colegas, como o melhor amigo, o oncologista James Wilson (Robert Sean Leonard), e sua equipe de jovens profissionais. 14. Arrested Development (2003-2006; 2013-2018) Imagem: Divulgação Onde assistir: Netflix A trama acompanha a história dos Bluth, uma família riquíssima onde o patriarca foi preso por forjar a contabilidade da empresa. Michael (Jason Bateman), o filho responsável, agora está encarregado não só dos negócios, como de uma família totalmente disfuncional. 13. 24 Horas (2001-2010; 2014) Imagem: Divulgação Onde assistir: Prime Video Jack Bauer (Kiefer Sutherland), diretor de operações de campo da Unidade Anti-Terrorista de Los Angeles, trabalha contra o relógio para impedir conspirações terroristas e salvar a nação do desastre. 12. Arquivo X (1993-2002; 2016-2018) Imagem: Divulgação Onde assistir: Disney+ Os agentes especiais do FBI Dana Scully (Gillian Anderson) e Fox Mulder (David Duchovny) investigam casos inexplicáveis conhecidos como Arquivo X. Embora o governo esteja convencido de que os relatórios sejam falsos, os detetives não descansam até que consigam provar a verdade. 11. ER: Plantão Médico (1994-2009) Imagem: Divulgação Onde assistir: HBO Max e Netflix O dia a dia do pronto-socorro dos médicos e enfermeiras em um Hospital de Chicago. No primeiro plantão de John Carter (Noah Wyle), um estudante de medicina, acompanhamos a rotina intensa e a tensão só aumenta quando uma das enfermeiras se torna uma paciente. 10. Buffy, a Caça-Vampiros (1997-2003) Imagem: Divulgação Onde assistir: Disney+ Buffy (Sarah Michelle Gellar) é uma colegial quase normal. O “quase” é porque ela é escolhida como a Caçadora de Vampiros (e outras coisas mais), na pequena cidade de Sunnydale, também conhecida como a “Boca do Inferno”. 9. Game of Thrones (2011-2019) Imagem: Divulgação Onde assistir: HBO Max Sinopse: Uma épica fantasia que retrata a luta de famílias poderosas - reis e rainhas, cavaleiros e renegados, homens honestos e mentirosos - disputando um jogo mortal pelo controle dos Sete Reinos de Westeros para assumir o Trono de Ferro. 8. Six Feet Under (2001-2005) Imagem: Divulgação Onde assistir: HBO Max Sinopse: A trama segue a família Fisher, que administra uma casa funerária em Los Angeles. Após a morte do patriarca, eles lidam com lutos pessoais, relacionamentos disfuncionais e a mortalidade, misturando humor ácido com profundas reflexões existenciais ao longo de 5 temporadas e o melhor episódio final de todos os tempos. 7. Lost (2004-2010) Imagem: Divulgação Onde assistir: Disney+ Sinopse: Em 22 de setembro de 2004, o vôo 815 da Oceanic Airlines cai em uma ilha com 48 pessoas com vida, que agora precisarão deixar suas diferenças de lado e tentar sobreviverem juntos em um lugar um lugar que esconde muito mais segredos e perigos do que eles imaginam. 6. Twin Peaks (1990-1991; 2017) Imagem: Divulgação Onde assistir: MUBI e Mercado Play Sinopse: O agente do FBI Dale Cooper (Kyle McLachlan) chega a pequena cidade de Twin Peaks para investigar o assassinato de uma jovem, a rainha do baile de primavera Laura Palmer (Sheryl Lee). Cheia de mistérios, todo mundo parece esconder algo neste pacato lugar. 5. Seinfeld (1989-1998) Imagem: Divulgação Onde assistir: Netflix Sinopse: Jerry Seinfeld é um comediante de stand up que vive em Nova York cercado por seus amigos George (Jason Alexander), Elaine (Julia Louis-Dreyfus) e Kramer (Michael Richards). É uma “série sobre o nada” como eles se autodefinem, mas que fala sobre absolutamente tudo da maneira mais engraçada possível. 4. Breaking Bad (2008-2013) Imagem: Divulgação Onde assistir: Netflix Sinopse: Ao descobrir que tem câncer, Walter White (Bryan Cranston), um professor de química, passa a fabricar metanfetamina para assegurar o futuro de sua família com a ajuda de Jesse (Aaron Paul), um ex-aluno, mudando o destino de todos ao seu redor. 3. Mad Men (2007-2014) Imagem: Divulgação Onde assistir: Disney+ Sinopse: Nos anos 1960, na cidade de Nova York, acompanhamos o dia a dia de uma agência de publicidade onde trabalha Don Draper (Jon Hamm), um brilhante publicitário com um passado misterioso. 2. The Wire (2002-2008) Imagem: Divulgação Onde assistir: HBO Max Sinopse: Na violenta cidade de Baltimore, alguns policiais tentam implantar um grampo telefônico – técnica inovadora para a época – para finalmente prenderem o maior traficante da área com provas concretas, mas as burocracias e a corrupção interna são obstáculos difíceis de serem derrubados. 1. The Sopranos (1999-2007) Imagem: Divulgação Onde assistir: HBO Max Sinopse: O chefe da máfia de Nova Jersey, Tony Soprano (James Gandolfini), lida com questões pessoais e profissionais que afetam seu estado mental, levando-o a procurar aconselhamento psiquiátrico.

  • Do mapeamento à oportunidade: projeto Trans-Corre conecta pessoas trans ao audiovisual sergipano

    Pesquisa pretende registrar trajetórias, criar um banco de talentos e ampliar a diversidade nas equipes de cinema em Sergipe. Imagem: Divulgação Um novo projeto de pesquisa pretende ampliar a presença de pessoas trans femininas, travestis e pessoas não binárias que se entendem como figuras sociais femininas no audiovisual sergipano. Intitulado Trans-Corre, o estudo busca mapear trajetórias, habilidades e interesses de profissionais que já atuam ou desejam atuar na área, além de estimular novas oportunidades de trabalho no setor. A iniciativa está sendo realizada por meio de formulários online, entrevistas e acompanhamento direto das participantes. A partir desse processo, será criado um banco de dados e também um livro reunindo 30 perfis de pessoas trans e travestis que atuam ou pretendem atuar em diferentes funções do audiovisual, como maquiagem, figurino, performance, atuação, produção, roteiro, fotografia, entre outras áreas. Segundo a idealizadora, coordenadora e pesquisadora do projeto, Leokádia, a proposta nasce de uma experiência pessoal dentro do cinema e da percepção de que a presença de pessoas trans nos sets ainda é extremamente limitada. “O projeto nasceu de uma inquietação minha enquanto travesti dentro da área do cinema. Durante a minha graduação percebi como os sets de filmagem eram grandes e que muitas funções não exigiam qualificação prévia. Mesmo assim, quase sempre eu era a única travesti presente nas equipes”, afirma. De acordo com Leokádia, nas poucas ocasiões em que outras pessoas trans estavam presentes nas produções, geralmente apareciam apenas diante das câmeras, em participações pequenas ou pontuais.“Das poucas vezes que aparecia outra travesti em set era para ser gravada, em cenas curtas ou participações rápidas. Isso começou a me incomodar”, explica. A pesquisadora também destaca que o audiovisual envolve uma ampla variedade de funções e que muitas pessoas trans já possuem habilidades que podem dialogar diretamente com o setor.“Muitas de nós já trabalhamos com cabelo, maquiagem, escrita, poesia, música, culinária ou figurino. O cinema existe para além das áreas mais prestigiadas, como direção ou fotografia. Nós podemos colaborar em muitas frentes”, ressalta. Além de registrar trajetórias individuais, o projeto pretende facilitar o acesso dessas profissionais a oportunidades concretas dentro do audiovisual. O banco de dados será compartilhado com realizadores, produtoras, festivais, instituições culturais e órgãos públicos, funcionando como uma ponte entre profissionais trans e o mercado. A iniciativa também busca contribuir para a formulação de políticas públicas e editais mais inclusivos. “Muitos editais de fomento contabilizam pontos quando os projetos têm equipes diversas. Percebi que a inserção de pessoas trans poderia trazer benefícios para todos os lados, talvez o que faltasse fosse acesso, conscientização e oportunidades”, afirma Leokádia. Outro objetivo do Trans-Corre é produzir dados sobre a população trans feminina em Sergipe, algo ainda escasso no estado. As informações coletadas durante a pesquisa serão sistematizadas em relatórios e gráficos que integrarão o catálogo final do projeto. Todos os dados também serão entregues à Prefeitura de Aracaju e à FUNCAP, conforme previsto no edital que financia a iniciativa, contribuindo para a construção de um banco de informações sobre a população trans no estado. “Queremos contribuir com a construção de políticas públicas e leis mais assertivas. O Trans-Corre é um mapeamento, um projeto para o cinema e também um sonho: o de ver mais pessoas trans trabalhando no audiovisual, não apenas como atrizes convidadas”, conclui a pesquisadora. Interessadas em participar da pesquisa podem preencher os formulários disponibilizados pelo projeto nos seguintes links: https://forms.gle/smLuwyYJwtF2X5N66 e https://forms.gle/vVrh1QWzHVFEbQhr9

  • Crítica | Um Zé Ninguém Contra Putin (Oscar 2026)

    O registro clandestino de um professor russo cria um documento histórico que não sabe o tamanho de si mesmo. Imagem: Divulgação “Acho que o que você fez terá um grande impacto”. Essa é uma das últimas frases de Um Zé Ninguém Contra Putin. Ela aparece em uma mensagem de voz enviada por um dos produtores a Pavel Talankin enquanto ele fugia da Rússia, após passar dois anos gravando secretamente uma denúncia explícita contra o país. Só que essas gravações não começaram clandestinamente – muito pelo contrário: eram, antes de tudo, resultado do trabalho cotidiano de Talankin, cujo apelido, Pasha, também lhe servia como uma espécie de persona alternativa. É com Pasha que começamos o filme. Professor querido e cinegrafista de eventos escolares, ele trabalha na mesma escola onde ele próprio estudou na infância, que também é o local de trabalho de sua mãe. Para ele, aquelas salas de aula e corredores não representam apenas um emprego, constituem o microcosmo de toda a sua vida. Ela está situada numa pequena cidade no interior da Rússia, conhecida por ostentar o título nada invejável de cidade mais poluída do mundo. A expectativa de vida média de seus moradores é de impressionantes 40 anos. Pasha, no entanto, parece não se deixar abalar por esse cenário, e genuinamente ama o que faz e o lugar onde trabalha. As diversidades que poderiam ser motivos de desânimo para muitos se tornam, para ele, uma missão. Ciente das dificuldades que seus alunos provavelmente enfrentarão na vida adulta, Pasha tenta oferecer leveza enquanto pode. Responsável pelas filmagens da escola, dedica-se a registrar momentos de alegria daquelas infâncias e adolescências. Oferece acolhimento em conversas informais pelos corredores ou recebendo grupos de alunos em sua pequena sala — um espaço decorado por ele próprio, que destoa tanto da arquitetura soviética desbotada dos prédios locais quanto da cinzenta névoa industrial que paira sobre a cidade. Ali, Pasha é feliz e faz seus alunks felizes. Até que esse microcosmo começa a ruir. Imagem: Divulgação A quilômetros dali, em seu gabinete em Moscou, Vladimir Putin declara guerra à Ucrânia e inicia uma ofensiva propagandística em toda Rússia. O patriotismo exacerbado e a demonização do “inimigo” tornam-se instrumentos centrais para convencer a população a apoiar o inaceitável. E, como frequentemente acontece em regimes autoritários, a doutrinação começa cedo. É então que o trabalho de Pasha muda de natureza. Suas filmagens deixam de ser simples registros das atividades escolares e passam a funcionar como documentação oficial que comprova a implementação das novas diretrizes governamentais para a educação. Pouco a pouco, ferramentas de doutrinação vão sendo incorporadas ao currículo: professores passam a repetir discursos padronizados; cerimônias patrióticas e marchas se tornam obrigatórias; aulas de instrução militar são introduzidas; crianças empunham armas que quase equivalem com sua própria altura. Cada novo absurdo parece normalizar o absurdo anterior. Nesse processo, Pasha começa a desaparecer – e dá lugar a Pavel Talankin. Talankin é um defensor do retorno da democracia na Rússia e um dos raros cidadãos de sua cidade a expressar oposição à guerra. Idealista, sempre depositou suas esperanças na juventude. As transformações que testemunha, no entanto, abalam profundamente essa crença. Seus pupilos entram em conflito: não sabem se acreditam nos professores que repetem o discurso oficial ou na dor concreta de perder amigos e familiares nos campos de batalha. Com medo de serem associados a um “traidor da pátria”, os alunos deixam de frequentar sua salinha. Frustrado, Talankin passa a gravar depoimentos próprios em casa. Ele envia essas gravações, junto com as imagens feitas na escola, para a Dinamarca, onde reside o cineasta David Borenstein, com quem viria a dividir a direção do documentário. Juntos, constroem a tese central do filme: mesmo em contextos de extrema impotência, é possível surgir a resistência. Talankin, porém, parece dividido entre a modéstia e o orgulho diante da própria coragem. Em alguns momentos, engrandece (com todo mérito) seus feitos; mas em outros, procura suavizá-los. Essa indecisão transparece na própria linguagem do filme. A narração, a trilha e as inserções de arte assumem um tom frequentemente descontraído, que funciona nos primeiros momentos, mas logo passa a destoar da seriedade da história que se desenrola. Há ali um certo maniqueísmo ingênuo e um didatismo por vezes simplificador que acabam reduzindo a complexidade das questões sugeridas pelas próprias imagens. Cabe ao espectador captar as camadas mais densas do que está em jogo — entre elas, talvez a mais reveladora seja a percepção de que a guerra se manifesta também nas esferas aparentemente mais banais da vida social. Ao alternar as imagens captadas por Talankin, que oferecem uma rara visão do cotidiano russo, com registros midiáticos sobre o conflito, Um Zé Ninguém Contra Putin constrói um contraste constante entre o macro e o micro. O resultado é a constatação de que até os espaços mais improváveis são atravessados pela guerra. A trincheira não está apenas na linha de frente dos campos de batalha – ela também atravessa a sala de aula do ensino infantil. O soldado que morre no combate é também o irmão do aluno que, no dia seguinte, já não consegue se concentrar para a próxima prova. O aluno que hoje aprende como usar uma granada pode ser o “herói” da pátria no futuro, ou pelo menos o cidadão que apoiará a continuidade da chacina. A coragem extraordinária dos diretores ao tornar públicas imagens que jamais deveriam deixar de ser confidenciais não encontra uma equivalência no engenho narrativo empregado para tratar essa história com toda a dimensão que ela merece. Isso compromete o ritmo e a densidade do longa enquanto obra artística — mas jamais enquanto documento histórico. Concorrendo ao Oscar de Melhor Documentário e vencedor do BAFTA de Melhor Documentário, o filme inspira, choca, emociona e causa revolta. Como previsto antes do seu exílio, o que Pasha/Talankin fez, de fato, teve grande impacto. Nota: 3,5/5

  • Oscar 2026 | Lista completa dos vencedores [ao vivo]

    O Agente Secreto, representante brasileiro, aparece indicado em 4 categorias, incluindo Melhor Filme e Ator (Wagner Moura) Na noite do dia 15 de março, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS) entrega os vencedores do Oscar 2026, considerada a maior premiação do cinema mundial. Pecadores bateu um recorde histórico e se tornou o filme mais indicado da história do Oscar, com 16 nomeações, superando as 14 indicações de La La Land, Titanic e All About Eve. Já Uma Batalha Após a Outra aparece logo atrás, com 13 indicações, ocupando o segundo lugar entre os filmes mais lembrados pela Academia. Estaremos cobrindo tudo pelo nosso Twitter e Instagram. Não esqueçam de seguir e ativar as notificações para não perder nada do que estamos preparando para a cobertura do Oscar 2026, antes, durante e depois da cerimônia. Entre os títulos internacionais, Valor Sentimental foi o filme de língua não inglesa mais indicado do ano, com 9 nomeações. O representante brasileiro, O Agente Secreto, também fez história ao conquistar 4 indicações, incluindo a categoria máxima da premiação, marcando um feito inédito para o cinema sul-americano. Adolpho Veloso também possui a chance de trazer o Oscar para o Brasil na categoria de Melhor Fotografia por seu trabalho em Sonhos de Trem. No Brasil, o Oscar 2026 poderá ser acompanhado ao vivo pelo canal TNT e pelo streaming Max, com início às 20h (horário de Brasília). A transmissão na TV Globo começa depois do Fantástico, às 21h. Conan O'Brien retorna como apresentador da 98ª edição do Oscar. Confira a lista completa dos vencedores do Oscar 2026 abaixo (atualizada ao vivo): Melhor Filme • Sinners • Marty Supreme • Hamnet • One Battle After Another • Frankenstein • Sentimental Value • O Agente Secreto 🇧🇷 • Bugonia • Train Dreams • F1 Melhor Filme Internacional • Sentimental Value 🇳🇴 • It Was Just an Accident 🇫🇷 • O Agente Secreto 🇧🇷 • The Voice of Hind Rajab 🇹🇳 • Sirât 🇪🇸 Melhor Direção • Paul Thomas Anderson (One Battle After Another) • Ryan Coogler (Sinners) • Chloé Zhao (Hamnet) • Joachim Trier (Sentimental Value) • Josh Safdie (Marty Supreme) Melhor Ator • Leonardo DiCaprio (One Battle After Another) • Timothée Chalamet (Marty Supreme) • Wagner Moura (O Agente Secreto 🇧🇷) • Michael B. Jordan (Sinners) • Ethan Hawke (Blue Moon) Melhor Atriz • Rose Byrne (If I Had Legs I’d Kick You) • Jessie Buckley (Hamnet) • Renate Reinsve (Sentimental Value) • Emma Stone (Bugonia) • Kate Hudson (Song Sung Blue) Melhor Ator Coadjuvante • Stellan Skarsgård (Sentimental Value) • Sean Penn (One Battle After Another) • Benicio del Toro (One Battle After Another) • Jacob Elordi (Frankenstein) • Delroy Lindo (Sinners) Melhor Atriz Coadjuvante • Teyana Taylor (One Battle After Another) • Amy Madigan (Weapons) • Inga Ibsdotter Lilleaas (Sentimental Value) • Wunmi Mosaku (Sinners) • Elle Fanning (Sentimental Value) Melhor Roteiro Original • Blue Moon • Sentimental Value • Marty Supreme • It Was Just an Accident • Sinners Melhor Roteiro Adaptado • One Battle After Another • Hamnet • Bugonia • Train Dreams • Frankenstein Melhor Filme de Animação • Arco • Elio • KPop Demon Hunters • Little Amélie or the Character of Rain • Zootopia 2 Melhor Documentário • The Alabama Solution • Come See Me in the Good Light • Cutting Through Rocks • Mr. Nobody Against Putin • The Perfect Neighbor Melhor Fotografia • Frankenstein • Marty Supreme • One Battle After Another • Sinners • Train Dreams (Adolpho Veloso 🇧🇷) Melhor Montagem • F1 • Marty Supreme • One Battle After Another • Sentimental Value • Sinners Melhor Trilha Sonora Original • Bugonia • Frankenstein • Hamnet • One Battle After Another • Sinners Melhor Canção Original • “Dear Me” de “Diane Warren: Relentless” • “Golden” de “KPop Demon Hunters” • “I Lied To You” de “Sinners” • “Sweet Dreams Of Joy” de “Viva Verdi!” • “Train Dreams” de “Train Dreams” Melhor Direção de Elenco (Casting) • O Agente Secreto 🇧🇷 • Hamnet • Marty Supreme • One Battle After Another • Sinners Melhor Direção de Arte • Frankenstein • Sinners • Hamnet • Marty Supreme • One Battle After Another Melhor Figurino • Frankenstein • Sinners • Avatar: Fire and Ash • Marty Supreme • Hamnet Melhor Maquiagem e Penteado • Frankenstein • Kokuho • Sinners • The Smashing Machine • The Ugly Stepsister Melhor Som • F1 • Frankenstein • One Battle After Another • Sinners • Sirāt Melhor Efeitos Visuais • Avatar: Fire and Ash • F1 • Jurassic World Rebirth • The Lost Bus • Sinners Melhor Curta-Metragem em Live Action • Butcher’s Stain • A Friend of Dorothy • Jane Austen’s Period Drama • The Singers • Two People Exchanging Saliva Melhor Curta-Metragem de Animação • Butterfly • Forevergreen • The Girl Who Cried Pearls • Retirement Plan • The Three Sisters Melhor Curta-Metragem Documentário • All the Empty Rooms • Armed Only with a Camera: The Life and Death of Brent Renaud • Children No More: “Were and Are Gone” • The Devil Is Busy • Perfectly a Strangeness

  • Homenagem do Golden Globes no Brasil celebra Fernanda Montenegro, Antônio Pitanga, Valentina Herszage e Adolpho Veloso

    Primeira edição do Golden Globes Tribute Gala Brazil acontece no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e celebra trajetórias marcantes e novos talentos do cinema brasileiro O Golden Globes Tribute Gala Brazil terá sua primeira edição realizada no Brasil e prestará homenagem a Fernanda Montenegro, Antônio Pitanga, Valentina Herszage e Adolpho Veloso. A cerimônia está marcada para o dia 18 de março e acontecerá no Copacabana Palace, na cidade do Rio de Janeiro. A iniciativa busca reconhecer a relevância desses artistas para o cinema e para a televisão brasileiros, além de marcar a estreia no país de um evento ligado ao Globo de Ouro dedicado a celebrar talentos da indústria audiovisual. A noite será conduzida pelos atores Bruna Marquezine e Lázaro Ramos. A organização do evento fica a cargo da empresa Urland Ventures LLC em parceria com o Globo de Ouro. A marca Moët & Chandon participará como o champanhe oficial da cerimônia. Entre as homenagens mais importantes da noite está o prêmio Apogeu do Globo de Ouro. Uma das pessoas que receberá essa distinção é Fernanda Montenegro, reconhecida como uma das figuras mais representativas da história do cinema brasileiro. A atriz foi indicada ao Globo de Ouro por sua atuação no filme Central do Brasil (1998), produção que venceu o prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira no ano seguinte. Ao longo de sua trajetória artística, Montenegro construiu uma carreira marcante que inclui trabalhos no cinema, no teatro e na televisão, tornando se um nome fundamental para a cultura brasileira e para a projeção do cinema nacional no exterior. Fernanda Montenegro e Antônio Pitanga serão homenageados com o prêmio Apogeu O ator e diretor Antônio Pitanga também será contemplado com o prêmio Apogeu do Globo de Ouro. Ele é considerado um dos nomes mais importantes do movimento Cinema Novo no Brasil. Sua carreira reúne participações em mais de cinquenta filmes, entre eles Barravento (1962) e Ganga Zumba (1963). Além da atuação no cinema, Pitanga construiu uma trajetória relevante no teatro e na televisão e se destacou por seu compromisso com a valorização da cultura negra e da memória do cinema brasileiro. A atriz Valentina Herszage será reconhecida com o prêmio Ascensão do Globo de Ouro. A distinção celebra artistas que vêm se destacando de forma significativa em suas carreiras. Herszage recebeu grande atenção da crítica por sua atuação em Mate-me Por Favor (2015), e consolidou ainda mais sua presença no audiovisual ao interpretar Vera Sílvia Facciolla Paiva no filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles. O longa recebeu duas indicações ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme em Língua Estrangeira e Melhor Atriz em Filme Dramático. Na premiação, Fernanda Torres venceu na categoria de melhor atriz, repetindo um feito histórico vinte e cinco anos após o reconhecimento obtido por sua mãe, Fernanda Montenegro, também em um filme dirigido por Walter Salles. Outro nome homenageado será o diretor de fotografia Adolpho Veloso, que também receberá o prêmio Ascensão do Globo de Ouro. Seu trabalho alcançou grande destaque internacional e ele foi indicado ao Oscar de Melhor Fotografia na 98ª edição da premiação pelo filme Sonhos de Trem (2025). Com essa indicação, Veloso se tornou o primeiro brasileiro lembrado nessa categoria. Sua carreira vem sendo marcada por um estilo visual expressivo e por composições cinematográficas que reforçam o potencial criativo do cinema contemporâneo. COMITÊ BRASILEIRO Os quatro brasileiros que integram o comitê responsável por votar nos homenageados do Golden Globes Tribute Gala Brazil são: o cearense Daniel Herculano, editor do Clube Cinema; Cecília Barroso, do site Cenas de Cinema; Fernanda Ezabella, jornalista do UOL; e Rodrigo Fonseca, do Correio da Manhã e do portal Sete por Sete. Todos fazem parte do grupo de votantes do Globo de Ouro. Daniel Herculano, crítico de cinema e membro votante do Golden Globes "O Brasil vive o auge do reconhecimento cinematográfico internacional, e o Globo de Ouro coroa a nossa importância com um prêmio inédito,” afirmou Daniel Herculano ao Oxente Pipoca. "Fazer parte do comitê que elegeu os homenageados é um grande orgulho para mim, sou integrante da primeira turma de votantes internacionais e sempre acreditei na grandeza do Globo de Ouro", completou o jornalista e crítico de cinema. O Golden Globe Awards é uma das premiações mais tradicionais da indústria do entretenimento desde 1944 e reconhece anualmente produções e profissionais do cinema e da televisão. Ao longo das últimas três décadas, a organização destinou mais de 55 milhões de dólares para iniciativas ligadas ao setor audiovisual, incluindo programas de bolsas de estudo, projetos de restauração de filmes e ações de caráter humanitário.

  • Crítica | Uma Segunda Chance

    Drama funciona, mas romance não acompanha em mais uma adaptação de Colleen Hoover. Imagem: Divulgação Lançado na última quinta-feira (19), Uma Segunda Chance é mais uma adaptação de Colleen Hoover a chegar aos cinemas, dessa vez sob direção de Vanessa Caswill. A história acompanha Kenna Rowan (Maika Monroe), uma jovem que, após cumprir pena por um erro do passado, retorna à sua cidade natal tentando reconstruir a própria vida e se aproximar da filha pequena, que nunca conheceu. Rejeitada pela família do pai da criança, ela encontra algum acolhimento em Ledger, um ex-jogador de futebol americano, e os dois acabam se envolvendo em um romance marcado por segredos, culpa e a dificuldade de recomeçar. Tem algo em Uma Segunda Chance que soa artificial o tempo todo. A ambientação country, o violão suave entrando nas cenas, os personagens tentando parecer comuns, próximos… tudo parece muito calculado. Não chega a ser falso, mas é claramente esforçado. A trilha de Tom Howe até tenta segurar essa ideia de intimidade, mas acaba soterrada por uma lógica muito mais comercial do que emocional. Isso fica ainda mais evidente quando a gente olha pro contexto. Essa já é mais uma adaptação de Colleen Hoover chegando rápido aos cinemas. Depois de É Assim que Acaba, que repercutiu muito mais pelas polêmicas do que pelo filme em si, e de Se Não Fosse Você, que passou quase batido, parece claro que essas histórias viraram produto antes de qualquer outra coisa. Ainda assim, dentro desse cenário, Uma Segunda Chance até se sai melhor do que o esperado. Como adaptação, funciona. Não abraça tudo do livro, simplifica relações que já não eram tão profundas e deixa muita coisa pelo caminho, mas mantém o núcleo emocional. E é justamente quando o filme encosta nesse núcleo que ele melhora bastante. A relação da Kenna com a filha, as lembranças antes do acidente, o peso de voltar pra uma cidade onde ela não é bem-vinda… tudo isso tem mais força do que o romance em si. E isso passa muito pela Maika Monroe. Ela já mostrou que é muito boa no terror, em filmes como Corrente do Mal e Observador, e aqui encara um drama mais direto. Não é a melhor atuação da carreira dela, mas segura bem o filme. Tem presença, entrega a dor da personagem e faz a gente se importar mesmo quando o roteiro não ajuda tanto. Imagem: Divulgação A química com Tyriq Withers funciona logo de cara. As cenas iniciais entre os dois são leves, naturais, tem um flerte que convence. Só que o filme não desenvolve isso direito. O romance existe, mas nunca cresce como deveria. Fica sempre meio travado, meio interrompido. E talvez isso aconteça porque o filme está muito mais interessado na tragédia do que no amor. A relação entre Kenna e Ledger acaba ficando em segundo plano, enquanto o vínculo dele com a filha do Scotty acaba sendo até mais interessante. É estranho, porque o filme vende uma coisa e entrega outra. No fim, mesmo com elementos que poderiam funcionar muito bem, ele não chega naquele impacto emocional que parece prometer. Falta conexão de verdade. Falta aquele momento que faz tudo bater. Ainda assim, tem um ponto importante aqui. A direção da Vanessa Caswill faz diferença. Existe um olhar mais atento pra esse universo, uma sensibilidade maior com a protagonista. Isso já coloca o filme um pouco acima das outras adaptações recentes da Hoover, mesmo que a comparação também não seja das mais difíceis. No geral, é um filme que funciona em partes. Quando foca na Kenna, acerta. Quando tenta vender o romance, perde força. E no meio disso tudo fica essa sensação de algo que poderia ser mais, mas nunca chega lá. Nota: 3/5

  • Filmes brasileiros que devem estrear nos cinemas em 2026

    Um panorama em constante atualização com os longas nacionais que devem movimentar os cinemas e os festivais em 2026 Começando com nossa série de fios de início de ano, reunimos uma lista extensa de longas brasileiros que devem estrear (ou pelo menos esperamos) em circuito comercial em 2026 ou que podem ter passagem por festivais nacionais e internacionais. Vale ressaltar que vários títulos já tiveram exibições em festivais no fim do ano passado, mas devem estrear oficialmente nos cinemas apenas em 2026. Nos casos em que há previsão de lançamento, utilizamos as datas estimadas pelo Filme B, que ainda podem sofrer alterações. Dito isso, vamos lá… Divulgação • Precisamos Falar (Rebeca Diniz e Pedro Waddington) Baseado no best-seller O Jantar e estrelado por Alexandre Nero e Marjorie Estiano, o filme se constrói em torno de dois adolescentes que se envolvem em um caso de homicídio. Apesar de não terem sido identificados pelas câmeras, os pais dos jovens os reconhecem e passam a enfrentar um dilema ético. • Vicentina Pede Desculpas (Gabriel Martins) Produzido pela Filmes de Plástico, o longa contará a história de uma mulher, vivida por Rejane Faria, que, aos 75 anos, tem de encarar a morte (e especulações sobre o potencial suicídio) de seu filho, motorista de um ônibus que ao cair de um viaduto gera uma imensa tragédia. Vicentina decide embarcar em uma jornada para procurar as famílias das vítimas para pedir desculpas. • Centro Ilusão (Pedro Diógenes) No filme cearense, dois músicos se conhecem em uma audição para um concorrido laboratório de música de Fortaleza. Eles jogam suas esperanças e sonhos na possibilidade de serem aprovados. Divulgação • Se Eu Fosse Vivo... Vivia (André Novais Oliveira) Produzido pela Filmes de Plástico, Gilberto (Norberto Novais Oliveira) e Jacira (Conceição Evaristo) prometeram envelhecer juntos – na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença. Até que a morte os separe. • Feito Pipa (Allan Deberton) Gugu, um menino queer e destemido, vive com sua avó Dilma, nas proximidades de uma barragem. Após anos de seca, as águas recuam e revelam as ruínas de uma antiga cidade, junto com os vestígios de um passado traumático. O ressurgimento dessas memórias desperta em Dilma os primeiros sinais de Alzheimer. Com medo de ser forçado a morar com o pai que não o compreende, Gugu tenta esconder a doença da avó. Lázaro Ramos, Teca Pereira, Yuri Gomes e Carlos Francisco estrelam. • Doutor Monstro (Marcos Jorge) O filme é inspirado no controverso julgamento do cirurgião plástico Farah Jorge Farah, que confessou ter assassinado uma de suas pacientes. Taís Araújo interpreta Claudia Ferreira, a fictícia promotora de justiça decidida a condenar o médico. Divulgação • Por um Fio (David Schurmann) O filme é uma adaptação do livro homônimo de Drauzio Varella, no qual o médico compartilha reflexões e histórias sobre seus pacientes. Bruno Gagliasso, Romulo Estrela, Zezé Motta, Othon Bastos e Marjorie Gerardi estrelam. • Alice Júnior 2: Férias de Verão (Gil Barone) Uma sequência de Alice Júnior, filme de 2019 protagonizado por Anne Celestino. No primeiro longa, Alice é uma adolescente trans que luta para ser aceita e para dar os primeiros passos na sua vida amorosa. • Canção da Noite (Maya Da-Rin) Em uma fazenda de monocultura de soja no sul do Brasil, a amizade entre uma criança camponesa e uma senhora Avá-guarani é atravessada pelo surgimento de uma planta desconhecida e resistente aos agrotóxicos. • Morte e Vida Madalena (Guto Parente) No filme cearense, Madalena é uma produtora de cinema tendo que lidar ao mesmo tempo com a morte recente do pai, sua gravidez de oito meses e a produção de uma ficção científica B na qual tudo parece dar errado. Divulgação • Fiz Um Foguete Imaginando Que Você Vinha (Janaína Marques) No zumbido silencioso de uma ressonância magnética, Rosa (50) é orientada a evocar uma lembrança feliz. Em uma viagem pelo seu subconsciente, ela revisita o passado e reconstrói um episódio que nunca viveu: uma travessia com sua mãe, Dalva, mulher livre e irreverente que chegou a ser presa por matar um homem prestes a cometer um feminicídio. Crescida na ausência da mãe, Rosa carrega culpa e medo dessa história. Agora, suspensa entre a vida e uma memória inventada, ela imagina um reencontro que se transforma em tentativa de cura e reconciliação. • Corpo da Paz (Torquato Joel) Sertão paraibano em plena ditadura civil-militar dos anos 60. O garoto Teobaldo enfrenta o embate entre desejo e repressão no momento em que chega um enigmático pesquisador americano ao Centro de Pesquisas do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS). • No Jardim do Ogro (Carolina Jabor) O longa conta a história de Júlia (Alice Braga), uma jornalista bem-sucedida que vive em um apartamento confortável em São Paulo com seu marido cirurgião e seu filho pequeno. Embora aparente levar uma vida boa, ela esconde um segredo a sete chaves: sua compulsão por sexo de risco. Quando o marido propõe que a família se mude para uma cidade do interior, Júlia vê a situação como oportunidade para abandonar o comportamento autodestrutivo e se tornar a mãe e esposa que sempre desejou ser. Apesar disso, à medida que a mudança se aproxima, sua compulsão se intensifica, ameaçando expor seus segredos e destruir sua família. • Nosso Segredo (Grace Passô) Uma família vaga pela própria casa em silêncio, tentando reconstruir a vida após uma perda recente. Cada um lida com o luto sozinho, até que o filho mais novo revela um segredo que os faz perceber que precisam se unir, com amor e coragem, para desafiar a dor do luto. • Quatro Meninas (Karen Suzane) Encontrando abrigo em um casarão abandonado, um grupo enfrenta desafios de convivência. Livres das estruturas de poder tradicionais, as moças negras experimentam o poder, o amor e a possibilidade de sonhar com o futuro, enquanto as brancas resistem a aprender a ajudar nas tarefas domésticas, cuidar de si mesmas e encarar seus erros. Quando uma velha ameaça ressurge, no entanto, todas precisam se unir para sobreviver. • Aqui Não Entra Luz (Karol Maia) Entre memórias pessoais e pesquisas históricas, uma cineasta, filha de uma trabalhadora doméstica, percorre o Brasil procurando rastros da escravidão na arquitetura. No caminho, encontra outras mulheres que enfrentam o mesmo legado. • Assalto à Brasileira (José Eduardo Belmonte) Quando um radialista desempregado é feito refém em um assalto a banco, ele enxerga na situação a oportunidade de retomar seu emprego com um furo jornalístico, mas para isso, vai precisar sobreviver aos criminosos, à incompetência policial e à sua própria ambição. Divulgação • Futuro Futuro (Davi Pretto) Em um futuro próximo, onde os avanços em inteligência artificial coexistem com o surgimento de uma nova síndrome neurológica, um homem sem memória de 40 anos chamado K é acolhido por um clickworker solitário de 60 anos na parte empobrecida de uma chuvosa cidade brasileira. Após usar um viciante dispositivo IA em um curso para pessoas com a estranha síndrome, K embarca em uma jornada trágica e absurda para tentar encontrar o seu lugar no mundo. • Timidez (Thiago Gomes Rosa e Susan Kalik) No filme baiano, Jonas é um jovem artista negro que vive à sombra de Nestor, seu irmão autoritário — uma presença sufocante com quem divide a casa e os silêncios. Mas quando Lúcia, a vizinha do andar de cima, aceita um convite para jantar, Jonas precisará enfrentar seus próprios fantasmas e começa a duvidar de si mesmo. Estreia em 08 de janeiro nos cinemas. • Ato Noturno (Marcio Reolon, Filipe Matzembacher) Um ator e um político vivem um caso em sigilo e, juntos, descobrem ter fetiche por sexo em lugares públicos. À medida que se aproximam do sonho da fama, mais intenso se torna o desejo do risco. • (Des)controle (Rosane Svartman e Carol Minêm) Acompanha a história de Kátia Klein, escritora bem-sucedida e mãe dedicada, que vê sua vida sair do eixo quando passa por um bloqueio criativo que a impede de trabalhar, além de um casamento em ruína. Isso tudo ao mesmo tempo que administra o acúmulo das demandas de seus dois filhos e de seus pais. Sobrecarregada e em busca de um alívio, ela passa de uma simples taça de vinho ao descontrole total, reativando seu alcoolismo. Protagonizado por Carolina Dieckmmann, acompanhada de grande elenco, (Des)controle é um drama envolvente, com pitadas de humor que busca discutir o alcoolismo e mostrar a vida como ela é. Estreia em 05 de fevereiro nos cinemas. • A Fúria (Ruy Guerra e Luciana Mazzotti) Traído por Salatiel e Feijó, Mário sai das profundezas da terra em busca de vingança. Acolhido pelo indígena Palavra, ele conta com a ajuda de três mulheres: Petra, uma deputada em ascensão; Monalisa, líder de uma facção paramilitar; e Laura, neta de Salatiel. Sequências de Os fuzis e A queda. Estreia em 05 de fevereiro nos cinemas. • Trago Seu Amor (Claudia Castro) Mia (Giovanna Grigio) é uma bruxa egocêntrica que tem um poder inusitado: quem a beija se apaixona por ela ou volta a se apaixonar pela última pessoa que amou. Em um de seus trabalhos, porém, ela acaba caindo de amores pela mulher que deveria enfeitiçar. Estreia em 19 de fevereiro nos cinemas. Divulgação • Velhos Bandidos (Cláudio Torres) Um casal de aposentados planeja um assalto à banco, mas precisa unir forças com um casal de ladrões mais jovens para que o roubo dos sonhos seja executado com perfeição. Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta e Lázaro Ramos estrelam. Estreia em 05 de março nos cinemas. • Hora do Recreio (Lucia Murat) Com o objetivo de provocar a discussão sobre a educação no país sob a perspectiva de alunos dos ensinos fundamental e médio, com idades entre 14 e 19 anos, o documentário aponta os problemas vividos por adolescentes de quatro escolas de diferentes comunidades e bairros do Rio de Janeiro e suas famílias. Estreia em 12 de março nos cinemas. • Antônio Odisseia (Thales Banzai) Na trama, Tony e sua melhor amiga Ivy roubam o bar onde ele trabalha e entram em contato com uma nova droga que os leva a uma odisseia surrealista brasileira em busca de Deus. • Rio de Sangue (Gustavo Bonafé) Ambientado no interior do Pará, após comandar uma operação fracassada, uma policial jurada de morte se afasta de São Paulo em busca de segurança e da retomada dos laços com a filha, que atua numa ONG como médica e é raptada no interior do Pará por garimpeiros ilegais. Giovanna Antonelli e Alice Wegmann estrelam. Estreia em 16 de abril nos cinemas. Divulgação • Cinco Tipos de Medo (Bruno Bini) Depois de quase perder a vida em uma UTI, Murilo (João Vitor Silva) entra em uma disputa ao se apaixonar por sua enfermeira Marlene (Bella Campos), que namora Sapinho (Xamã), um traficante do Jardim Novo Colorado. Sapinho, por sua vez, é preso pela policial Luciana (Bárbara Colen) e conta com a ajuda de Ivan, um advogado que aceita a tarefa de defendê-lo depois de receber o pedido de uma líder comunitária que acredita que a volta de Sapinho seja a solução para a comunidade que foi invadida por bandidos de outros bairros. Estreia em 23 de abril nos cinemas. • 2DIE4: 24 horas no limite (Salomão Abdala e André Abdala) Experiência imersiva que acompanha a trajetória do piloto brasileiro Felipe Nasr na corrida de Le Mans, famosa por durar 24 horas. Primeiro filme brasileiro gravado em IMAX. Estreia em 30 de abril nos cinemas. • Eclipse (Djin Sganzerla) Cleo, uma astrônoma de 43 anos, grávida e emocionalmente fragilizada, é surpreendida pela visita de Nalu, sua meia-irmã de origem indígena. O encontro revela segredos sombrios e desperta memórias fragmentadas em Cleo, levando as duas a investigações obscuras. Estreia em 21 de maio nos cinemas. • Minha Melhor Amiga (Susana Garcia) Júlia e Clara são melhores amigas e vivem o auge dos seus 50 anos. Quando suas filhas viajam para um intercâmbio de alguns meses em Portugal, as duas precisam enfrentar a saudade e o vazio deixado pelas meninas. • Cartório das Almas (Leo Bello) Na ficção científica, Laura, uma “jovem” de 126 anos, é a recém contratada no Cartório das Almas. Em sua nova função, ela protocola as motivações daqueles que renunciaram à eternidade. No entanto, por força de contrato, à própria Laura não é possível interromper sua tediosa existência. Estreia em junho nos cinemas. • Deus ainda é brasileiro (Carlos Diegues) Deus (Antonio Fagundes) voltará para as salas de cinema com um dilema: eliminar ou não a humanidade. Está nas mãos dos humanos convencê-lo a salvar o mundo — com compaixão, generosidade e, claro, senso de humor. Estreia em junho nos cinemas. • 100 dias (Carlos Saldanha) O filme é baseado no livro Cem Dias Entre o Céu e Mar e conta a história de Kink, que se tornou o primeiro a atravessar o Atlântico Sul a remo. Divulgação • Coração das Trevas (Rogério Nunes) Rio de Janeiro em um futuro próximo. Marlow é um policial designado para uma missão de encontrar o Capitão Kurtz, um policial famoso que desapareceu em circunstâncias misteriosas. • Lusco-Fusco (Bel Bechara e Sandro Serpa) A trama acompanha a amizade entre Vera (Amandyra), uma professora do ensino fundamental envolvida em uma relação abusiva com Matias (Allan Souza Lima), e Alda (Sandra Corveloni), sua vizinha não alfabetizada e faxineira no mesmo colégio. • Funk (Aly Muritiba) A trama conta a história de Sabrina (Duda Santos), moradora de uma comunidade do Rio de Janeiro que sonha em alcançar o sucesso como cantora. • Nova Éden (Aly Muritiba) Ambientado em meados da década de 1920, o folk horror acompanha Damião (Welket Bungué), um jovem padre negro que se instala em um povoado formado por imigrantes no sul do Brasil. • Nicole: Primeira Fome (Jotagá Crema) Narra a história de uma jovem que, ao se juntar a um grupo de vampiras dominadas por um líder manipulador, precisa enfrentá-lo para conquistar sua liberdade e sobreviver. Alana Campos protagoniza. • Noites Brancas (Luis Dantas) Baseado em clássico de Dostoiévski, o filme acompanha um jovem açougueiro (Ariclenes Barroso) que se interessa por uma moça, vivida por Stefani Mota, que conhece em São Paulo. Ele decidirá ajudá-la a encontrar o amor da sua vida, mesmo estando apaixonado. Divulgação • Geni e o Zepelim (Anna Muylaert) Inspirado na canção de Chico Buarque, o longa narra a história de Geni (Ayla Gabriela), prostituta de uma cidade ribeirinha, localizada no coração da floresta amazônica. • Corrida dos Bichos (Ernesto Solis, Rodrigo Pesavento e Fernando Meirelles) Inspirado no universo ilegal do jogo do bicho, o filme segue um jovem destemido que precisa vencer uma corrida voraz para salvar a vida de sua irmã. A trama se passa em um futuro distópico, onde o jogo do bicho evoluiu e cada animal passou a ser representado por um corredor de parkour em busca de um prêmio. Rodrigo Santoro, Isis Valverde, Bruno Gagliasso, Grazi Massafera, Anitta, Seu Jorge, João Guilherme e Silvero Pereira estrelam. • A Conspiração Condor (André Sturm) Uma nova versão para momentos-chave da história brasileira: as mortes, quase consecutivas, dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, durante os anos de repressão da ditadura militar. • Dolores (Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes) Na véspera de seu 65º aniversário, Dolores (Carla Ribas) tem uma premonição: sua vida está prestes a mudar. Ela será dona de um cassino de sucesso. No entanto, seu passado marcado pela dependência do jogo pode jogar contra ela. Divulgação • Love Kills (Luiza Shelling Tubaldini) No centro de São Paulo, devastado pelo crack, uma jovem vampira, Helena, frequenta um estranho café na metrópole, cativando um garçom ingênuo. À medida que ele descobre os segredos dela e o submundo da cidade, ele é atraído para um mundo perigoso de intrigas. • Pequenas Criaturas (Anne Pinheiro Guimarães) Captando o contexto de um país recém-redemocratizado, a trama acompanha a história de Helena (Carolina Dieckmann), uma mãe cuidando dos seus dois filhos na ausência do pai — cujo destino em uma viagem de negócios, logo na abertura do longa, não é explicitado com exatidão em nenhum momento adiante. • Ruas da Glória (Felipe Sholl) Gabriel se muda para o Rio e fica obcecado por Adriano, um garoto de programa, depois de sofrer uma grande perda. Quando Adriano desaparece, Gabriel inicia uma jornada de investigação até se tornar ele mesmo um acompanhante. Isso quase lhe custa a vida. • Virtuosas (Cíntia Domit Bittar) O filme acompanha um grupo de mulheres cristãs selecionadas para uma imersão dedicada ao fortalecimento da feminilidade. • Uma Baleia Pode Ser Destroçada Como uma Escola de Samba (Marina Meliande e Felipe M. Bragança) Uma canção cinematográfica de amor e ruína sobre o imaginário carioca — contada pelos olhos de um homem que se vê diante do colapso de sua escola de samba na periferia do Rio de Janeiro. Divulgação • Herança de Narcisa (Clarissa Appelt e Daniel Dias) Assombrada pelas memórias da sua recém-falecida mãe, a ex-vedete Narcisa, Ana (Paolla Oliveira) decide vender o casarão de infância que herdou e dividir o dinheiro com o irmão, Diego. Porém, o sombrio processo de limpeza revela uma herança bem diferente do que ela imaginava. • As Vitrines (Flavia Castro) Explora as noções de liberdade e ruptura através do olhar de duas crianças impactadas pelo golpe militar de Pinochet, em 1973. Leticia Colin, Julia Konrad, Helena O’Donnell e Gael Nordio estrelam. • O Homem de Ouro (Mauro Lima) Drama biográfico que investiga parte da vida de Mariel Mariscot, um ex-policial do Rio de Janeiro durante as décadas de 1960 e 70. Mariscot ganhou notoriedade por seu envolvimento com a Scuderie Detetive Le Cocq, uma organização não oficial formada por policiais durante a ditadura militar do Brasil e que se tornou o mais infame esquadrão da morte do país. Renato Goés estrela. • Querido Mundo (Miguel Falabella e Hsu Chien) A queda de uma ponte numa noite de tempestade une os mundos de Elsa (Malu Galli) e Oswaldo (Eduardo Moscovis), que acabam por se encontrar no Rio de Janeiro nos escombros de um prédio abandonado por seus construtores. A história investiga um encontro improvável numa véspera de Ano Novo e apresenta um humor ácido enquanto os personagens avaliam suas vidas pessoais, profissionais e as perspectivas de futuro. Divulgação • Carolina – Quarto de Despejo (Jeferson De) O longa adapta para o cinema a obra Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, de Carolina Maria de Jesus, publicada em 1960, que narra a trajetória da autora. Suas anotações revelam a luta diária para alimentar os filhos e sua relação com a escrita, que a tornou a primeira escritora negra brasileira a alcançar reconhecimento internacional, com mais de um milhão de exemplares vendidos em mais de 40 países e traduções para 14 idiomas. Maria Gal protagoniza. • Criadas (Carol Rodrigues) Sandra retorna à casa de sua prima Mariana em busca de uma foto de sua falecida mãe, que trabalhou ali como empregada residente para os pais de Mariana. Embora tenham sido criadas juntas, Sandra, negra de pele escura, e Mariana, negra de pele clara, viveram aquela casa de formas muito diferentes. • Corações Naufragados (Caco Souza) O filme sergipano conta um episódio pouco explorado da memória nacional: os ataques do submarino alemão U-507 à costa sergipana, em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial. A trama acompanha Lucinda Camargo (Olivia Torres), jovem jornalista que ousa revelar sua identidade após escrever sob pseudônimo masculino, e o Capitão Francisco da Silva (William Nascimento), oficial sergipano da Marinha e líder clandestino antinazista. Entre o amor e a resistência, o casal enfrenta a repressão política e a tragédia da guerra que ceifou a vida de mais de 600 civis brasileiros. • Cacilda Becker em Cena Aberta (Julia Moraes) Descrito como “um olhar original e sensível sobre a vida e a obra de uma das maiores atrizes brasileiras”. Débora Falabella estrela. • Papagaios (Douglas Soares) Estrelado por Gero Camilo e Ruan Aguiar, o filme se passa na periferia do Rio de Janeiro e acompanha Tunico, uma subcelebridade que vive de aparecer no fundo de reportagens sobre tragédias, e Beto, um jovem misterioso que sonha em ser visto. Depois de um acidente, os dois se aproximam e entram num jogo perigoso de fama, ambição e violência. • Solina (Larissa Fernandes) Na trama, uma jovem, interpretada por Duda Santos, vive em Solina, uma comunidade isolada do mundo. Quando tenta fugir do vilarejo, descobre que Solina está cercada por uma misteriosa nuvem de poeira. Divulgação • Antartida (Bruno Safadi) A trama segue uma subcomandante de uma base Marinha que precisa desvendar um crime. Andrea Beltrão, Leandra Leal, Marina Ruy Barbosa e Lázaro Ramos estrelam — e é considerado o maior filme já produzido pela Globo. • Escola Sem Muros (Cao Hamburger) A trama se passa em 1995, quando um novo diretor chamado Braz Nogueira (Júlio Andrade) chega à Campos Salles. Determinado a quebrar os estereótipos causados pela violência, ele, ao lado dos líderes comunitários Orlando (Flavio Bauraqui) e Rosana (Larissa Bocchino), encara os desafios que os alunos enfrentam todos os dias, com o objetivo de devolver a escola para a comunidade. • Sedução (Zelito Viana e Marcos Palmeira) O filme acompanha a história de um ator renomado que, diante da morte do pai, embarca em uma jornada que o coloca em contato com a realidade de um Brasil profundo. Palmeira, Dira Paes e Camila Morgado estrelam. • Barba Ensopada de Sangue (Aly Muritiba) Baseado no livro de Daniel Galera e estrelado por Gabriel Leone e Thainá Duarte, a trama segue um professor de natação que busca refúgio em Santa Catarina após a morte do pai. Estreia dia 2 de abril nos cinemas. Divulgação • Os Corretores (Andrucha Waddington) Estrelado e roteirizado pela indicada ao Oscar Fernanda Torres, a tragicomédia gira em torno de um casal de corretores de imóveis. • O Retrato de Sarah (Leonardo Costa) Na trama, quando seu trabalho é recebido com indiferença, uma jovem pintora começa a usar o sangue de colecionadores para criar sua obra-prima final. • Torniquete (Ana Catarina Lugarini) A trama que mistura drama e horror segue três mulheres que precisam lidar com o impacto de mais uma invasão traumática na casa onde vivem. Ao revisitarem o passado, essas mulheres enfrentam suas cicatrizes e buscam reescrever o futuro. Marieta Severo, Sali Cimi e Renata Grazzini completam o trio principal. • Nico (Mariana Youssef) O filme narra a história de um pai e um filho com um relacionamento estremecido, para encarar suas diferenças em uma viagem de carro que mais parece uma odisseia. Murilo Benício e Kevin Vechiatto estrelam. • Isabel (Gabe Klinger) Na trama, Isabel (Marina Person) trabalha num restaurante renomado em São Paulo, mas tem planos de abrir seu próprio bar de vinhos, o que permitirá que ela ganhe independência de seu chefe e preserve sua relevância entre os colegas. • Quarto do Pânico (Gabriela Amaral Almeida) Na versão brasileira de Panic Room, de David Fincher, uma mulher que acabou de perder seu marido é obrigada a se refugiar com sua filha pré-adolescente no quarto secreto da casa onde moram. Isso acontece depois que ladrões invadem o local para roubar algo que se encontra justamente onde as duas estão escondidas. Isis Valverde, Marco Pigossi, André Ramiro, Caco Ciocler e Marianna Santos estrelam. Estreia em 13 de fevereiro no Telecine. • Privadas de Suas Vidas (Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner) A trama acompanha Malu, uma mãe que enfrenta o luto, conflitos familiares e suas próprias limitações emocionais ao tentar se relacionar com o filho adolescente, Gênesis. Divulgação • Yellow Cake (Tiago Melo) Na cidade de Picuí, no sertão da Paraíba, um grupo de cientistas tenta erradicar o mortal mosquito Aedes aegypti — transmissor da dengue — por meio de um experimento secreto intitulado Yellow Cake. Utilizando o urânio extraído da região, o projeto pretende esterilizar os mosquitos e assim conter a disseminação da doença. A física nuclear Rúbia Ribeiro (Rejane Faria) integra o experimento. • Papaya (Priscilla Kellen) Papaya, uma pequena semente na floresta amazônica apaixonada por voar, precisa estar sempre em movimento para não criar raízes. Mas, ao descobrir o poder de suas próprias raízes, ela desencadeia uma revolução que transforma seu mundo e realiza seus sonhos de forma inesperada. • A Fabulosa Máquina do Tempo (Eliza Capai) No árido sertão brasileiro, meninas crescem suspensas entre os passados difíceis de suas mães e sonhos fantásticos de futuro. Em um lugar onde os homens ainda são vistos como gigantes em comparação às mulheres, elas atravessam o limiar da infância para a adolescência. • A Paixão Segundo G.H.B (Gustavo Vinagre e Vinicius Couto) Um encontro casual se transforma em um ménage à trois; o ménage à trois se transforma em uma orgia. Nesta odisseia gay de realismo mágico, Matias relembra seus encontros passados e reflete sobre seu futuro, enquanto conversa com um personagem fictício da literatura brasileira. • Nosferatu (Cristiano Burlan) Nosferatu chega a uma nova cidade fugindo de Van Helsing. Ele traz consigo não só sua maldição, mas fantasmas do passado, que o atormentam. Para não perder notícias de nenhum desses, basta acompanhar o Oxente Pipoca no site e nas redes sociais. 2026 vem forte para o cinema nacional!

  • Lista | 15 Séries espetaculares que mereciam ser muito reconhecidas

    Mesmo que os ávidos por TV conheçam a maioria dos títulos, eles passam despercebidos pela maior parte da população. Imagem: Divulgação Entre séries atuais e que já terminaram, existem aqueles tesouros escondidos nos streamings que demoram a entrar um público maior ou simplesmente não conseguem, seja por falta de divulgação ou até pela trama exigir um pouco mais da audiência. Em alguns casos, a série pode começar até não tão boa e depois encontrar seu tom e atingir o ápice, mas tem tanta coisa medíocre por aí fazendo sucesso e que nunca vai passar daquilo, que algo realmente bom e que só faltava um pouco para se encontrar, pode passar em branco… Enfim, esta lista é para que você encontre sua nova paixão televisiva. E se já encontrou, se já viu todas, não hesite em divulgar, porque você sabe que qualidade não falta. PS: a lista é exclusivamente de séries. A lista de minisséries virá em um futuro próximo 15. Evil (2019-2024) Imagem: Divulgação Onde assistir: Globoplay e Universal+ Sinopse: Uma psicóloga cética, um padre em formação e um expert em tecnologia se juntam para investigar casos que envolvem a Igreja Católica. Cabe ao trio descobrir se tais casos envolvem algo sobrenatural ou a ciência pode explicar. 14. Girls5Eva (2021-2024) Imagem: Divulgação Onde assistir: Netflix Sinopse: Quatro amigas formaram um grupo musical e tiveram uma música de muito sucesso no final dos anos 90. Agora, elas têm a chance de um retorno após um rapper fazer uma versão nova da música delas. 13. Pachinko (2022-?) Imagem: Divulgação Onde assistir: Apple TV Sinopse: Baseada em uma saga de livros, narra as esperanças e sonhos de uma família de imigrantes coreanos, ao longo de quatro gerações, ao deixar sua terra natal em uma busca indomável para sobreviver e prosperar. 12. Getting On (2013-2015) Imagem: Divulgação Onde assistir: HBO Max Sinopse: Nesta comédia, enfermeiros e médicos sobrecarregados atendem pacientes na ala geriátrica de um Hospital em Long Beach, Califórnia. Enquanto tentam cumprir seus encargos, os membros da equipe lidam com complicações, tanto profissionais quanto pessoais. 11. Industry (2020-) Imagem: Divulgação Onde assistir: HBO Max Sinopse: A série acompanha um grupo de cinco jovens recém-formados competindo por empregos permanentes em um banco de investimentos de Londres. Enquanto tentam dar seu melhor na empresa, suas relações se misturam e se transformam em uma jornada cheia de drogas, sexo e intrigas. 10. Entrevista com o Vampiro (2022-) Imagem: Divulgação Onde assistir: Prime Video Sinopse: Louis de Pointe du Lac (Jacob Anderson) narra em uma entrevista como conheceu Lestat de Lioncourt (Sam Reid), o homem que mudou sua vida o transformando em vampiro, e consequentemente, um monstro. 9. Better Things (2016-2022) Imagem: Divulgação Onde assistir: Disney+ Sinopse: Sam Fox (Pamela Adlon) é uma atriz e mãe solteira de três filhas e ainda cuida de sua mãe, Phil (Celia Imrie), que mora ao lado de sua casa. Sam se divide entre o trabalho, sua família, seus amigos e claro, sua vida amorosa também. 8. Deadwood (2004-2006) Imagem: Divulgação Onde assistir: Paramount+ Sinopse: Uma pequena cidade mineradora do final do século 19, após a Guerra Civil americana, vira um lugar completamente sem lei. Assim, todo tipo de pessoa vai parar na cidade a fim de se aproveitar da situação e buscar poder e fortuna. Enquanto Seth Bullock (Timothy Olyphant) chega tentando estabelecer um pouco de ordem na comunidade, batendo de frente com Al Swearengen (Ian McShane). 7. Somebody Somewhere (2022-2024) Imagem: Divulgação Onde assistir: HBO Max Sinopse: Sam (Bridget Everett) é uma mulher que mora numa cidade bem pacata e tem problemas com seu peso e sua autoestima, até que ela faz amizade com Joel (Jeff Hiller) e nenhum dos dois se sentirá mais sozinho. 6. Slow Horses (2022-) Imagem: Divulgação Onde assistir: Apple TV Sinopse: Uma equipe disfuncional de agentes da MI5 - e seu chefe arrogante, o notório Jackson Lamb (Gary Oldman) - navegam os mistérios e ilusões do mundo da espionagem para proteger a Inglaterra de forças sombrias. 5. Reservation Dogs (2022-2024) Imagem: Divulgação Sinopse: Quatro adolescentes indígenas que moram em uma pequena cidade do Oklahoma cometem alguns crimes para juntar dinheiro com o intuito de morarem na California. 4. A Amiga Genial (2018-2024) Imagem: Divulgação Onde assistir: HBO Max Sinopse: Baseada na tetralogia “A Amiga Genial”, escrita por Elena Ferrante, conta a história de uma amizade complexa de duas mulheres, que vão crescendo juntas em uma Nápoles pós-Segunda Guerra Mundial. 3. The Deuce (2017-2019) Imagem: Divulgação Onde assistir: HBO Max Sinopse: A série aborda o início e a evolução da indústria pornográfica na cidade de Nova York, na década de 70, assim como o envolvimento da máfia, a prostituição, o vício em drogas e o começo da epidemia da AIDS, durante suas três temporadas. 2. The Leftovers (2014-2017) Imagem: Divulgação Onde assistir: HBO Max Sinopse: Três anos após o desaparecimento de 2% da população humana global, um grupo de pessoas em uma pequena comunidade de Nova York tenta continuar suas vidas enquanto lida com a tragédia da natureza inexplicável do evento. 1. The Americans (2013-2018) Imagem: Divulgação Onde assistir: Disney+ Sinopse: Passada na época da Guerra Fria, Elizabeth (Keri Russell) e Philip (Matthew Rhys) são a família americana perfeita: brancos, dois filhos, classe média, empresários.. Só há um porém: eles não são americanos. São espiões russos da KGB infiltrados nos EUA e fazendo as missões que a “pátria-mãe” ordena. Ah sim, eles são amigos e vizinhos de um agente do FBI.

  • Lista | 15 ótimas séries de espionagem para assistir

    15 das melhores séries de espionagem já feitas. E, se você ainda não é do gênero... não hesite em tentar. Divulgação Entre códigos, disfarces, segredos, traições, política, tensão e ação, temos ótimas séries de espiões e suas inúmeras missões. Nesta lista, cada uma tem sua identidade própria muito bem acentuada, seja uma produção atual ou antiga, o que vale é adentrar neste mundo e se envolver com estes personagens sensacionais, onde o risco é alto é para eles, mas a recompensa pode ser maior ainda para você que vai acompanhar uma bela história. Com isso em mente, reunimos e ranqueamos 15 séries de espionagem que merecem sua atenção. Confira: Divulgação 15) Turn: Os Espiões de Washington (2014-2017) Quantidade de temporadas: 4 temporadas Onde você pode assistir: Netflix Sinopse: Depois de se meter em uma briga com um capitão britânico, Abe (Jamie Bell) acaba se tornando suspeito de assassinato. Um amigo tenta recrutá-lo como espião. Divulgação 14) Um Espião Entre Amigos (2022) Quantidade de temporadas: 1 temporada Onde você pode assistir: HBO Max Sinopse: Nicholas Elliott (Damien Lewis) trabalha para o MI6 como oficial de inteligência, mas acaba em uma confusão ao descobrir que seu amigo próximo, Kim Philby (Guy Pearce), estava secretamente trabalhando como agente duplo para a KGB, desertando para a União Soviética. Divulgação 13) Teerã (2020-) Quantidade de temporadas: 3 temporadas Onde você pode assistir: Apple TV Sinopse: Tamar (Niv Sultan) é uma agente hacker do Mossad que se infiltra no Teerã assumindo uma identidade falsa para ajudar a destruir o reator nuclear do Irã, mas quando a missão fracassa, Tamar precisa planejar uma operação que coloca as pessoas mais próximas a ela em perigo. Divulgação 12) Jack Ryan (2018-2023) Quantidade de temporadas: 4 temporadas Onde você pode assistir: Prime Video Sinopse: O analista da CIA Jack Ryan (John Krasinski) descobre uma série de transações suspeitas que fazem com que ele e seu chefe James Greer troquem o escritório por um perigoso jogo de gato e rato pela Europa e o Oriente Médio. Divulgação 11) A Agência (2024-) Quantidade de temporadas: 1 temporada Onde você pode assistir: Paramount+ Sinopse: A trama segue Martian (Michael Fassbender), um agente da CIA forçado a abandonar sua vida disfarçada e retornar à estação de Londres. Ele precisa lidar com o reaparecimento de um antigo amor, reacendendo um romance que coloca sua verdadeira identidade, carreira e missão em risco. Divulgação 10) O Dia do Chacal (2024-) Quantidade de temporadas: 1 temporada Onde você pode assistir: Disney+ Sinopse: A trama segue um assassino britânico implacável, conhecido apenas como "Chacal" (Eddie Redmayne), enquanto ele aceita missões de alto risco e é perseguido por uma determinada agente de inteligência britânica, Bianca (Lashana Lynch), numa eletrizante caçada de gato e rato pela Europa, misturando ação, espionagem e drama político em uma releitura moderna do clássico. Divulgação 9) Nikita (2010-2013) Quantidade de temporadas: 4 temporadas A série está indisponível em streaming no Brasil Sinopse: Nikita (Maggie Q), após ter sua vida destruída pela Divisão, escapa e dedica-se a destruir a organização que recruta jovens problemáticos e os transforma em máquinas de matar. Ela treina Alex (Lyndsey Fonseca) para que seja sua agente infiltrada e a ajude na missão. Divulgação 8) O Gerente da Noite (2016-) Quantidade de temporadas: 2 temporadas Onde você pode assistir: Prime Video Sinopse: A trama acompanha Jonathan Pine (Tom Hiddleston), um ex-soldado que trabalha como gerente de hotel de luxo. Recrutado pela inteligência britânica, ele se infiltra no círculo de Richard Roper (Hugh Laurie), um perigoso traficante de armas, buscando vingança e justiça. Aproveitando: confira minha coluna O Mês em Série, onde vou comentar as séries que estrearam no mês, sejam novas ou veteranas, dizendo o que achei da temporada ou dos episódios que foram exibidos até então de uma maneira mais leve. A primeira edição já está no ar: Divulgação 7) Black Doves (2024-) Quantidade de temporadas: 1 temporada Onde você pode assistir: Netflix Sinopse: Ambientada na Londres natalina, estrelada por Keira Knightley (Helen) e Ben Whishaw (Sam), a trama foca em Helen, uma espiã profissional e mãe dedicada que investiga o assassinato de seu amante, descobrindo uma conspiração perigosa com a ajuda de um amigo assassino, Sam. Divulgação 6) Homeland (2011-2020) Quantidade de temporadas: 8 temporadas Onde você pode assistir: Disney+ Sinopse: A trama é focada na agente bipolar da CIA Carrie Mathison (Claire Danes), que suspeita que o Sargento Nicholas Brody (Damian Lewis), dado como morto e depois resgatado, foi "virado" pela Al-Qaeda para realizar um ataque terrorista nos EUA, enquanto ele é tratado como herói nacional, criando uma complexa teia de desconfiança e intriga antiterrorista. Divulgação 5) 24 Horas (2001-2010; 2014) Quantidade de temporadas: 9 temporadas Onde você pode assistir: Prime Video Sinopse: A trama é centrada em Jack Bauer (Kiefer Sutherland), um agente da Unidade de Contraterrorismo (CTU) de Los Angeles. Cada temporada de 24 episódios narra 24 horas consecutivas em tempo real, onde Bauer corre contra o tempo para impedir ameaças terroristas, conspirações e salvar o país, muitas vezes sacrificando sua vida pessoal. Divulgação 4) Alias (2001-2006) Quantidade de temporadas: 5 temporadas A série está indisponível em streaming no Brasil Sinopse: Sydney Bristow (Jennifer Garner) é uma agente da CIA que descobre trabalhar para a SD-6, uma organização criminosa disfarçada, e não para o governo. Ela se torna uma agente dupla para derrubar a organização por dentro, enfrentando traições, mistérios envolvendo artefatos e dilemas pessoais. Divulgação 3) Andor (2022-2025) Quantidade de temporadas: 2 temporadas Onde você pode assistir: Disney+ Sinopse: Ambientada cinco anos antes de Rogue One, a trama narra a transformação de Cassian Andor (Diego Luna) de um ladrão cínico a um revolucionário, detalhando a formação da Aliança Rebelde e as consequências brutais do Império Galáctico na vida de pessoas comuns. Divulgação 2) Slow Horses (2022-) Quantidade de temporadas: 5 temporadas Onde você pode assistir: Apple TV Sinopse: Conta a história de uma equipe de agentes da inteligência britânica que trabalha em um dos departamentos de pior reputação do MI5 devido a inúmeros erros que custaram suas carreiras. Liderados por Jackson Lamb (Gary Oldman), um líder brilhante, mas irascível, eles navegarão pelos artifícios do mundo da espionagem para defender a Inglaterra das forças do mal. Divulgação 1) The Americans (2013-2018) Quantidade de temporadas: 6 temporadas Onde você pode assistir: Disney+ Sinopse: Situada nos anos 80, durante a Guerra Fria, a trama acompanha Philip (Matthew Rhys) e Elizabeth Jennings (Keri Russell), dois agentes da KGB disfarçados como um casal americano suburbano em Washington, D.C.. Enquanto gerenciam missões perigosas, eles lidam com a complexidade de um casamento real que começou de fachada e o risco de serem descobertos por seu vizinho, um agente do FBI.

  • Crítica | Timidez

    Teatro e cinema se cruzam (e se chocam) em narrativa que aposta na desestabilização psicológica. Imagem: Divulgação Desde os seus primórdios, o cinema sempre bebeu de outras artes, em especial o teatro, de onde incorporou ideias como a encenação ou as performances atorais. Mesmo eventualmente desenvolvendo sua própria linguagem, o intercâmbio entre as duas artes permaneceu firme e forte, como visto em obras cinematográficas que adaptam peças teatrais ambientadas em um único espaço. É o caso do longa-metragem baiano Timidez, codirigido por Thiago Gomes Rosa e Susan Kalik. Adaptado da peça O Cego e o Louco, o filme acompanha Jonas (Dan Ferreira) um jovem artista negro que vive à sombra do irmão cego Nestor (Antônio Marcelo), uma presença sufocante com quem divide a casa. Mas quando Lúcia (Evana Jeyssan), a vizinha do andar de cima, aceita um convite para jantar, Jonas precisará enfrentar seus próprios fantasmas, e começa a duvidar de si mesmo. Sendo quase todo ambientado dentro do apartamento de Jonas e Nestor, Timidez ancora-se sobretudo num trabalho de direção de arte que representa a familiaridade do lugar para os irmãos, mas também a claustrofobia à medida que os conflitos entre eles crescem. Elementos como as luzes acesas e apagadas, os quadros tortos e tanto mais evocam aquela que pode ser entendida como a palavra-chave do filme: “desestabilização”. A direção de Rosa e Kalik aposta em planos-detalhes que, associados a este trabalho de direção de arte e também de som, evocam a dimensão psicológica dos personagens, sobretudo Jonas, e sua gradativa deterioração. São os tiques nervosos, o bater constante da bengala de Nestor, a câmera trêmula em determinados instantes ou até a lente desfocada nos planos gerais de Salvador e dos flashbacks, tudo isso corroborando para a compreensão de que há algo de errado com estes personagens e o ambiente que os cerca. Neste sentido, é fundamental para o filme ter êxito no seu par de atuações principais. Dan Ferreira tem certamente o papel mais difícil, já que fica evidente desde o começo que seu personagem tem questões mentais que só entenderemos mais ao fundo no final do filme. Entretanto, falta certa sutileza na composição deste personagem, o que acaba incorrendo em uma abordagem um tanto estereotipada do que é o “louco” no audiovisual. Antônio Marcelo se sobressai com uma atuação mais sutil e carismática (e que também demanda certa fisicalidade em razão da cegueira de Nestor), mas em alguns momentos é comprometido pela ênfase do filme em resguardar mais da linguagem teatral da peça original, que acaba sendo seu principal problema. Imagem: Divulgação São instantes em que os monólogos soam engessados, pouco orgânicos dentro da lógica que o filme impõe a si mesmo. Ainda que herde da peça a ideia de se passar majoritariamente em um único cenário, não deixa de ser um filme, e nisto reside toda a diferença: até a maneira pela qual encontra para nos revelar seu grande mistério (o qual, sinceramente, já podia ser antecipado lá pela metade da obra) só ganha força justamente por ancorar na estética e na linguagem cinematográfica, à medida que salta entre passado e presente para revelar a verdadeira natureza da relação de Jonas e Nestor. Há também um monólogo deste perto do final do filme que se sobressai muito a outros mais “teatrais”, quase como se a direção conseguisse capturar uma performance mais próxima do que se esperaria de um filme do que de uma peça. Justamente por operar nessa instabilidade entre o que advém do teatro e do cinema (uma instabilidade que não parece intencional), Timidez acaba minando certa parte do seu potencial. Os melhores momentos se dão na interação entre os irmãos e a dinâmica oscilante entre eles – não à toa o ponto alto do filme é a cena da dança ao som de A Gente Precisa Ver o Luar, de Gil. Se o filme consegue sustentar o interesse do público por suas 1h20 de duração, é muito pelos momentos em que sabe transcender as limitações que suas origens teatrais poderiam impor para abraçar a riqueza da linguagem cinematográfica para contar sua história. Nota: 3/5

  • Crítica | Eles Vão Te Matar (2026)

    Aventura, terror e comédia se misturam em filme divertido com referências claras e sem grandes pretensões. Imagem: Divulgação Uma mulher responde a um anúncio enigmático para uma vaga de governanta em um luxuoso e sombrio arranha-céu em Nova York. Ao chegar, ela descobre que moradores desapareceram sem deixar rastros por décadas, alimentando boatos de um segredo maligno escondido nas sombras. O longa Eles Vão Te Matar deixa evidente desde seus primeiros minutos que não pretende se esconder atrás de sutilezas. Sob a direção de Kirill Sokolov, a obra abraça um estilo exagerado e energético, assumindo suas inspirações sem receio. É a produção pós-Kill Bill que mais exalta a energia Kill Bill descaradamente. E isto se encontra não apenas na violência estilizada, mas também na cadência das cenas de ação e no gosto por composições visuais marcantes com forte influência do cinema oriental. A cenografia é um dos trunfos da experiência, com ambientes que não apenas servem de pano de fundo, mas impulsionam a narrativa. O prédio ganha vida como um personagem próprio, repleto de detalhes e enquadramentos quase que teatrais, que enriquecem a sensação de mistério e perigo constante. Esse cuidado visual somado a um desenho de som límpido, que valoriza cada impacto, cada passo e cada momento de tensão, contribui para a imersão do espectador. Outro destaque é o trabalho de câmera, ágil e preciso, que acompanha o ritmo frenético da trama sem perder clareza. Os movimentos ajudam a construir momentos chave com eficiência, especialmente nas sequências de ação, onde a coreografia violenta ganha ainda mais força. Há um senso de timing bem ajustado, que mantém o público envolvido mesmo quando a narrativa decide abraçar o caos. Imagem: Divulgação Ainda assim, o filme claramente passa do ponto em alguns momentos, tanto nos efeitos visuais quanto nos efeitos práticos, o que não é exatamente um problema, mas também não ajuda na contenção dos limites imaginários na narrativa. O exagero é constante e por vezes quase caricatural, mas curiosamente isso se transforma em parte essencial do charme do longa. Em um cenário atual marcado por produções mais padronizadas, essa ousadia acaba funcionando como um diferencial e oferece algo que foge do previsível. O elenco acompanha esse espírito com entusiasmo visível. Há um senso de diversão coletiva, como se todos estivessem plenamente conscientes da bagunça institucionalizada proposta pelo nem sempre tão forte roteiro. O texto tem sim seus cutucões sociais também escrachados, mas escolhe não se aprofundar tanto nesta abordagem. As atuações exigem entrega física e isso aparece em cena, aliás um trabalho espetacular da equipe de dublês, tornando as situações-absurdo mais memoráveis e mais impactantes. É um tipo de filme que não surge mais com frequência, quase artesanal em sua construção, mas que consegue imprimir personalidade e originalidade mesmo apoiado em referências tão explícitas. Nota: 3,5/5

  • Entrevista | “Os verdadeiros monstros estão entre nós”: Takehiro Hira fala sobre “Monarch: Legacy of Monsters”

    Ator japonês discutiu o drama humano na série, ambientada no universo da franquia Monsterverse. Divulgação [Contém spoilers da primeira temporada e dos episódios já lançados da segunda temporada.] Em um mundo no qual monstros colossais se digladiam entre si, que lugar o ser humano ainda é capaz de ocupar? Essa pergunta é talvez a essência de Monarch: Legacy of Monsters, série da AppleTV que integra a franquia Monsterverse e cuja segunda temporada está atualmente em exibição. Ambientada após os eventos de Godzilla (2014), a série acompanha os meios-irmãos Cate (Anna Sawai) e Kentaro (Ren Watabe), os quais descobrem a existência um do outro após o desaparecimento do pai Hiroshi (Takehiro Hira), o qual manteve em segredo por décadas a informação de que tinha duas famílias. A partir daí, os irmãos são auxiliados pela ex-namorada de Kentaro, May (Kiersey Clemmons), para descobrirem os segredos do pai, os que o leva a se envolver tanto com a Monarch, a misteriosa organização que monitora monstros como Godzilla e King Kong – os quais são chamados de Titãs –, quanto com um velho amigo de Hiroshi, o coronel Lee Shaw (Kurt Russell). Enquanto isso, no passado, um jovem Lee (Wyatt Russell) conhece os cientistas Keiko (Mari Yamamoto) – mãe de Hiroshi – e Bill Randa (Anders Holm), e suas descobertas e investigações não apenas ajudam a fundar a Monarch, como reverberam nos eventos do presente. O Oxente Pipoca teve a oportunidade de entrevistar Takehiro Hira para falar mais sobre sua participação na série. O ator de 51 anos nasceu em Tóquio e já conta com vinte anos de carreira, e entre seus papéis de destaque estão a série britânica Giri/Haji (que conta com um elenco tanto britânico quanto japonês) e mais recentemente Xogum, pela qual foi indicado ao Emmy de Melhor Ator Coadjuvante – e onde também contracenou com Anna Sawai, que ganhou o Emmy de Melhor Atriz pela série. Questionado sobre o dilema enfrentado por Hiroshi a respeito das duas mulheres que amou e as duas famílias que constituiu, Hira destacou que, embora fosse fácil julgar seu personagem por estas ações, era importante lembrar que ele vem de uma longa linhagem de abandonos: primeiro por sua mãe, que supostamente morreu (embora descubramos ao final da primeira temporada que ela ficou presa por décadas no Axis Mundi, um mundo no interior da terra de onde vêm os Titãs); depois por Lee, também perdido no Axis Mundi; e então por seu padrasto Bill, que o negligenciou e o abandonou para seguir na sua busca pelos Titãs (e também por descobrir que Keiko teve um caso extraconjugal com Lee). “Acho que ele simplesmente procurou por qualquer tipo de amor ou carinho que pudesse conseguir. Tanto com sua esposa no Japão quanto nos EUA, acho que ele foi sincero naquele momento, ele amava aquelas mulheres e não estava tentando enganar ninguém, mas ele simplesmente não pensou muito, apenas, seguiu seu instinto”, disse Hira. Para o ator, a descoberta por parte de Hiroshi de que sua mãe Keiko traiu Bill com Lee no passado o enfureceu, mas não era algo pelo qual ela pode culpá-la, já que também fez a mesma coisa. Divulgação Devido às origens japonesas de Godzilla, há um esforço constante em Monarch não só de ambientar parte da sua trama em Tóquio – onde Hiroshi viveu parte da sua vida, e onde vivem Kentaro e sua mãe, assim como May – mas também de constituir uma parte significativa do elenco com atores japoneses ou de ascendência japonesa. Para Hira, como os atores e atrizes japoneses são bilíngues, conseguiam se sentir à vontade para falar tanto em japonês e inglês, mas era inegável que ao falarem em sua língua nativa se sentiam “mais próximos do coração”. Ele inclusive relatou uma anedota ligado ao quinto episódio da atual temporada, o qual foi intitulado Furusato em referência a uma antiga canção de ninar japonesa. Segundo ele, a ideia para usar a música partiu de Mari Yamamoto (intérprete de Keiko). “Então não se trata só da língua, mas da música, aquela música antiga que praticamente todo mundo no Japão conhece, que ressoa tanto em nós. Então, foi um momento realmente especial no final da vida de Hiroshi. A família se reuniu e não só conversou em japonês, mas também cantou a música que costumava cantar quando eram crianças”, afirmou. Por fim, Hira refletiu sobre mesmo como numa série onde se vê monstros e criaturas como Godzilla, King Kong ou Titã X (o “antagonista” da segunda temporada), questões ligadas à nossa realidade ainda se fazem presentes. “Nós japoneses às vezes usamos o Godzilla como metáfora para a sociedade, especialmente depois da guerra e depois daquela história do Godzilla ter ingerido radiação e tudo mais. E acho que na série a gente estava lutando ou tentando descobrir o que o Titã X ou aqueles monstros queriam fazer, mas, no final, os verdadeiros monstros estão entre nós”, pontuou Hira. Para o ator, a luta dos personagens contra a ganância corporativa da Apex Cybernetics, empresa rival da Monarch no universo da franquia, e a busca constante das pessoas por mais poder ao ponto de se tornarem mais monstruosas que os próprios monstros do universo, revela muitas metáforas sobre nosso mundo atual. A segunda temporada de Monarch: Legacy of Monsters segue em exibição, com os episódios saindo toda quinta-feira às 22h.

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