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  • Foto do escritorGabriel Sousa

Crítica | Anatomia de uma Queda (TIFF 2023)

Atualizado: 13 de out. de 2023

O ganhador da Palma de Ouro é um prato cheio para os fãs de dramas de corte

Foto: divulgação


Após a extraordinária experiência com Saint Omer, somos agora convidados a adentrar novamente nos corredores dos tribunais franceses, desta vez para testemunhar um intrigante caso de homicídio. Anatomia de uma Queda, que surpreendeu o Festival de Cannes, nos transporta para a história de Sandra, uma mulher acusada de ser a responsável pela morte de seu próprio marido.


O filme apresenta diversas qualidades, com destaque para a brilhante atuação de Sandra Hüller no papel principal, uma interpretação que praticamente sustenta toda a produção. Além de proporcionar entretenimento intenso que mantém o espectador à beira de seu assento, o longa também o convida a assumir um papel ativo como membro do júri virtual. No entanto, é importante notar que, apesar de suas virtudes, o filme não inova no gênero e, em alguns momentos, se afasta do universo que construiu.


Como mencionado anteriormente, se há uma razão para assistir Anatomia de uma Queda, essa é a atuação de Hüller. Ela consegue dar vida à sua personagem de forma sensível e realista, demonstrando uma capacidade de se tornar intensa quando necessário. Um exemplo notável é um monólogo que se destaca pela excepcional performance e direção, habilmente selecionando o que apresentar ao público. Esse momento não apenas realça sua atuação, mas também enriquece a narrativa do filme.

Foto: divulgação


Os demais membros do elenco também desempenham seus papéis com competência, porém, nenhum deles se equipara à protagonista. No entanto, uma das questões que me incomodou no filme foi o personagem de Milo Machado Graner, o filho de Sandra. Embora ele tenha realizado uma atuação notável, especialmente considerando sua idade, algumas das ações de seu personagem parecem não condizer com a faixa etária que representa.


O longa possui uma montagem habilidosa que equilibra efetivamente o ritmo entre os eventos no tribunal e os aspectos pessoais da protagonista e sua família. Mas, lamentavelmente, há um ponto na trama em que os argumentos começam a se tornar um tanto exaustivos, especialmente após o impressionante monólogo de Hüller. Felizmente, ele recupera o ímpeto ao introduzir um novo clímax que conduz a história até sua conclusão de forma satisfatória.


Anatomia de uma Queda é um filme incrível para todos os amantes de dramas judiciais, embora não traga inovações ao gênero. A produção conta com uma escalação de elenco perfeita, embora apresente algumas incoerências em relação ao universo da história.


Nota: 4/5

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