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Cineasta sergipano é selecionado por programa da Warner Bros. Discovery voltado a documentaristas negros

  • Foto do escritor: Oxente Pipoca
    Oxente Pipoca
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Fellipe Paixão integrou grupo de 10 profissionais escolhidos entre 596 inscritos em iniciativa voltada ao desenvolvimento de carreiras e projetos no audiovisual.

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

O cineasta sergipano Fellipe Paixão foi um dos dez participantes selecionados para a 3ª edição do programa Narrativas Negras Não Contadas — Black Brazil Unspoken, iniciativa da Warner Bros. Discovery voltada ao desenvolvimento e aceleração de carreira de documentaristas negros no Brasil.


Com 596 projetos inscritos de diferentes regiões do país, o processo seletivo escolheu profissionais com base no potencial criativo, relevância das propostas e conexão com o público contemporâneo. Ao longo de dois meses, os participantes passaram por uma jornada intensiva de formação, com mentorias, workshops e acompanhamento de especialistas da indústria audiovisual e executivos da companhia.


O realizador foi selecionado com o projeto Rainhas da Palavra, documentário que fala sobre o protagonismo negro feminino na construção do slam (competições de poesia falada) em Sergipe, articulando performance, poesia e a construção de uma cena cultural no estado.


“Eu tento manter os pés no chão sobre o que significa esse tipo de seleção, mas, ao mesmo tempo, entendo como um marco importante na minha trajetória. Para quem está construindo a carreira, esse reconhecimento funciona como um validador dentro da indústria. Também me interessa a possibilidade de dialogar com um público mais amplo, de pensar um cinema que circule para além de nichos, sem abrir mão de uma perspectiva autoral”, afirma.


Natural de Tabocas, povoado de Nossa Senhora do Socorro, Fellipe atua como diretor, roteirista e diretor de arte, com formação em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e especialização em Direção de Arte pelo Ateliê Bucareste de Cinema. É membro fundador do coletivo Agora Seremos, que desenvolve projetos audiovisuais colaborativos em contextos periféricos, articulando cinema, território, memória e formação.


Sua trajetória recente inclui a codireção do curta-metragem ALIVE (2024), selecionado para a Mostra de Cinema de Tiradentes e o Festival de Gramado, além da participação no Laboratório Universitário do Nordeste Lab, onde foi premiado pelo YouTube Brasil para a realização do curta Pretinha (2025), centrado em masculinidades negras e juventude periférica sergipana.


Fellipe também assina a direção de arte do curta Óleo, produção sergipana selecionada para o Festival de Cannes. Entre seus projetos em desenvolvimento, o cineasta finaliza o curta Fotopintura, que investiga memória e fabulação a partir de arquivos familiares, explorando a materialidade da imagem em película Super 8. Paralelamente, trabalha na realização de seu primeiro longa-metragem e na continuidade de projetos autorais voltados ao cinema ensaístico e territorial.


A participação no programa da Warner Bros. Discovery marca um novo momento na trajetória do cineasta, ampliando sua inserção em circuitos de desenvolvimento e reforçando a presença de realizadores sergipanos em iniciativas nacionais do audiovisual.

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