Coluna | O Mês em Série: Fevereiro
- Filipe Chaves

- 4 de mar.
- 12 min de leitura
Fevereiro pipocou de estreias e grandes episódios. Tudo foi bom? Infelizmente não

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Comecinho de março, mas vou falar sobre o que estreou de bom e não tão bom em fevereiro. Tivemos alguns sucessos imediatos como Love Story: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bassette, o fenômeno Heated Rivalry finalmente chegou ao Brasil, Industry e O Cavaleiro dos Sete Reinos encerraram suas temporadas em grande estilo. Paradise retornou com sua 2ª temporada e uma surpresa positiva da Marvel com Magnum, que estreou em janeiro, mas eu só consegui ver agora. E claro, também não faltaram minisséries genéricas como 56 Dias e Vanished. Enfim, vamos lá que tem muita coisa para comentar (sem spoilers) além dessas.
📺 Séries comentadas neste mês:
O Cavaleiro dos Sete Reinos - 1ª temporada (HBO Max)
The Beauty: Lindos de Morrer - 1ª temporada (Disney+)
Love Story: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bassette (Disney+)
Fallout - 2ª temporada (Prime Video)
Falando a Real - 3ª temporada (Apple TV)
Industry - 4ª temporada (HBO Max)
Devil in Disguise: John Wayne Gacy (Prime Video)
De Belfast ao Paraíso - 1ª temporada (Netflix)
The Pitt - 2ª temporada (HBO Max)
Magnum (Disney+)
Memory of a Killer - 1ª temporada (HBO Max)
Paradise - 2ª temporada (Disney+)
Heated Rivalry - 1ª temporada (HBO Max)
O Agente Noturno - 3ª temporada (Netflix)
56 Dias (Prime Video)
Vanished (MGM+)
Tell Me Lies (Disney+)
Sessão Flashback: Scrubs (Disney+)
Com isso, vamos lá...

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O Cavaleiro dos Sete Reinos
1ª temporada (HBO Max)
Cara, que bela surpresa. O Universo GOT ainda é capaz de ter boas histórias sem partir para a megalomania. A série é pé no chão e a temporada foi escalonando em um ritmo delicioso. Das surpresas do terceiro episódio quando se revela a identidade de Egg até o brilhante quinto, onde acontece a batalha julgamento dos sete, a produção estava brilhante. Ter uma base bem construída é essencial para a fluidez da trama e a conexão com os personagens, sem querer apenas chocar por chocar, mas realmente deixar um impacto. E conseguiu. O último episódio, mais calmo que o anterior, lida com as consequências e prepara o terreno para a vindoura 2ª temporada e digo que me deixou bastante ansioso para as próximas aventuras de Dunk e Egg, sem perder o humor e o deixando bem equilibrado com a violência e a sensação de risco.

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The Beauty: Lindos de Morrer
1ª temporada, episódios 1-6 (Disney+)
Galera, Ryan Murphy não se cria comigo. Fiz o teste dos seis com essa série – que basicamente consiste em ver seis episódios antes de desistir. Vi o piloto e até curti esta versão de “A Substância”, mas a medida que avança, vai caindo nos exageros de cafonice que as tramas que Murphy escreve estão habituadas, ao mesmo tempo que parece não haver avanço e só me soam extremamente apelativas para fisgar a audiência de alguma forma e sempre usando de um texto mega expositivo subestimando ainda a nossa inteligência. Só um desespero para chocar que só me leva a crer que ele quer um “falem mal, mas falem de mim”. Eu paro de falar por aqui porque sem tempo, irmão!

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Love Story: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bassette
1ª temporada, episódios 1-5 (Disney+)
Então, com esta sempre presente desconfiança de Ryan Murphy, fui conferir Love Story com os dois pés atrás. Para minha surpresa e felicidade, estava sentindo falta dos maneirismos habituais de Murphy e fui pesquisar: ele não escreveu ou dirigiu nenhum episódio, atuou apenas como produtor. Fui ficando cada vez mais envolvido com a história da qual eu não sabia nada. Sarah Pidgeon e Paul Anthony Kelly foram muito bem escalados para os protagonistas e dividem uma química absurda. Ela é extremamente talentosa, ele tem presença em cena, ainda que, sejamos honestos, não consegue acompanhá-la tanto. É o primeiro papel dele e isso é evidente, mas ele não passa vergonha pelo menos. O roteiro às vezes é um tanto didático e não oferece muita nuance, mas está sendo uma ótima experiência acompanhar os bastidores da elite de Nova York nos anos 90 e altos e baixos deste casal, que eu já tenho tanto apreço. A ambientação é fantástica e a trilha sonora é a cereja do bolo.

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Fallout
2ª temporada, Episódio 8 (Prime Video)
Usou um pouquinho demais do recurso “meu Deus, não tem mais escapatória! chega alguém para salvar na última hora”, mas foi um bom episódio, com algumas “despedidas” bem bonitas e acho que certas coisas machucam mais que a morte, principalmente em um mundo pós-apocalíptico. Já o reencontro de Maximus e Lucy, que já era esperado, não foi exatamente emocionante. A relação dos dois é muito frágil, não tem uma base sólida e se a série não investe neles, por que a audiência investiria? Mas a promessa de uma guerra me anima e ainda mais a nova jornada do Ghoul, que é, de longe, o melhor personagem.

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Falando a Real
3ª temporada, Episódios 2-5 (Apple TV)
O personagem do Brett Goldstein estava me incomodando mais que o normal. Eu já não gostava dele na 2ª temporada, mas havia uma razão para ele existir. Só que agora parece que ele só foi reinserido porque o Brett é um dos criadores e queria que ele estivesse. Felizmente Gabby também o detesta e fez um desabafo emocionante no 2º episódio, ele se tocou e foi embora, rs. No mais, a série continua de vento em poupa, fazendo e rir e dar aquela choradinha a cada fim de episódio. Harrison Ford está em uma das melhores atuações da carreira e o arco dele, especialmente nessa temporada, é emocionante. É como receber um abraço e rever amigos queridos toda terça-feira às 23h. Uma sessão de terapia diferenciada, rs.

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Industry
4ª temporada (HBO Max)
Até agora é a melhor série do ano, digo com máxima tranquilidade. Eu sempre adorei, mas é evidente o crescimento neste 4º ano, como está mais madura e sem hesitar de passar dos limites do que é indefensável – oi, Yasmin. A temporada gira em torno do Tender (que na minha visão de mega leigo seria uma espécie de banco digital, mas enfim) e das falcatruas que o CEO interpretado brilhantemente por Max Minghella está orquestrando. Claro que Harper, Eric, Henry e Yasmin estão envolvidos nisso, mas em lados opostos. Ainda que este seja o foco, a série jamais deixa de desenvolver os arcos individuais de cada personagem e faz isso com maestria, até para alguém tão alheio quanto Henry e dá a oportunidade e um material de qualidade para Kit Harrington mostrar do que realmente é capaz. Tudo isso nos leva ao coração da série: Harper e Yasmin. A relação complicada das duas finalmente chega a uma certa paz no belíssimo sétimo episódio, que funciona quase como uma despedida. No último, tudo se esvai quando uma delas toma um caminho sem volta. É triste, mas faz muito sentido onde cada uma termina a temporada e o terreno está mais que preparado para um excelente capítulo final. Eu poderia falar horas, mas a crítica do meu amigo Vinícius já está no ar e aconselho vocês a lerem.

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Devil in Disguise: John Wayne Gacy (Prime Video)
Estreou ano passado nos EUA, mas só este mês chegou ao Brasil. Para os fãs de true crime, é imperdível. A minissérie consegue te fazer lembrar True Detective (HBO), Black Bird (Apple TV) e Mindhunter (Netflix), ao abordar em seus oito episódios a mente do tenebroso psicopata, a investigação, o processo de defesa e acusação e ainda a família das vítimas e as próprias vítimas, a cada hora focando em um ou mais dos jovens rapazes assassinados. Não é apelativa, é sombria e impressionantemente não é atropelada ao trabalhar tantos aspectos, com exceção do último episódio em que o flashback da vítima se sobrepõe ao que está acontecendo no presente e o roteiro não trabalha bem nem um nem outro. Mas isso não tira a experiência angustiante, triste e revoltante que foi assistir à produção, que tem uma baita ambientação da época e desperta os mais diversos sentimentos.

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De Belfast ao Paraíso
1ª temporada (Netflix)
Se é da criadora de Derry Girls, já se imagina que venha coisa boa. O tipo de humor é muito parecido, escrachado, cheio de acidez e com uma pega no absurdo que eu adoro. Mas desta vez, a trama é centrada em três mulheres e há um mistério de assassinato pelo meio. Inovadora e revolucionária? Não, mas tudo é a forma como se faz. E aqui, para além da veia cômica da coisa, que já é um baita ponto positivo, os riscos são altos e as consequências para as escolhas das protagonistas realmente significam algo. E que protagonistas! Três atrizes fantásticas com personagens bem construídas e que dá gosto de acompanhar, além dos ótimos coadjuvantes que agregam bastante ao enredo. Umas das melhores do ano, vão por mim.

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The Pitt
2ª temporada, episódios 5-8 (HBO Max)
Vou confessar pra vocês que não tem um episódio de The Pitt que me decepcione. Mas tem alguns melhores do que outros e estes quatro em especial, focaram em pontos que realmente emocionam. A perda de um paciente querido, o que é, infelizmente, comum para tantos médicos, mas eu gosto como eles tratam aquilo com respeito e mesmo assim, são personagens que falham em outros aspectos, o que os faz ainda mais humanos. O destaque maior desta leva, foi na abordagem delicadíssima de uma moça que foi estuprada. Dana lidera a situação de forma tão cuidadosa, e é um tema tão difícil que quando ela quebra no final, é impossível não quebrar junto. E agora o novo problema do hospital: tudo voltou a ser analógico. Já tivemos um gostinho de toda a confusão e a tendência é aumentar ainda mais. É meu compromisso inadiável de toda quinta-feira e eu simplesmente não queria que acabasse.

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Magnum (Disney+)
Estreou no finalzinho de janeiro, eu só consegui ver há pouco e definitivamente não estava no meu bingo gostar de uma série da Marvel em pleno ano de 2026. Mas gente, é MUITO legal. É esperta, engraçada e ainda emociona. O protagonista é um aspirante a ator interpretado por Yahya Abdul-Mateen II (Watchmen) e talento e carisma não faltam para que a gente goste de e torça por ele. Esse aspecto da metalinguagem é o ponto mais alto da minissérie e ele é inserido de uma forma muito criativa no texto. O lado Marvel da coisa fica para uma conspiração governamental que busca descobrir se um personagem realmente tem poderes. Para isso, os agentes usam do personagem de Ben Kingsley que apareceu em Homem de Ferro 3 como o falso Mandarim. A conexão é uma bela sacada para a trama, mas não é necessário que você assista ao filme para entender. É independente e são oito episódios de meia hora cada que são uma delícia de acompanhar.

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Memory of a Killer
1ª temporada, episódios 1 e 2 (HBO Max)
Um assassino por encomenda com início de alzheimer feito por Patrick Dempsey é uma premissa que me chamou atenção e só por ela a gente já sabe que há muito em jogo. No entanto, fica só por aí mesmo. Os episódios que apresentam a narrativa são absurdamente genéricos e automáticos, não têm sal, nem açúcar, nem graça. Gosto de Dempsey, e ainda tem Michael Imperioli (Christopher de The Sopranos) no elenco, mas isso não é suficiente e eles não conseguem fazer milagre com uma coisa que parece ser feita para não despertar qualquer interesse. Eu paro por aqui e não acho que a série terá vida longa.

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Paradise
2ª temporada, episódios 1-4 (Disney+)
Eu tenho meus problemas com a temporada anterior e já falei deles na crítica que fiz aqui no site, mas tem coisas que realmente me agradam. O primeiro episódio deste ano foi um dos meus favoritos (junto com o sétimo da 1ª), centrado na nova personagem de Shailene Woodley e apresentando uma perspectiva diferente do que restou do mundo fora do bunker – e tudo parece mais interessante fora do que dentro. O segundo volta a Xavier e é um clichê atrás do outro com o tédio predominando, mas tudo bem. É no terceiro que toda crítica que eu fiz volta à tona. Quando voltamos ao bunker, as reviravoltas estapafúrdias tomam conta do enredo novamente e a ânsia por chocar toma conta no lugar de desenvolver bem a trama. O quarto episódio foi exibido ontem, já março, mas se eu já assisti, não posso fingir que não. Emocionante e com uma certa intensidade focando novamente na personagem de Woodley, a trama se divide com um flashback desnecessário que tem uma clara tentativa de te fazer chorar com um paralelo com o presente, mas falha porque o presente é o que realmente importava nesse contexto e ali é que se conseguiu realmente comover.

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Heated Rivalry
1ª temporada (HBO Max)
O fenômeno que deixou o mundo todo em polvorosa chegou ao Brasil e só agora eu assisti. Naturalmente, por todo o hype que há, estava com alguma expectativa. Infelizmente não foram atingidas e a série é só mais uma com um casal “shippavel”. Eles têm química? Inegavelmente, mas isso não é suficiente para disfarçar a pobreza do texto que parece ser escrito por alguém de 15 anos. Os avanços constantes na trama, principalmente nos dois péssimos primeiros episódios, não ajudam a criar uma conexão com os protagonistas. A partir do terceiro, quando outros personagens entram em campo (com o perdão do trocadilho porque o esporte é um mero pano de fundo), há uma leve melhora, mas é tudo tão rápido que não há muita evolução. O famigerado quinto episódio realmente é o melhor, mas tal qual a série como um todo, é uma empolgação exagerada para algo que não oferece profundidade e ter somente seis episódios prejudica ainda mais neste caso. É só mais uma que não justifica todo o alvoroço por ela. Pelo menos não pela maneira como a história é contada, o que para mim é o principal e deixa tudo extremamente maçante de se acompanhar.

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O Agente Noturno
3ª temporada (Netflix)
Só de melhorar em relação a 2ª temporada já é bom, mas ainda não tem o carisma da 1ª. Os dez episódios até prendem a atenção, mas a trama em si – que lembra um pouco a espetacular 5ª temporada de 24 Horas – não consegue escapar das próprias armadilhas de tentar se renovar em alguns arcos durante os 10 episódios, enquanto introduz novos personagens e não consegue administrar bem a função de cada um. Temos alguns bons nomes que merecem destaque como Stephen Moyer (de True Blood) e Jennifer Morrison (de House e Once Upon a Time) e contribuem com o avanço da série. Há boas sequências de ação como perseguições, tiroteios e lutas corpo a corpo, o que empolga e disfarça um enredo que alguém já fez melhor em outro lugar.

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56 Dias (Prime Video)
Um jovem casal sensual não é o que parece e há um mistério de assassinato pelo meio. Você com certeza já viu essa sinopse em algum lugar. Não? Mas a maneira que a minissérie se desenrola com certeza você já viu. Eu confesso que achei que seria pior e o primeiro episódio realmente é instigante, com o casal de Dove Cameron e Avan Jorgia se conhecendo e escondendo o jogo e a narrativa não linear – a história é contada de trás para frente – mostra que há um corpo em decomposição no apartamento do rapaz. Bom, se houvesse menos episódios seria melhor porque definitivamente não há trama para oito episódios, o que só deixa a produção inchada e pouco fluida. Cameron e Jorgia têm química, porém enquanto ele é um tanto apático, ela parece estar na escola Sofia Carson de atuação, querendo mostrar que é linda e sensual o tempo todo, sem nada muito além.

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Vanished (MGM+)
Falando em minisséries genéricas, Sam Claflin desaparece em um trem na França e sua namorada Kaley Cuoco fica desesperada em busca dele e acaba caindo em uma perigosa rede de intrigas. A premissa parece sair do ChatGTP porque toda a história também. Mesmo só tendo quatro episódios de 40 e poucos minutos cada, é cansativa como tudo vai se repetindo e as reviravoltas são previstas a quilômetros. Puro suco de série feita para algoritmo, mas não consegue nem oferecer um mero entretenimento.

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Tell Me Lies (Disney+)
Na coluna do mês passado falei sobre uma série que estava assistindo, mas não disse o nome. Agora vocês já sabem, rs. Nos anos 2000, usávamos muito o termo guilty pleasure (ou prazer culposo, traduzindo). Hoje em dia, pouco se usa, mas é perfeito para definir esta série que não é o suprassumo da qualidade, mas é viciante e não pensar em nada era exatamente o que eu precisava quando dei play. Eu gosto muito de séries adolescentes e se os personagens forem péssimas pessoas, melhor ainda. Todo mundo pega todo mundo, todo mundo se trai e há alguns temas mais pesados que são abordados, como o relacionamento extremamente abusivo entre os protagonistas. Nada é muito profundo, mas não fazem um desserviço, digamos assim, e o entretenimento está sempre em alta com os segredos e mentiras do grupo de amigos. A 3ª e última temporada começa chatinha, mas do meio pro fim entra no rumo de novo e termina de uma maneira agridoce, rindo de si mesma ao som de Toxic. Nada poderia ser mais apropriado.
Sessão Flashback:
Inaugurando esta sessão aqui na coluna porque sempre estou assistindo a alguma série que já terminou e acho que sempre vale a indicação do que é bom, independente da época que ela é.

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Scrubs (2001-2010)
Sim, a série voltou, mas como eu só tinha assistido episódios aleatórios no Canal Sony antigamente, resolvi ver na ordem certa e que delícia. É a típica “série do almoço” (não entendam isso como série para não prestar atenção, por favor), porque é leve, engraçada e sabe tocar em assuntos pertinentes sem perder o tom, ainda conseguindo emocionar. É de Bill Lawrence (criador de Ted Lasso e Falando a Real), então você já sabe o que vai encontrar se quiser dar uma chance. Ainda estou terminando a 1ª temporada – são nove – e a verdade é que até economizo episódios. Ver sem pressa de acabar é uma escolha sábia nesse caso, vai por mim.
Nos próximos capítulos...

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A coisa deve começar a pegar fogo em The Pitt e teremos os últimos episódios de Paradise. Jovem Sherlock estreia no Prime Video neste começo do mês e eu estou bem curioso para conferir Juntas e Separadas, nova série do Globoplay. Ainda teremos Scarpetta, nova série com Nicole Kidman, a mulher que mais trabalha no mundo, e Vladimir, estrelada por Rachel Weisz, minissérie da Netflix. Enfim, e tantas coisas mais… até mês que vem!



















