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Coluna | O Mês em Série: Janeiro

  • Foto do escritor: Filipe Chaves
    Filipe Chaves
  • há 10 horas
  • 7 min de leitura

Comentando os retornos e estreias do mês, entre minisséries que causaram alvoroço e boas séries que ainda passam despercebidas


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Inaugurando este novo quadro aqui no site onde eu, Filipe, vou comentar as séries que estrearam no mês, sejam novas ou veteranas, dizendo o que achei da temporada ou dos episódios que foram exibidos até então de uma maneira mais leve. O que eu não conseguir assistir no mês (como The Beauty, por exemplo), será comentado no próximo e assim por diante.


Em janeiro tivemos o burburinho causado por All Her Fault, que é do ano passado, mas chegou este mês no Prime Video. Na mesma pegada, ainda que em uma proporção menor talvez, Dele & Dela, chegou à Netflix. A vencedora do Emmy The Pitt retornou com sua 2ª temporada na HBO Max e Industry voltou com tudo para sua 4ª na HBO. Tivemos também os episódios finais das segundas temporadas de Percy Jackson e Fallout (o penúltimo até a data de hoje, 2 de fevereiro, quando o último será exibido) e deram uma guinada na coisa. E outras coisas mais, que comentarei abaixo, sem spoilers.


📺 Séries comentadas neste mês:


• O Gerente da Noite – 2ª temporada (Prime Video)

• The Pitt – 2ª temporada (HBO Max)

• Industry – 4ª temporada (HBO)

• O Cavaleiro dos Sete Reinos – 1ª temporada (HBO)

• Percy Jackson – 2ª temporada (Disney+)

• Fallout – 2ª temporada (Prime Video)

• Girl Taken (Paramount+)

• O Roubo (Prime Video)

• Falando a Real – 3ª temporada (Apple TV)

• Dele & Dela (Netflix)

• All Her Fault (Prime Video)


Com isso, vamos lá...


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O Gerente da Noite

2ª temporada | Prime Video


Depois de 10 anos, o retorno. Sim, porque sabemos que era mais uma minissérie que se transformou em série e já está renovada para a 3ª temporada. Ainda que inferior à temporada de estreia, a série é uma espionagem envolvente de se acompanhar, mesmo que quase todo contorno seja extremamente previsível. São seis episódios, a trama é ágil e o elenco é ótimo, com destaque para Tom Hiddleston e Diego Calva. Camila Morrone é linda, mas é evidente sua limitação diante dos colegas mais talentosos e Olivia Colman foi só uma participação de luxo. A história poderia ser nova, mas prefere fazer conexões com o passado e com a quantidade de ganchos deixados no último episódio, a 3ª seguirá na mesma pegada. Resta esperar e saber se haverá fôlego para mais.


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The Pitt

2ª temporada (episódios 1–4) | HBO Max


Voltou uma delícia, como sempre. Ainda que sem nenhum evento principal, afinal é apenas o começo do dia e mesmo em feriado as pessoas começam a festejar depois, né? Mas o movimento no hospital não para, os casos continuam inteligentes, alguns até engraçados e a dinâmica dos personagens é fantástica de se acompanhar. Isso é crucial em uma série como The Pitt, que é feita por quem realmente entende de televisão e a força da mídia: fazer o telespectador gostar de passar tempo com aquelas pessoas sem se importar somente com o próximo choque ou reviravolta. Vem aí, mas tem uma construção forte para se ter de base. Toda quinta é meu programa favorito e saber que ainda tenho onze semanas com Dr. Robby e cia. é uma maravilha.


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Industry

4ª temporada (episódios 1–3) | HBO Max


O tanto que eu gosto dessa série e fico feliz que finalmente ela está tendo mais visibilidade. A temporada começou com o pé na porta, mesmo que o tabuleiro ainda esteja sendo montado para mais um embate entre Yasmin e Harper. Ninguém presta ali e eu gosto de todo mundo, rs. Inclusive, o melhor episódio até então foi o 2º, centrado no casamento turbulento de Yas e mais ainda em seu marido, Henry, um aristocrata mimado que rendeu uma montanha russa alucinante e deu mais profundidade ao personagem e – olha que eu achei que nunca ia dizer isso – uma bela atuação de Kit Harrington. É bom demais saber que tem série boa todo domingo na HBO e Industry tá se encaminhando para sua melhor temporada, o que não é fácil já que a 3ª também foi divertidíssima.


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O Cavaleiro dos Sete Reinos

1ª temporada (episódios 1–2) | HBO Max


E falando em domingo na HBO, temos mais uma série do Universo Game of Thrones, mas desta vez com uma pegada cômica e mais leve, o que me agrada bastante. A luta não é pelo trono de ferro, mas é a história de um rapaz e um menino desamparados pela vida e em busca de algo que a faça valer a pena em Westeros, basicamente. O primeiro episódio não me disse tanto a que veio, mas ainda curti, principalmente o humor mais escrachado. No segundo, a trama começa a tomar mais forma e a construção da relação entre Dunk e Egg ganha mais potência, gostei bastante e me animou a continuar vendo essa aventura de meia hora semanal.


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Percy Jackson e os Olimpianos

2ª temporada | Disney+


A série é a prova cabal de que para uma adaptação ser boa, não basta ela ser fiel. A temporada começa com o mesmo problema da anterior, nada parece empolgar e a sensação de assistir uma luta em meio a uma corrida é a mesma de olhar uma parede branca. Apatia define. No entanto, os episódios finais ganharam uma tração maior na montagem e direção, com riscos que realmente pareçam palpáveis, que ofereçam perigo, o que andava em falta no começo. Deixa uma ponta de esperança para que os ponteiros se acertem na 3ª temporada e o potencial do material fonte realmente seja atingido. A mídia televisiva permite que haja tempo para aprofundar a história e os personagens, então não basta apenas jogar informações sem que elas sejam desenvolvidas.


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Fallout

2ª temporada (episódios 4–7) | Prime Video


Depois de uma sólida 1ª temporada, a série retornou morna. Nem quente, nem fria, mas com alguns momentos inspirados, que não passavam de momentos apenas. Mas ao investir na relação entre o Ghoul e Lucy, o roteiro construiu uma base para a melhora nos episódios que foram exibidos neste mês. Entre traições e reviravoltas do passado, o mundo pós-apocalíptico se mostra cada vez mais perigoso para aqueles que tentam sobreviver a ele, com um vilão de Justin Theroux que se mostrou uma bela adição à esta equação. Alguns personagens ainda continuam chatos, como é o caso de Maximus, enquanto outros coadjuvantes ganham destaque, como Stephanie, e as histórias que estavam soltas, aparentemente se conectarão no último episódio que irá ao ar hoje. Estou ansioso.


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Girl Taken

Minissérie | Paramount+


Das minisséries estreantes do mês, esta é a melhor e que menos causou burburinho. Protagonizada pelo excelente Alfie Allen (Theon de Game of Thrones) como um professor que sequestra uma aluna em uma pequena cidade do Reino Unido. O suspense é mantido em alta até o fim, os desdobramentos fazem sentido e ganham escopo porque vão além de uma mera obsessão de um homem cometendo atrocidades, é chocante, é forte e emocionante. São seis episódios que valem a pena.


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O Roubo

Minissérie | Prime Video


Mais uma estrelada por uma ex-Game of Thrones. Desta vez, Sophie Turner (a Sansa) trabalha em um banco de investimentos em Londres, onde ocorre um mega assalto. O primeiro episódio é ótimo, quando o fato acontece, mas já deixa a desconfiança se tem história para mais cinco. A impressão de que a minissérie poderia ter sido um filme é confirmada, mas não dá para dizer que é um martírio assistir, já que pelo menos os episódios não são longos. Assistível, porém esquecível.


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Falando a Real

3ª temporada (episódio 1) | Apple TV+


Quando eu vi que o episódio tinha 1 hora de duração já virei o olho e fiquei receoso de virar mais uma comédia que se alonga demais e perde o rumo (sim, estou falando com você, 3ª temporada de Ted Lasso). Porém, felizmente, o episódio passou voando e foi uma delícia, como sempre. A mistura de riso e choro, com personagens mega carismáticos que dão gosto de acompanhar continua em alta. Tirando umas piadas exageradamente bobas – tipo aquela de Jimmy quando a filha está prestes a bater uma falta no futebol –, tem tudo para ser mais uma bela temporada.


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Dele & Dela

Minissérie | Netflix


Então, finalmente, vamos falar das minisséries que causaram um alvoroço nas redes por causa dele: o plot twist. A primeira aqui, protagonizada por Tessa Thompson e Jon Bernthal faz um check list de todos os clichês de “história de assassinato de uma mulher em uma cidade pequena” e tudo bem. Entretém. Claro, no final há a famigerada reviravolta super imprevisível que não faz muito sentido e uma montagem marota tentando dar algum sentido. O ponto é que ela só quer chocar e ser comentada. Funciona por algum tempo, mas sem profundidade, não há impacto e o choque pelo choque só faz dela mais uma produção esquecida em três meses. É a tal minissérie de algoritmo e muitas outras virão.


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All Her Fault

Minissérie | Prime Video


E enfim chegamos a este fenômeno atual. Uma embalagem vazia. Deixei por último, propositalmente, e entendo como é fácil se envolver com All Her Fault porque ela é feita para prender sua atenção. O primeiro episódio já te joga no olho do furacão e em, possivelmente, um dos piores dias na vida de qualquer mãe: seu filho sumiu. O desespero é palpável ali e Sarah Snook está espetacular no papel, assim como a maior parte do elenco. A produção é caprichada na ambientação daquele mundo dos ricos, mas o texto é de uma pobreza tremenda, sem qualquer sutileza, e a elegância fica só para as mansões e figurinos. O que é uma pena. Claro que é fácil assistir uma série que é feita unicamente de reviravoltas, por mais descabidas que elas sejam, mas pra mim isso não é suficiente. Há uma tentativa de deixar uma “mensagem” do quanto as mães são culpabilizadas injustamente – o título, dã –, mas isso é feito da maneira mais rasa possível, servindo apenas de muleta para a sucessão de choques gratuitos no enredo e vai assim até o fim. Eu vi gente comentando que parecia Big Little Lies, mas é só na casca mesmo e falta muito para chegar no patamar daquela 1ª temporada (que deveria ter sido a única, vamos combinar).


Ps: Eu sei que a queridinha Bridgerton retornou com sua 4ª temporada, mas por aqui neste post vocês não vão vê-la, porque eu tentei ver 3 episódios da série e achei um saco. Porém, minha colega Gabriella fará a crítica, então os fãs não ficarão desamparados.



Nos próximos capítulos...


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Então é isto. Mês que vem tem The Beauty, que eu ainda não consegui ver. As estreias de Vanished, Love Story, novos episódios de The Pitt, Industry, O Cavaleiro dos Sete Reinos, Falando a Real e muito mais. Ah sim, e outra série que está na 3ª temporada, mas eu só comecei a ver este ano. Mês que vem eu conto qual é, para combinar com a temática da coluna, vou deixar de gancho, rs.

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