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  • Foto do escritorDavid Shelter

Crítica | Órfã 2: A Origem

A sequência que ninguém esperava que fosse existir.

Divulgação


Desde o ano passado, uma enorme safra de bons filmes de terror pode ser vista nos cinemas e streamings, desde reviver franquias amadas a novas trilogias, o catálogo e a qualidade vem se tornando exponencial. No meio disso tudo veio algo que provavelmente ninguém esperava; um segundo longa sobre Esther, ‘A Órfã’, que conquistou o público em 2009 pelo teor da sua história e a reviravolta empolgante envolvendo a protagonista. No que tange a essa prequela protagonizada por Isabelle Fuhrman, o maior questionamento levantado foi: o que um novo filme sobre uma personagem com um plot já revelado poderia trazer como novidade? Essa é, com certeza, o que move Órfã 2: A Origem.


Como já é de conhecimento geral, Esther não é órfã e muito menos criança, seu nome verdadeiro é Leena, e é assim que a vemos no início deste segundo filme, que se passa anos antes dos eventos do anterior. O público é levado até a Estônia, onde vemos pela primeira vez Leena no Instituto Saarne, uma clínica psiquiátrica onde ela foi internada após cometer assassinatos. A partir daí não há muita novidade, a vemos trilhar seu caminho até se transformar em Esther, uma garota que até então havia desaparecido nos EUA e ela tomou proveito disso para fugir para a América do Norte.


Uma das qualidades de 'Órfã' é a capacidade de gerar suspense com apenas detalhes, e criar um thriller alucinante sem se prender aos jumpscares desnecessários. Isabelle Fuhrman ainda consegue entregar uma Esther enigmática mesmo após 13 anos, e o grande charme da personagem neste filme está no olhar, já que, devido a passagem de tempo e da atriz já estar adulta, há pouco uso de um enquadramento mais distante, focando no seu rosto e suas expressões, e até tornando-a uma mina para essa prequela. Outro grande destaque no elenco fica por conta de Julia Stiles (10 Coisas que Eu Odeio Em Você), que interpreta a mãe da garota desaparecida de quem Leena rouba a identidade.


Uma grande dúvida que foi gerada em relação a Fuhrman reprisando o papel foi: como uma adulta poderia interpretar novamente uma criança? E é aqui que entra um dos maiores defeitos desse terror, pois, constantemente é utilizado dublê de corpo e efeitos para trazer o tom infantil da personagem, no entanto, o resultado é escancaradamente ruim. Quando há cenas em que mostra Esther próxima de adultos, é perceptível uma alteração de tamanho em diversos momentos, fazendo com que sua estatura mude várias vezes, além da decisão de lentes para Fuhrman que não foram utilizadas no primeiro filme, deixando a personagem bastante diferente.


Como dito no primeiro parágrafo, como produzir um filme onde sua protagonista além de já ter sido morta, ter seu plot conhecido? Provavelmente é essa a pergunta que move o longa e que deve gerar o interesse do público para assisti-lo, e a resposta vai ser satisfatória. Até a metade, ele entrega uma parte da história de Leena que o espectador já sabia, mas não tinha sido mostrado em tela, e é uma boa introdução, e então chega o momento aguardado; a reviravolta, e ela não só responde a pergunta inicial como dá um novo rumo para a trama, elevando o nível de suspense e ansiedade de quem o assiste para saber como será finalizado. Contudo, outra coisa que se torna um defeito é a rapidez com que tudo se desenrola após essa revelação, a história corre de forma um tanto abrupta para o seu fim, não dando o devido tempo da nova informação ser trabalhada de uma maneira melhor e digerida pelo espectador.


Para encerrar, mesmo sem potencial para se tornar uma grande franquia, ‘Órfã 2: A Origem’ é o filme que ninguém esperava, mas que vai ganhar a atenção de muitos (talvez até mais que o primeiro, mesmo com os defeitos), no entanto, não há mais caminhos para a personagem de Isabelle Fuhrman, ou será que tem? Por enquanto o que pode ser dito é que entregaram uma trama inesperada que se encaixou com a história de Leena/Esther, e vale a pena conferir.


Nota: 3,5/5

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