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  • Foto do escritorÁvila Oliveira

Crítica | O Dublê

Ryan Gosling confirma seu favoritismo com comédia cheia de ação e roteiro malandro

Foto: Divulgação


Colt Steavers (Ryan Gosling) é um dublê dos mais conhecidos no meio do entretenimento e faz tudo o que é necessário para garantir sempre a melhor tomada. Passado um tempo após um acidente que acabou com a sua carreira, o herói anônimo da classe trabalhadora precisa voltar a ação para localizar uma estrela de cinema desaparecida, resolver uma conspiração e tentar reconquistar o amor da sua vida enquanto continua a fazer o seu antigo trabalho diário.


David Leitch é um diretor pra lá de entusiasmado. Basta olhar para sua filmografia para entender seu padrão de ação muito bem coreografada, piadocas, sequência de falas efusivas, e um ímpeto de se não baixar o ritmo em nenhum momento. E cá estamos com O Dublê e tudo isso aliado ao carisma de Ryan Gosling, Emily Blunt que são responsáveis por não deixar o longa se cansar mais do que já acontece, embora não faltem oportunidades. Gosling está no seu auge, não há mais dúvida de que o ator consegue se adaptar aos mais diferentes gêneros sem perder uma simpatia que é ímpar dele. E por mais que Emily Blunt faça tudo que está ao seu alcance dentro da sua personagem, ela orbita em volta de Gosling.

Foto: Divulgação


O roteiro se acha mais esperto do que realmente é. É sim um filme bastante engraçado e ágil, mas a história não é tão esperta quanto ela pensa que é. Esse é outro roteiro cheio de pontas que vêm e vão num malabarismo desenfreado para tentar ludibriar o espectador – já nauseado com o tanto de ação – de que o argumento é sagaz e bem construído. O humor afiado (cheio de alfinetadas às grandes produções de ficção científica do momento), as falas ritmadas, as músicas conhecidas e as referências também ajudam no truque para encobrir a história frágil. Algumas dessas pontas se fecham bem, mas outras são remendadas com escolhas tão fracas que nem mesmo apelando para a ironia conseguem se sair bem.


Existe a intenção de homenagear a profissão de dublês, e não faltam momentos para eles brilharem em ação, mas as longas duas horas poderiam dar um entendimento maior da categoria para fora de cena e par além do que usualmente se mostra. A proposta de ser um filme meta oferece inúmeras possibilidades para operar em outras abordagens além de dublês como pessoas sem reconhecimento e que são destratadas pelos atores principais, o que infelizmente não acontece.


Se fosse meia hora mais curto e se não ampliasse tanto o foco para arcos paralelos talvez ele chegasse em seu final com mais fôlego – apesar de, como eu já disse, o diretor não tirar o pé do acelerador nunca. Em um dos diálogos autoexplicativos é falado que “você perde o espectador quando exagera”, eu concordo, faltou o filme concordar também.


Nota: 3/5

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