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  • Foto do escritorMaria Luysa Canario

Crítica | Os Outros (1ª temporada)

Rede Globo acerta em mais uma série com artistas estrelados

Foto: Divulgação


Quando se fala de TV nacional temos uma imagem pronta na cabeça: Novelas das nove, Nazaré Tedesco, Carminha e Rita, todas as vilãs icônicas e mocinhas memoráveis que já passaram pela telinha, mas não, não é disso que vamos falar hoje. Na era dos streamings a Rede Globo, maior canal televisivo brasileiro, quer, aparentemente, fugir um pouco dessa famosa fórmula e apresentar agora séries e minisséries tão bem produzidas e envolventes quanto as de suas rivais americanas.


Fruto dessa vontade de produzir criações diferenciadas, Os Outros, lançada pela plataforma Globoplay, conta uma história na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde dois casais, Wando e Mila e Cibele e Amâncio se mudam para um condomínio no bairro. É a partir de seus filhos que a série começa, quando uma briga acontece entre dois e um acordo parece impossível de acontecer, uma disputa pela verdade é instalada no condomínio, envolvendo, inclusive, os outros moradores.


A sinopse pode parecer básica, mas a série é tudo menos isso. A produção de Lucas Paraizo baseada no argumento de Fernanda Torres não deixa de surpreender a cada episódio, levando a rumos inimagináveis. A série nos confronta com uma crítica social incisiva mostrando as desigualdades e injustiças presentes na sociedade a partir das relações humanas dentro de um condomínio fechado, questionando dentro dos muros o que acontece fora deles. Infelizmente, tantas reviravoltas fazem com que o espectador canse um pouco em um momento da série, e ficamos com um sentimento de que ela poderia ser menor, mas nada que atrapalhe em grande escala a experiência de assistir.

Foto: Divulgação


Com certeza a melhor característica de Os Outros é a atuação dos seus artistas que elevam a experiência à máxima potência. Milhem Cortaz interpreta um Wando assustador e levado pela fúria do sentimento de injustiça, já Adriana Esteves convence como Cibele, uma mãe desesperada que é capaz de tudo pelo seu filho. Os cônjuges Maeve Jinkings e Thomás Aquino também entregam muito, tanto que começa a ser difícil separar o ator de seu personagem. Eduardo Sterblitch surpreende com seu primeiro papel dramático como o miliciano Sérgio, uma interpretação assustadora e digna de um Emmy Latino.


Quanto aos filhos, existe uma dualidade. Rogério (Paulo Mendes) começa a série como o bully malvado, Marcinho (Antonio Haddad Aguerre) como o mocinho inocente, mas para mim logo isso mudou. A ida de mocinho à adolescente rebelde tornou Marcinho um personagem insuportável, que destoava do resto da série e me fazia querer pular as suas cenas. Já Rogério foi se transformando em um personagem compreensível, daqueles que você torce para melhorar e “ir para o lado do bem”.


Por fim, Os Outros é um sucesso nacional que com um roteiro mirabolante, direção e produção inteligentes e atuações incríveis prova o tanto que o Brasil tem pra mostrar e o quanto realmente podemos competir com os grandes streamings, a última coisa que falta é o seu play.


Nota: 4/5

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