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  • Foto do escritorGabriella Ferreira

Crítica | Querida Zoe

Uma história de amadurecimento juvenil com altas doses melodramáticas

Foto: Divulgação


A partir desta quinta-feira (20), o Festival Filmelier no Cinema chega a diversos cinemas no Brasil com sessões exclusivas de longas ainda não lançados no país. O Festival é uma realização do Sofá Digital e da Synapse Distribution e trouxe filmes como Herói de Sangue, Blue Jean, Tesla - O Homem Elétrico, a comédia nacional Barraco de Família e o coming-of-age Querida Zoe.


Estrelado por Sadie Sink (de Stranger Things), Querida Zoe foi produzido no ano passado e conta a história de Tess, uma jovem que sofre uma terrível perda em sua família e, tentando superar o luto, ela se aproxima de seu pai biológico e encontra nele um inesperado apoio. O drama é dirigido por Gren Wells e é uma adaptação do romance homônimo de 2005 de Philip Beard.


É possível perceber como a história segue esse padrão de romances literários juvenis desde os seus primeiros minutos. Portanto, quem já está acostumado com as artimanhas do gênero, acaba decifrando seus principais plot twists e detalhes de enredo durante o decorrer do longa. Porém, isso não chega a ser um problema que impeça o telespectador de assistir a Querida Zoe, que acerta também na duração da história com 1h34 de duração.

Foto: Divulgação


Um ponto positivo no longa é, sem dúvidas, o seu elenco. Sadie é uma atriz jovem muito competente e consegue transpor na tela os sentimentos mais fortes do luto após a perda da sua irmã mais nova. Além disso, Tess é uma adolescente que precisa lidar com todas as questões da juventude e se adaptar à nova realidade com o seu pai biológico e Sadie faz isso muito bem. Outro destaque é a atriz Jessica Capshaw (a Arizona, de Grey’s Anatomy) que interpreta a mãe da protagonista. Jessica faz uma mãe enlutada e deprimida de uma forma muito real e sensível e suas cenas com Sadie são as melhores do filme.


Narrativamente falando, Querida Zoe abraça os tons do melodramático e entrega uma história bem no estilo sessão da tarde e é nesse exagero em tentar emocionar a todo custo o telespectador que o longa se perde em diversos momentos. Errando o tom também na trilha sonora que parece uma playlist juvenil, o filme, apesar disso, tem suas particularidades e traz boas reflexões sobre família e luto. No mais, Querida Zoe é uma boa pedida para quem gosta de filmes no estilo Lifetime de ser e, principalmente, para quem curte o trabalho promissor de Sadie Sink.


Nota: 3/5

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