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  • Foto do escritorFilipe Chaves

Crítica | Velozes & Furiosos 10

Absurdos habituais divertem, mas Jason Momoa é o ponto fora da curva


Foto: Divulgação


Sou fã confesso da franquia, então é claro que adorei o filme e assim será enquanto estiver me garantindo entretenimento. Dessa vez, o passado de Dominic Toretto (Vin Diesel) volta para se vingar e tirar dele tudo e todos que ama. E se começamos com um tradicional churrasco, a tempestade anunciada não demora muito para aparecer na figura de Jason Momoa.


Deixei de me importar com a verossimilhança da saga há muito, muito tempo, então quando uma bomba gigante sai rolando por Roma, explodindo e destruindo boa parte da cidade, mas não mata ninguém porque Toretto e sua turma conseguiram salvar a todos, eu vou acreditar. E se anteriormente eles eram lidos como anti-heróis, desta vez, o filme quer exaltar muito mais o heroísmo, sendo isso um dos pontos centrais. E deixando bem claro que eles enfrentam o vilão mais perigoso até então.


Vilão este que é o ponto mais alto do longa. Jason Momoa está ótimo no papel de Dante, que é perverso e sarcástico na mesma medida. É evidente como Momoa se diverte como o personagem, deixando sua marca, onde ao mesmo tempo que você vai rir com ele, também vai odiá-lo. Brie Larson se une a Rita Moreno, Helen Mirren e Charlize Theron no time das “Oscarizadas”. Ela é Tess, filha do Sr. Ninguém (Kurt Russel), uma patricinha carismática que ajuda a equipe enquanto o pai está ausente. Funciona bem.



Foto: Divulgação


Perseguições, tiroteios e lutas corpo a corpo não faltam no longa, é claro, e todos são eletrizantes. No entanto, devo dizer que as lutas são muito mais “Marvel” do que “John Wick”. Apesar de também serem bem coreografadas, há um elemento mais fantasioso em cena, digamos assim, com grandes pulos e golpes mirabolantes. Não me incomoda, mas tenho que citar. Assim como os diálogos extremamente expositivos e emocionalmente apelativos que saem da maioria dos personagens, com exceção do Dante de Momoa, que são bem inspirados na maior parte. Eu relevo os outros, mas não posso ignorar esses aspectos mais técnicos também.


Não entrei no mérito da trama em si, para evitar spoilers e não entregar nenhuma reviravolta, ainda que algumas sejam previsíveis à distância. Porém, não consigo deixar de falar que há uma conexão com o quinto longa da franquia, “Operação Rio” e voltamos ao Brasil. Mesmo que seja uma adjacência do calçadão de Copacabana que não existe, ainda é bacana ver nosso país e contar com a participação de ninguém menos que a própria Ludmilla fazendo a contagem para uma corrida.


O filme funciona como uma primeira parte, ele é construído assim e termina com inúmeros ganchos. Personagens entre a vida e a morte, retornos surpresas, etc. Tudo é coeso e coerente? Óbvio que não, mas se você vai assistir a um Velozes e Furiosos esperando isso, meia-noite te conto um segredo. É o décimo capítulo, e se você chegou aqui, é natural que se importe com esses personagens e torça por eles. É redundante afirmar que tem ação, mas o humor característico da franquia também está presente, assim como a emoção, ainda que apelativa.


Velozes e Furiosos já fez de tudo e sempre tenta se superar nos seus próprios absurdos. Neste, ninguém foi para o espaço, mas a pegada heróica é quase sobre-humana, com Toretto desvirando um carro com uma única mão em determinada sequência e outra mais irreal ainda que eu não vou citar pra não dar spoilers. E tá tudo bem, nem tudo precisa ser levado a sério. O único pecado que um filme da franquia não pode cometer é ser chato, e isso passa longe de ser.


Nota: 3/5

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