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Crítica | Peaky Blinders: O Homem Imortal

  • Foto do escritor: Filipe Chaves
    Filipe Chaves
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Finalmente temos o capítulo final da saga de Tommy Shelby, mas não sem algumas ressalvas.

Imagem: Divulgação
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Quando a última temporada da série foi ao ar em 2022, eu tive a impressão que Steven Knight – criador do programa e roteirista do longa – estava “guardando histórias”. Depois de um determinado acontecimento, a trama pouco avançou e me pareceu que o fim daqueles arcos aconteceriam no filme, que ainda não estava oficialmente confirmado, mas os boatos existiam. Bom, o filme chegou e trouxe novos enredos, mas muito mais encerramentos do que a série. Agora, Tommy (Cillian Murphy) está recluso, lidando com o luto e as perdas da vida do crime. No entanto, seu filho Duke (Barry Keoghan) assumiu a liderança dos Peaky Blinders, está possivelmente se aliando a um nazista interpretado por Tim Roth e Tommy precisa salvá-lo, digamos assim. 


A narrativa é a mais superficial da franquia, provavelmente, até porque não dá para comparar um aprofundamento que acontece em seis episódios com um filme de duas horas. Insere uma gama de novos personagens e outros antigos têm pouco destaque. Ada (Sophie Rundle) tem um papel pequeno, mas relevante. Enquanto Arthur, “aparece” ainda menos, mas o seu destino é crucial para como Tommy se sente, embora que fosse algo melhor desenvolvido se tivesse acontecido na série, ainda que tenha algum impacto.

Imagem: Divulgação
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Outra personagem nova é Kaulo (Rebecca Ferguson), uma mulher misteriosa que explora o lado mais místico da história, mas sem muitas camadas, devo dizer. O vilão de Tim Roth é ótimo, porém mais por causa do trabalho do talento e carisma do ator, do que pelo roteiro em si. A série sempre foi excelente em desenvolver seus antagonistas, no entanto, desta vez ele funciona mais como uma muleta para que a relação de Tommy com o filho ganhe alguma substância. Murphy sempre fantástico na pele do gângster e Keoghan está à altura, então o elenco definitivamente não é um problema.


A trilha sonora, o design de produção e os figurinos continuam pontos extremamente positivos aqui no longa, que não deixa de ser um presente para nós fãs que merecíamos um encerramento digno para aqueles personagens que acompanhamos por tantos anos. Pessoalmente, eu preferia que tivesse acontecido dentro da própria série com o tempo necessário para que pudessem se desenvolver melhor. Mas o que temos é o filme dirigido por Tom Harper. Ainda que ele tenha dirigido apenas três episódios de Peaky Blinders, lá dá primeira temporada, eu gosto do que ele faz aqui e como parece ter familiaridade com o tom e a atmosfera que estavam bem presentes. O roteiro de Steven Knight é um tanto superficial e mesmo que dê a sensação de que alguns encerramentos sejam apressados, como os de Ada e Arthur, eu acho que Tommy consegue sair de cena de forma nobre. É algo que vinha realmente se acumulando durante sua jornada e faz sentido com o que vimos até então. É bonito e emocionante e mesmo que não exista nenhum homem imortal, quando se deixa um legado, ele se torna.


Nota: 3,5/5


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