Resultados de busca
Resultados da busca por "crítica mostra 2026"
1329 resultados encontrados para "crítica mostra 2026"
- Crítica | Um Filme Minecraft
Em nada o filme deixa a desejar ao também desastroso Harold e o Lápis Mágico (2024), e na verdade eu
- Crítica | A Hora do Mal
Em 2022 Zach Cregger surpreendeu com seu terror original Noites Brutais, e mostrou dominar completamente
- Crítica | De Volta à Bahia
Menos um romance, mais uma peça publicitária ou vídeo institucional. Imagem: Divulgação Como um aficionado por geografia e espaços urbanos desde pequeno, sempre me interessei pela maneira como o cinema pode se apropriar das cidades como personagens próprios das obras que nelas se passam. Para citar dois exemplos do cinema brasileiro, temos a reconstituição assombrosa do Recife dos anos 1970 em O Agente Secreto, ou as engrenagens desumanizadoras de São Paulo em São Paulo Sociedade Anônima. Não é apenas filmar naqueles espaços, mas incorporar suas histórias, suas identidades e culturas de tal maneira que eles são indissociáveis destes filmes. A julgar pelo seu título, De Volta à Bahia se propõe a fazer o mesmo, desta vez com Salvador como centro da sua narrativa. A capital baiana é palco do encontro entre Maya (Bárbara França) e Pedro (Lucca Picon), dois talentos promissores do surf que se conhecem após ele salvá-la de um afogamento e a ação ser gravada e se tornar viral. Ao descobrirem que possuem em comum a figura de PH (Felipe Roque) como mentor, os dois se aproximam e eventualmente se apaixonam, mas precisam lidar com seus dramas pessoais e familiares para poderem sustentar não apenas a relação, mas a paixão pelo surf. A direção de Eliezer Lipnik e Joana di Carso busca ao máximo extrair alguma potência da beleza cênica de Salvador, ancorando-se numa constante sucessão de planos gerais e tomadas aéreas da cidade e seus entornos e enfocando seus pontos naturais e turísticos: a praia da Barra, o farol de Itapoã, a igreja de Nosso Senhor do Bonfim, o Pelourinho, o Forte São Marcelo e por aí vai. Isso não seria um problema em si, especialmente quando situa os personagens geograficamente na cidade ali pelo começo. O problema reside na insistência dessas imagens até um ponto de exaustão, até que chega um momento em que é difícil saber se estamos vendo um filme ou apenas um vídeo institucional ou peça publicitária. As imagens são tão repetidas que acabam por serem completamente esvaziadas de algum sentido, especialmente quando fica evidente que vemos lugares da cidade em que os personagens não estão, sendo exibidos apenas porque sim. Nada contra se mostrar a beleza de Salvador – eu, como baiano (mesmo do interior), não vou deixar de enaltecer a capial do meu estado –, mas o filme parece tão focado em exibir essas imagens com sua montagem dinâmica, além de uma trilha sonora jovial e contemporânea (também repetitiva à exaustão, com uma mixagem sonora bastante pobre) que qualquer fiapo de narrativa fica em um segundo ou terceiro plano, como se seu real intuito fosse meramente ser uma campanha turística em prol da cidade. Imagem: Divulgação Não ajuda que, nas ocasiões em que o filme se lembra de que possui uma narrativa a contar, o que vemos em tela pouco se salva. Picon e França até conseguem convencer um pouco na química dos personagens (a criação de expectativa para o primeiro beijo, mesmo repetida ad nauseam pelos personagens, se paga com um excelente beijo), mas todo o resto dos seus dramas pessoais e familiares é, na melhor das hipóteses, um amontoado de ideias recicladas e trabalhadas sem algum frescor. Não que um gênero como o romance ou comédia romântica seja conhecido por sua inovação, pelo contrário: ele é dependente de fórmulas já consagradas. Mas é perceptível a incapacidade da direção em trabalhar organicamente os conflitos internos e externos dos protagonistas, ou até de usar seus coadjuvantes – resultando num antagonismo caricatural por parte de Beth (Mariana Freire), num alívio cômico que se limita ao constrangedor no caso de Arthur (Juliano Laham) ou no papo coach motivacional de Instagram de PH (Felipe Roque). É possível perdoar muitos pecados numa comédia romântica, mas não o de fazer personagens com os quais não nos importamos nem um pouco. Deste modo, De Volta à Bahia se configura como um filme perdido entre o que deseja ser e o que apresenta em tela. Trata-se de uma comédia romântica que não convence nem no romance nem no humor, ancorando-se em ideias muito rudimentares do gênero sem trabalhá-las adequadamente. Mas certamente seu maior problema consiste em se exibir tal qual uma propaganda institucional que não tem nada a oferecer sobre Salvador para além dos lugares mais famosos da cidade, filmados com a estética de um vídeo publicitário e sem qualquer vestígio de emprego da linguagem cinematográfica. Nota: 1/5
- Crítica | Maldição da Múmia
Ainda assim, fica aquela sensação de que o excesso de elementos, monstros, frases soltas, orações, encantamentos
- Crítica | Trago Seu Amor
Filme encontra frescor ao colocar uma história LGBTQIA+ no centro de uma comédia romântica assumidamente popular. Imagem: Divulgação Existe uma armadilha comum quando falamos sobre comédias românticas. Frequentemente elas são cobradas por não serem originais o suficiente, como se o gênero precisasse se reinventar a cada novo lançamento para justificar sua existência. Trago Seu Amor segue pelo caminho contrário. O filme, que chega aos cinemas em 11 de junho, sabe exatamente quais ingredientes compõem uma boa história romântica, confia neles e encontra sua força não na ruptura, mas na execução. Dirigido por Cláudia Castro, o longa parte de uma premissa irresistível: Mia, uma jovem bruxa que ganha a vida manipulando sentimentos, possui o poder de fazer qualquer pessoa se apaixonar com um beijo. Acostumada a controlar os afetos dos outros, ela acredita ter domínio absoluto sobre o amor até que se vê apaixonada justamente por René, a mulher que deveria ser apenas mais uma peça em um de seus trabalhos. A partir daí, o filme desenvolve uma narrativa que entende algo fundamental sobre as melhores comédias românticas: o público não está ali para descobrir o destino dos personagens, mas para aproveitar o caminho até ele.E esse caminho é extremamente agradável. Grande parte do mérito está na construção de Mia. Giovanna Grigio conduz a personagem com uma mistura eficiente de autoconfiança, impulsividade e vulnerabilidade. A atriz evita transformar a protagonista em uma figura excessivamente caricata e encontra nuances que tornam sua jornada emocional genuinamente envolvente. É uma atuação que sustenta a narrativa mesmo quando o roteiro se aproxima das convenções mais conhecidas do gênero. Mas Trago Seu Amor funciona especialmente porque compreende a natureza do próprio clichê. Em vez de fugir dele, a obra o encara de frente. O roteiro brinca com arquétipos clássicos da comédia romântica, flerta com situações familiares e faz disso uma qualidade. Há algo reconfortante em assistir a uma história que não tem vergonha de ser romântica. A fantasia serve como ponto de partida para reflexões discretas sobre controle, desejo e idealização. Afinal, o que acontece quando alguém acostumado a manipular os sentimentos dos outros finalmente perde o controle sobre os próprios? Sem transformar essa questão em um grande tratado filosófico, o filme encontra pequenas observações interessantes sobre a forma como construímos expectativas afetivas e projetamos desejos em quem amamos. Visualmente, o longa também demonstra identidade. A direção de arte é um dos grandes destaques da produção. As cores vibrantes, os elementos místicos espalhados pela narrativa e a fotografia carregada de tons neon ajudam a criar um universo que parece existir entre a fantasia e o cotidiano. É uma estética pop, jovem e assumidamente brasileira, que evita copiar modelos estrangeiros e encontra uma linguagem própria. Imagem: Divulgação Outro aspecto que merece destaque é a naturalidade com que a narrativa trabalha sua história de amor. Em um cenário audiovisual que ainda costuma transformar personagens LGBTQIA+ em símbolos de sofrimento ou conflito, Trago Seu Amor escolhe outro caminho. Aqui, a sexualidade não é tratada como obstáculo, trauma ou segredo. É apenas parte da vida das personagens. Essa escolha pode parecer simples, mas possui um peso enorme, especialmente em um lançamento que chega aos cinemas durante o Mês do Orgulho. Existe algo profundamente importante em permitir que personagens LGBTQIA+ ocupem o espaço da fantasia, da leveza e do romance sem que suas histórias precisem ser justificadas pela dor. E talvez seja justamente isso que torna o filme tão simpático. Sem pretensões grandiosas, sem a necessidade de parecer mais complexo do que realmente é, Trago Seu Amor entende que entretenimento também possui valor. É uma obra feita para arrancar risadas, provocar suspiros e fazer o público se importar com seus personagens. E consegue fazer tudo isso com competência. O resultado é uma comédia romântica que dificilmente mudará os rumos do cinema nacional, mas que aponta para algo igualmente importante: a possibilidade de um cinema popular brasileiro mais diverso, mais colorido e mais interessado em contar histórias afetivas para novos públicos. No fim das contas, o maior truque de Trago Seu Amor não está nos feitiços de Mia. Está em lembrar que, às vezes, uma boa história de amor continua sendo tudo o que precisamos. Nota: 3.5/5
- Crítica | A Diplomata (4ª Temporada)
personagens e suas conexões serem tão bem construídas pelo roteiro cíclico e é aqui que A Diplomata mostra
- Crítica | Coração Partido
Como já falei em outras críticas, ser clichê não é necessariamente um problema.
- Crítica | Barry (4ª temporada)
E ainda segue tecendo críticas mordazes a Hollwyood, seja na aparição de nomes como a diretora de CODA
- Crítica | Aterrorizante 2
Tendo em vista o sucesso de bilheteria e crítica que o filme conseguiu é só uma questão de tempo para
- Crítica | Uma Segunda Chance
Drama funciona, mas romance não acompanha em mais uma adaptação de Colleen Hoover. Imagem: Divulgação Lançado na última quinta-feira (19), Uma Segunda Chance é mais uma adaptação de Colleen Hoover a chegar aos cinemas, dessa vez sob direção de Vanessa Caswill. A história acompanha Kenna Rowan (Maika Monroe), uma jovem que, após cumprir pena por um erro do passado, retorna à sua cidade natal tentando reconstruir a própria vida e se aproximar da filha pequena, que nunca conheceu. Rejeitada pela família do pai da criança, ela encontra algum acolhimento em Ledger, um ex-jogador de futebol americano, e os dois acabam se envolvendo em um romance marcado por segredos, culpa e a dificuldade de recomeçar. Tem algo em Uma Segunda Chance que soa artificial o tempo todo. A ambientação country, o violão suave entrando nas cenas, os personagens tentando parecer comuns, próximos… tudo parece muito calculado. Não chega a ser falso, mas é claramente esforçado. A trilha de Tom Howe até tenta segurar essa ideia de intimidade, mas acaba soterrada por uma lógica muito mais comercial do que emocional. Isso fica ainda mais evidente quando a gente olha pro contexto. Essa já é mais uma adaptação de Colleen Hoover chegando rápido aos cinemas. Depois de É Assim que Acaba, que repercutiu muito mais pelas polêmicas do que pelo filme em si, e de Se Não Fosse Você, que passou quase batido, parece claro que essas histórias viraram produto antes de qualquer outra coisa. Ainda assim, dentro desse cenário, Uma Segunda Chance até se sai melhor do que o esperado. Como adaptação, funciona. Não abraça tudo do livro, simplifica relações que já não eram tão profundas e deixa muita coisa pelo caminho, mas mantém o núcleo emocional. E é justamente quando o filme encosta nesse núcleo que ele melhora bastante. A relação da Kenna com a filha, as lembranças antes do acidente, o peso de voltar pra uma cidade onde ela não é bem-vinda… tudo isso tem mais força do que o romance em si. E isso passa muito pela Maika Monroe. Ela já mostrou que é muito boa no terror, em filmes como Corrente do Mal e Observador, e aqui encara um drama mais direto. Não é a melhor atuação da carreira dela, mas segura bem o filme. Tem presença, entrega a dor da personagem e faz a gente se importar mesmo quando o roteiro não ajuda tanto. Imagem: Divulgação A química com Tyriq Withers funciona logo de cara. As cenas iniciais entre os dois são leves, naturais, tem um flerte que convence. Só que o filme não desenvolve isso direito. O romance existe, mas nunca cresce como deveria. Fica sempre meio travado, meio interrompido. E talvez isso aconteça porque o filme está muito mais interessado na tragédia do que no amor. A relação entre Kenna e Ledger acaba ficando em segundo plano, enquanto o vínculo dele com a filha do Scotty acaba sendo até mais interessante. É estranho, porque o filme vende uma coisa e entrega outra. No fim, mesmo com elementos que poderiam funcionar muito bem, ele não chega naquele impacto emocional que parece prometer. Falta conexão de verdade. Falta aquele momento que faz tudo bater. Ainda assim, tem um ponto importante aqui. A direção da Vanessa Caswill faz diferença. Existe um olhar mais atento pra esse universo, uma sensibilidade maior com a protagonista. Isso já coloca o filme um pouco acima das outras adaptações recentes da Hoover, mesmo que a comparação também não seja das mais difíceis. No geral, é um filme que funciona em partes. Quando foca na Kenna, acerta. Quando tenta vender o romance, perde força. E no meio disso tudo fica essa sensação de algo que poderia ser mais, mas nunca chega lá. Nota: 3/5
- Crítica | A Conferência (Die Wannseekonferenz)
Filme de Geschonneck mostra um dos lados mais cruéis da II Guerra Mundial Divulgação Na manhã de 20 de Se Hollywood é conhecida por suas sátiras nazistas esdrúxulas, a cinematografia de Geschonneck mostra contrário: o relato trazido por ele e seus roteiristas é sóbrio, irresignado e carente de posições críticas
- Crítica | Drop: Ameaça Anônima
Um suspense moderno com pulsação digital e tensão constante. Divulgação Lançado na última semana nos cinemas brasileiros, o filme Drop: Ameaça Anônima passou meio despercebido dentre a enxurrada de salas disponíveis para o blockbuster do mês baseado no jogo Minecraft. Mas a trama, escrita por Jillian Jacobs e Chris Roach e dirigida por Christopher B. Landon, consegue surpreender quem busca uma boa história de suspense para se entreter. Usando a funcionalidade real dos airdrops — recurso de compartilhamento de arquivos via bluetooth, disponível nos sistemas ios — como ponto de partida, conhecemos Violet (vivida com intensidade e nuance por Meghann Fahy), uma mãe viúva que decide dar um novo passo em sua vida amorosa ao conhecer Henry (Brandon Sklenar) através de um app. O que deveria ser um encontro romântico comum se transforma em um jogo macabro quando Violet começa a receber mensagens ameaçadoras de um número anônimo. A cada nova instrução, o medo cresce e a sensação de impotência do espectador acompanha o desespero da protagonista. Sendo bem sincera, sou uma grande fã dos trabalhos mais recentes do diretor Christopher Landon, que incluem Como Sobreviver a um Ataque Zumbi, A Morte te dá Parabéns e Freaky, filmes que misturam elementos de horror clássico com bom humor. Aqui em Drop: Ameaça Anônima, Landon parece encontrar um cinema mais consciente, se voltando às referências de grandes tramas de suspense e thrillers, um pouco diferente do que estávamos acostumados a ver. E é muito interessante ver o diretor explorando as nuances do gênero, ainda mantendo sua essência. Landon opta por uma direção mais contida do que em seus trabalhos anteriores. O uso de espaços limitados, como o restaurante e o carro, reforça a sensação de confinamento. A mise-en-scène é limpa e funcional, deixando que a performance da atriz e o design de som carreguem a tensão. O diretor evita cortes excessivos e usa planos médios e closes longos para explorar a linguagem corporal da protagonista, o que amplia a nossa imersão na história. Divulgação Acerca da trama, Drop: Ameaça Anônima te envolve rapidamente através da empatia que nutrimos pela protagonista e também pelo ritmo frenético que ele impõe logo nos primeiros minutos da trama. As coisas vão escalonando de uma maneira que te deixa vidrado. O roteiro, ainda que parta de uma premissa que já vimos antes (estranhos sendo controlados por mensagens anônimas), consegue manter a tensão viva com reviravoltas bem posicionadas. A progressão dramática respeita os beats clássicos do thriller, com uma clara divisão em três atos — mas evita didatismos. A dúvida constante sobre quem está manipulando os eventos sustenta a narrativa até o clímax. O que começa como uma ameaça externa vai ganhando contornos mais íntimos e psicológicos, até o espectador se perguntar: quem é a verdadeira ameaça? Meghann Fahy é o coração do filme. Sua atuação evita exageros e encontra força no realismo e fácil acreditar em Violet. Ela, que teve um destaque fenomenal na segunda temporada de The White Lotus, prova que também tem força para ser uma excelente protagonista nos cinemas. Brandon Sklenar também entrega uma performance interessante, jogando com a ambiguidade do personagem sem nunca escorregar no óbvio. Para alguns, se há um ponto fraco, talvez seja o terceiro ato, que pisa um pouco no acelerador da verossimilhança em favor da ação, mas mesmo esse exagero tem seu lugar em uma narrativa que claramente quer brincar com os nervos do espectador. Drop: Ameaça Anônima é um suspense elegante e eficiente, que prova que o terror mais inquietante muitas vezes vem da tecnologia (e de nós mesmos). Uma história de vigilância, confiança e sobrevivência que prende até o último segundo. Sua força está na economia narrativa e na linguagem visual funcional, que juntas criam um thriller psicológico com elegância e precisão. Um ótimo exemplo de como um filme pode gerar tensão com recursos simples, mas bem aplicados. Nota: 3.5/5












