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  • Foto do escritorFilipe Chaves

Crítica | A Matriarca

O filme comete o maior pecado que um terror pode cometer: é chato pra caramba!

Divulgação: Star+


Atormentada por uma estranha doença após sobreviver a uma overdose, Laura (Jemima Rooper) retorna à sua cidade natal para enfrentar seus demônios interiores, mas acaba descobrindo a presença de uma entidade real. Com uma infância problemática, herdou uma vida de caos, drogas, álcool, distúrbios alimentares e todos os clichês possíveis para mostrar que a moça não está nada bem. Esse ainda não é o maior problema de “A Matriarca”.


O título do filme, pensa-se de início, é por causa da relação dificultosa da protagonista com sua mãe, Celia (Kate Dickie), a quem ela culpa por tantos traumas. O roteiro quer apostar nesse terror psicológico do relacionamento conturbado de mãe e filha, alinhado com a entidade paranormal que assombra a cidade, e falha em ambos os casos. A direção e o roteiro são de Ben Steiner, que traz um certo impacto visual em algumas cenas, mas não consegue trazer ritmo ou qualquer outra coisa que seja interessante, que faça o filme de 1h25 não parecer ter 3h.

Divulgação: Star+


O pouco carisma da personagem principal deixa quase impossível torcer por ela, ou ter qualquer sentimento, na verdade. Rooper faz caras e bocas, mas não é capaz de dar substância à moça, e o texto que lhe é dado, também não a faz nenhum favor. Já Dickie, é mais habilidosa e consegue extrair algo palpável. A atmosfera de mistério que sua personagem carrega, em conjunto com o arco de “mãe malvada”, parece ter uma complexidade maior, e ela ainda protagoniza a cena mais impactante do longa.


Flertando com propostas interessantes, mas não sabendo desenvolver bem nenhuma delas, o filme se torna maçante, não assusta e não empolga. Não é eficaz em unir as tramas e tudo soa meio jogado. Visualmente tem alguns méritos, mas não é o suficiente porque tudo parece gratuito. É como se o diretor tivesse uma ideia boa, mas não conseguisse construir o caminho para chegar nesse lugar. O que vemos é um caminho tortuoso e que ao chegar no final dele, notamos que o percurso simplesmente não valeu a pena.


Nota: 1,5/5

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