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  • Foto do escritorÁvila Oliveira

Crítica | Kung Fu Panda 4

Mesmo com ação e comédia ainda no ponto, o texto repete o passado

Foto: Divulgação


Depois de três aventuras arriscando a vida para derrotar os mais poderosos vilões, Po, o Dragão Guerreiro é escolhido para se tornar o Líder Espiritual do Vale da Paz. Escolha que é problemática por várias e óbvias razões. Primeiro, Po não sabe qualquer característica sobre liderança; além disso, ele precisa encontrar e treinar o mais rápido possível um novo Dragão Guerreiro antes de assumir sua nova imponente posição. Ademais, recentemente, foi vista no Vale da Paz uma feiticeira perversa e poderosa, a Camaleoa, um pequeno lagarto-fêmea que pode se transformar em qualquer criatura, grande ou pequena. Camaleoa está de olho no Cajado da Sabedoria de Po, que lhe daria o poder de trazer todos os vilões-mestres já derrotados por Po de volta do reino espiritual.


O diretor Mike Mitchell tem em seu currículo uma grande mistura de filmes, em sua maioria animações. Digo mistura porque ele varia entre estilos e técnicas, mas mantém sempre um pé na comédia e outro no aventuresco. E é exatamente isso que Mike encontra na estrutura das narrativas de Kung Fu Panda, a comédia esperta na escrita e bem executada nas dublagens, e, como se espera de um filme com kung fu no título, bastante ação que as liberdades mecânicas da animação permitem grandes construções.


Mesmo tendo um terceiro filme que destoa dos demais por apresentar um teor mais emocional ao roteiro, todos os três longas conseguem sustentar a mesma identidade. E essa é a bênção e maldição do quarto filme. Mesmo ainda tendo o carisma, o timing e a agilidade tanto da comédia – que tem piadas para todas as faixas etárias – quanto na ação – que abusa de ângulos e contracampos na criação do ritmo – ele não consegue sair disso.

Foto: Divulgação


O novo capítulo da franquia foi claramente criado como mote para introduzir uma personagem nova que, potencialmente, tocará filmes futuros ou pelo menos crie novos desdobramentos. Fora isso, parece não haver no roteiro um apelo que justifique o novo capítulo, falta também inovação na estética que repete recursos já utilizados anteriormente e não brinca com cores e texturas, o que eram pontos fortes das produções antecedentes.


Considerando que é o primeiro longa sem o apoio dos Cinco Furiosos no enredo e que prepara a macronarrativa para possíveis grandes mudanças posteriores, esse é o mais catártico dos filmes até o momento, mas infelizmente a execução não acompanha a proposta e o resultado parece uma costura dos melhores momentos da saga até aqui (ainda mais quando se usa até mesmo os vilões já conhecidos), o que, convenhamos, não é algo propriamente ruim, mas também não faz jus os personagens e a capacidade argumentativa.


Nota: 3/5

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