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  • Foto do escritorFilipe Chaves

Crítica | Perry Mason (2ª temporada)

Após um bom ano de estreia, a série volta melhor e mais focada

Foto: Divulgação


Tendo passado alguns meses do caso de Emily Dodson (Gayle Rankin), Perry (Matthew Rhys), agora oficialmente advogado, rejeita casos criminais. Quando o playboy Brooks McCutcheon (Tommy Dewey), filho do milionário Lydell McCutcheon (Paul Raci), é encontrado morto, os irmãos Mateo (Peter Mendoza) e Rafael Gallardo (Fabrizio Guido) são acusados do crime. Pobres e imigrantes, a família recorre a Perry para defendê-los e inicialmente ouvem uma recusa, até que Della (Juliet Rylance) o convence do contrário.


Gosto bastante da 1ª temporada, mas várias coisas nela me incomodavam. Parecia um pouco bagunçada, com tramas espalhadas que nem sempre conversavam. A 2ª é muito mais centrada, desenvolvendo melhor seus personagens e o enredo principal sabia onde queria chegar desde o início, e ainda que não fosse exatamente surpreendente ou impctante, a história foi bem amarrada. É mais importante aqui o “como” e o “porquê” do que o choque do “quem”.

Foto: Divulgação


Mais focada no julgamento e nas cenas de tribunal, a temporada traz o Perry advogado que ele deveria ter sido desde o começo. Matthew Rhys, claro, está fantástico no papel, ajudando a desenvolver o personagem pessoal e profissionalmente, com um toque emotivo que só ele sabe dar. Ainda que não haja tantas cenas com seu filho, é perceptível o quanto ele é importante para Perry, por exemplo ou como ele tem dificuldade em confiar e se abrir para um novo interesse amoroso. Juliet Rylance se destaca também com sua Della, que vive um romance escondido com Anita (Jen Tullock), uma artista. A homofobia da época fazia com que elas não pudessem se assumir, e esse é um ponto crucial não só de desenvolvimento para Della, mas na conexão com a trama principal, quando há uma chantagem envolvida, sobre a qual não darei spoilers. A amizade dela com Perry e o respeito recíproco que eles têm é muito bonito e bem trabalhado. Paul (Chris Chalk) também ganha mais destaque, quando sua família é mostrada, e faz uma descoberta crucial sobre o caso em questão.


A trama flui muito bem e a ambientação impecável da época ajuda muito na experiência imersiva. Há uma reviravolta no caso que leva a um dilema típico que advogados enfrentam, o qual eu curti muito a abordagem que o roteiro trouxe para a situação. Por isso citei acima que Perry se desenvolve tanto profissional quanto pessoalmente. Há outras figuras-chave envolvidas e o poder e o dinheiro são pontos centrais do desenrolar. Os oito episódios têm muito mais altos do que baixos, e normalmente alguns são melhores que outros, mas os pontos positivos se sobressaem e eu espero que haja uma nova temporada. Anseio pela nova aventura de Perry Mason e sua fiel escudeira Della Street.


Nota: 4/5

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