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Crítica | Super Mario Galaxy: O Filme

Ávila Oliveira

02 de abr de 2026 · 2 min de leitura

Mesmo consolidando boa personalidade visual, continuação se perde em meio à narrativas repetidas e limitadas.
Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Depois de salvar o Reino dos Cogumelos, Mario e seus amigos são levados a uma missão de tirar o fôlego ao enfrentar uma nova ameaça cósmica que coloca toda a galáxia em perigo, entregando cenas divertidas e repletas de ação. 


A proposta aqui é clara desde o início, ampliar tudo o que já havia sido apresentado antes, como se o filme olhasse para o próprio sucesso e decidisse que a resposta está sempre no excesso. Há mais cenários, mais rostos conhecidos e uma escala que tenta transformar cada momento em espetáculo.


Essa continuação expande as fronteiras narrativas, modo de dizer, e principalmente no campo visual, apostando em uma estética vibrante que prende a atenção logo nos minutos iniciais. É um filme mais longo, mais colorido e mais barulhento do que o primeiro, e que parece sempre disposto a oferecer algo novo aos olhos. No entanto, essa expansão não vem acompanhada de um desenvolvimento real do texto. A sensação é de que o roteiro circula as mesmas ideias, repetindo motivações e conflitos sem encontrar um novo caminho que justifique esse crescimento em tamanho.

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

É  justamente na ação que o longa encontra sua sustentação. As sequências são bem coreografadas, dinâmicas e conseguem manter o interesse mesmo quando a história começa a dar sinais de cansaço. Existe um entendimento claro de ritmo nessas cenas, com momentos que empolgam e mostram o potencial desse universo quando explorado com energia e criatividade. É nesse ponto que o filme acerta. 


O contraste com o primeiro longa é inevitável. Antes, havia uma certa inteligência em saber se conter, em construir uma narrativa direta e sem tantos enfeites. Era uma produção enxuta, que não parecia preocupada em preencher cada segundo com estímulos. Aqui, a vontade de extrapolar domina, e embora a plasticidade impressione com novas texturas, ambientes e referências aos jogos, falta um cuidado maior com o que sustenta tudo isso.


O resultado é um filme que diverte, ainda que oscile entre situações-chave inspiradas e outros bastante previsíveis. Há boas piadas  e uma composição visual que realmente surpreende em vários trechos. De todo mondo, para quem pouco se importa com referências, aparições surpresas e easter eggs, sobra dificilmente vai encontrar algo memorável ali.


Nota: 3/5


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Imagem: Divulgação
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Depois de salvar o Reino dos Cogumelos, Mario e seus amigos são levados a uma missão de tirar o fôlego ao enfrentar uma nova ameaça cósmica que coloca toda a galáxia em perigo, entregando cenas divertidas e repletas de ação. 


A proposta aqui é clara desde o início, ampliar tudo o que já havia sido apresentado antes, como se o filme olhasse para o próprio sucesso e decidisse que a resposta está sempre no excesso. Há mais cenários, mais rostos conhecidos e uma escala que tenta transformar cada momento em espetáculo.


Essa continuação expande as fronteiras narrativas, modo de dizer, e principalmente no campo visual, apostando em uma estética vibrante que prende a atenção logo nos minutos iniciais. É um filme mais longo, mais colorido e mais barulhento do que o primeiro, e que parece sempre disposto a oferecer algo novo aos olhos. No entanto, essa expansão não vem acompanhada de um desenvolvimento real do texto. A sensação é de que o roteiro circula as mesmas ideias, repetindo motivações e conflitos sem encontrar um novo caminho que justifique esse crescimento em tamanho.

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

É  justamente na ação que o longa encontra sua sustentação. As sequências são bem coreografadas, dinâmicas e conseguem manter o interesse mesmo quando a história começa a dar sinais de cansaço. Existe um entendimento claro de ritmo nessas cenas, com momentos que empolgam e mostram o potencial desse universo quando explorado com energia e criatividade. É nesse ponto que o filme acerta. 


O contraste com o primeiro longa é inevitável. Antes, havia uma certa inteligência em saber se conter, em construir uma narrativa direta e sem tantos enfeites. Era uma produção enxuta, que não parecia preocupada em preencher cada segundo com estímulos. Aqui, a vontade de extrapolar domina, e embora a plasticidade impressione com novas texturas, ambientes e referências aos jogos, falta um cuidado maior com o que sustenta tudo isso.


O resultado é um filme que diverte, ainda que oscile entre situações-chave inspiradas e outros bastante previsíveis. Há boas piadas  e uma composição visual que realmente surpreende em vários trechos. De todo mondo, para quem pouco se importa com referências, aparições surpresas e easter eggs, sobra dificilmente vai encontrar algo memorável ali.


Nota: 3/5


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