Curta amapaense "Amazônia Xamã" conquista oito prêmios internacionais e consolida trajetória de sucesso no exterior
- Oxente Pipoca

- há 1 dia
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Filme dirigido por Rodrigo Pedroza é reconhecido em festivais dos Estados Unidos, Holanda, França e outros países, levando o audiovisual amazônico para o cenário internacional.

O cinema produzido na Amazônia segue ampliando sua presença no circuito internacional. O curta-metragem "Amazônia Xamã", dirigido pelo cineasta amapaense Rodrigo Pedroza, acaba de conquistar seu oitavo prêmio internacional, consolidando-se como uma das produções brasileiras mais premiadas no exterior em 2026.
A mais recente conquista aconteceu no Cinema Royale Festival, em Paris, onde a produção recebeu mais um importante reconhecimento, reforçando uma trajetória marcada por premiações em festivais da Europa e dos Estados Unidos. Antes disso, Rodrigo Pedroza foi eleito Melhor Diretor no Ottawa Festival, nos Estados Unidos, garantindo o sétimo prêmio internacional do filme.
Ao longo de sua circulação internacional, "Amazônia Xamã" vem acumulando uma expressiva coleção de reconhecimentos. Entre eles estão os prêmios de Melhor Filme e Melhor Direção no Nature Without Borders International Film Festival (NWBIFF); Melhor Filme no Indie Film Fest; Melhor Filme no Cripton Festival; Melhor Filme de Ficção Científica em Rotterdam; além de uma Menção Honrosa em um festival realizado em Nova York.
Mais do que os troféus conquistados, a trajetória do curta evidencia o crescente protagonismo do audiovisual amazônico no cenário mundial. Produzido no Amapá, com elenco formado majoritariamente por artistas locais, o filme reafirma a potência criativa da região e demonstra que histórias enraizadas na floresta possuem alcance universal.
"Amazônia Xamã" apresenta uma narrativa de ficção científica ambientada em um futuro distópico, no qual robôs garimpeiros e máquinas madeireiras substituem os homens na devastação da Amazônia, perpetuando novas formas de colonialismo e exploração ambiental. Em contraponto ao avanço tecnológico, o filme valoriza os conhecimentos ancestrais dos povos indígenas e presta homenagem ao cacique Raoni, símbolo da resistência na defesa da floresta e dos direitos dos povos originários.
A obra propõe uma reflexão profunda sobre os ciclos históricos de violência e exploração que marcaram a colonização do Brasil e questiona se ainda é possível construir um futuro diferente para a Amazônia. Ao unir elementos da ficção científica com temas ambientais, históricos e culturais, o curta provoca o público a pensar sobre desenvolvimento, memória, preservação e justiça.
Para o diretor Rodrigo Pedroza, o reconhecimento internacional representa mais do que uma conquista pessoal. É também uma oportunidade de ampliar a visibilidade do cinema produzido na Amazônia e fortalecer o Amapá como um importante polo de criação audiovisual.
"Amazônia Xamã" é resultado de anos de pesquisa, preparação e resistência do cinema independente amazônico. Sua trajetória internacional demonstra que produções realizadas fora dos grandes centros podem dialogar com plateias de diferentes países, reafirmando a relevância das narrativas da floresta para os debates contemporâneos sobre meio ambiente, identidade, tecnologia e direitos humanos.
Ao alcançar oito premiações internacionais, o curta consolida-se como um dos grandes destaques do audiovisual amazônico em 2026 e segue levando a cultura, a arte e a força das histórias do Amapá para o mundo.
Premiações internacionais:
Cinema Royale Festival (Paris) – Prêmio internacional (8ª conquista)
Ottawa Festival (Estados Unidos) – Melhor Diretor
Nature Without Borders International Film Festival (NWBIFF) – Melhor Filme e Melhor Direção
Indie Film Fest – Melhor Filme
Cripton Festival – Melhor Filme
Festival de Rotterdam – Melhor Filme de Ficção Científica
Festival de Nova York – Menção Honrosa



















