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Resultados da busca por "mostra 2026"

927 resultados encontrados para "mostra 2026"

  • Crítica | Salomé (Olhar de Cinema 2025)

    conclusão – ainda que olhando em retrospecto, não pudesse haver outro final possível –, Salomé é a mostra

  • Os Melhores Filmes Brasileiros de 2025 (até agora)

    Do faroeste goiano ao musical cearense, 2025 já se desenha como um dos grandes anos do cinema nacional recente Divulgação LISTA ATUALIZADA: Os Melhores Filmes Brasileiros de 2025 Estamos só no meio do ano Pensando nisso, o Oxente Pipoca preparou uma lista com os melhores filmes nacionais lançados em 2025 uma relação silenciosa entre os dois, com muito carinho e dedicação que o diretor, Luciano Vidigal, mostra Ele mostra como aquela menina lida com tantas descobertas dolorosas e o que ela escolhe fazer dentro

  • Crítica | Cyclone (Festival do Rio 2025)

    Foto: Divulgação Dentre os longas selecionados para a Première Brasil de ficção no Festival do Rio de 2025 Cyclone, da cineasta Flávia Castro - que também aparece na seleção deste ano com As Vitrines, parte da mostra

  • Entrevista | Travis Knight, diretor de Mestres do Universo: “Fico muito feliz que o Brasil tenha uma história com o He-Man.”

    Mestres do Universo conquistou no Brasil uma posição de fenômeno cultural cimentado na nossa memória Sou um filho dos anos 80 e, portanto, Mestres do Universo é uma parte enorme da minha vida, uma parte O que em Mestres do Universo significava algo para ele? Cada um deles era grandioso, musculoso, com peitorais à mostra e abdômen definido.

  • Crítica | Código Preto (2025)

    Steven Soderbegh prova que uma história já conhecida pode parecer nova, sendo bem contada. Divulgação Com roteiro de David Koepp, Código Preto é o mais novo thriller de espionagem dirigido pelo aclamado diretor e ganhador do Oscar Steven Soderbergh. O longa, estrelado por Cate Blanchett e Michael Fassbender, narra a história dos lendários agentes de inteligência George Woodhouse e sua esposa Kathryn. Quando ela é suspeita de trair a nação, George enfrenta o teste final: lealdade ao seu casamento ou ao seu país. O cineasta Steven Soderbergh sabe como poucos dirigir filmes centrados nos personagens e seus diálogos. Mesmo tendo uma filmografia diversa em temas e gêneros, a valorização do texto verbalizado e a destreza em criar sequências quase que teatrais, tamanha a fluidez da montagem, estão presentes em quase todos os seus longas e dessa vez imprimem o estilo da narrativa, algo semelhante ao que havia apresentado em Terapia de Risco (2013), porém agora ainda mais refinado e enxuto. A trama não é lá tão nova. Um Sr. & Sra. Smith contado com a elegância à lá John le Carré e adaptado para um contexto sociopolítico atual. Inclusive o roteiro é cheio de deliciosos pequenos clichês que em nada comprometem a experiência de se assistir a um thriller bem amarrado. Mas é a maneira com que esse enredo já conhecido é contada que deixa ela parecendo nova. Soderbergh tem um charme no trato com a narrativa, ele não tem pressa de desenhar seus personagens, ele sabe apresentar detalhes, e isso sem se prolongar em tomadas longas e contemplativas. O texto ganha vida mesmo é quando foca nas complexas Ligações Perigosas que os personagens, todos espiões, costuram entre si, na corda bamba entre moral, confiança e traição, e na desconstrução desses conceitos dadas suas realidades. Divulgação Por mais que a história não girasse em torno de Cate Blanchett isso acabaria acontecendo de qualquer maneira. Ela é o centro gravitacional de um elenco astuto, interessado e com total compreensão do tom de suspense com ironia refinada que o filme demanda. Fassbender já tem em sua filmografia algumas personalidades bem semelhantes ao espião que representa, e mesmo assim consegue representar distinções sutis que enriquecem a frieza calculista de George. Código Preto é um filme redondo, polido e bem-acabado. Tem reviravoltas sagazes, tem personagens secundários bem empregados e que somam camadas ao argumento sem fazer excesso de bagagem, tem uma continuidade precisa e é resoluto como os melhores dos suspenses hitchcockianos. Nota: 4/5

  • Crítica | Jovens Amantes (2022)

    Em novembro de 2022, o jornal Le Parisien publicou uma matéria onde várias mulheres acusavam Bennacer

  • Crítica | Pedágio (TIFF 2023)

    Um instigante olhar pro Brasil que ninguém quer ver Foto: divulgação Dizem que tudo o que o ser humano faz, cada passo que damos, cada ação decidida, é em busca de ser feliz. Tem, sim, muito de verdade nessa afirmação, mas ela desconsidera uma parte significativa da sociedade: as mães. Porque tudo que uma (boa) mãe faz, cada passo que dá, cada ação decidida, é em busca da felicidade de seu filho. Mas tem uma característica específica que as mães dividem com os meros humanos: todos erram. Mesmo tentando acertar. E é assim que se dá a premissa de Pedágio, novo filme da premiada diretora Carolina Markowicz, que estreou no Festival Internacional de Toronto e que nós do Oxente, Pipoca? já tivemos o privilégio de assistir. Suellen, interpretada pela sempre divina Maeve Jinkings, é uma mãe solteira que abdicou de suas ambições para conseguir prover para sua pequena família, formada por ela e por Tiquinho (Kauan Alvarenga). Suellen se contenta com um emprego ruim e uma vida sem perspectiva, tendo como únicos prazeres a fofoca diária com Telma (Aline Marta Maria) e o sexo com Arauto (Thomás Aquino). Em troca de seus sacrifícios, visa apenas o bem do filho. Porém, os dois discordam do que seja isso. Tiquinho é um adolescente gay, que encontra dificuldades para se libertar numa cidade aprisionadora, na qual nem sua mãe ou seu melhor amigo o aceitam totalmente. Só tem uma pessoa que o entende: ele mesmo. Então ele vive de performance, aprendeu, como que num instinto de sobrevivência, a caminhar entre o feminino e o masculino conforme pede o contexto. Fora de casa é um menino tímido, acanhado. Mas quando sozinho transforma o banheiro em estúdio iluminado e, com a maquiagem da mãe, vira quem sonha em ser. Numa busca por se afirmar, para si e para o mundo, grava em seu celular e transmite para quem quiser ver as dublagens que faz de divas internacionais. A mãe reza para o menino se “curar”, mas essa cura não está vindo rápido o suficiente – principalmente quando Telma vive a pressionando com seu falso moralismo cristão. Suellen, então, aceita mais um sacrifício para salvar seu filho. Foto: divulgação É quando o roteiro tenta introduzir uma dose de ação, resultando num clímax aquém do que se é construído. A premissa é suficientemente envolvente sem a necessidade de um conflito tão pomposo quanto o que se propõe – e o filme sabe disso, utilizando a maior parte dos seus 101 minutos no drama dos protagonistas, deixando esse (sub)plot corrido e mal desenvolvido. Esse tropeço no roteiro, no entanto, não ofusca sua sensibilidade, muito bem representada pela sutil fotografia de Luis Armando Arteaga e a arte de Vicente Saldanha, que trazem o toque de mágica ao mundano, bem como pelas envolventes atuações de Jinkings e Alvarenga, que interpretam com louvor os diálogos cheios de camadas de uma relação cheia de conflitos, contradições e amor. Como de se esperar, o que segue com a gente enquanto rolam os créditos é a força da relação entre mãe e filho e a garra de Tiquinho por ser quem é. Pedágio consolida a ainda breve porém já fascinante filmografia da diretora e roteirista como um olhar para o Brasil invisível. Assim como em Carvão (lançado ano passado no mesmo festival), o segundo longa de Markowicz dá protagonismo ao que para muitos é segundo plano – seja a atendente do pedágio que perdura na nossa vida por 30 segundos para imediatamente ser esquecida, seja as gigantescas chaminés industriais que não nos arrancam nem um segundo olhar nas estradas do interior do país. É nessa busca pela arte no cotidiano brasileiro sem romantizações ou clichês que Carolina vem criando sua autoria. Não lhe escapa, porém, os defeitos desse mesmo Brasil. Ao mesmo tempo que encontra beleza no ordinário, ela nos prova ser possível criticar a hipocrisia dessa sociedade que vive de fachadas e máscaras, essas, sim, muito mais perigosas e dignas de vergonha que as de Tiquinho. É nessas contradições – entre certo e errado; entre fins e meios; entre aceitar e compreender – que está a riqueza do filme. Nota: 4/5

  • Crítica | Papagaios (Gramado 2025)

    Chega ser bizarro que somente agora em 2025 um ator do porte e com a carreira de Gero Camilo finalmente

  • Crítica | Whitetail (TIFF 2025)

    Beleza visual em uma trama que se perde na própria floresta. Divulgação Dirigido e roteirizado pela cineasta holandesa Nanouk Leopold, Whitetail estreou neste fim de semana no Toronto International Film Festival. Segundo a própria campanha de divulgação, o longa nasceu do desejo da diretora de passar mais tempo em contato com a natureza — o que explica a escolha da bela e enigmática floresta do sul irlandês como cenário central da obra. A narrativa acompanha Jen (Natasha O’Keeffe, conhecida por Peaky Blinders e Sherlock), uma guarda florestal dedicada à preservação de uma reserva natural. Essa dedicação, porém, parece menos motivada pela causa ambiental em si do que pelas raízes afetivas criadas naquele espaço. Logo na cena de abertura – a melhor mais impactante do filme – acompanhamos as versões adolescentes de Jen e de seu namorado Oscar (Aaron McCusker, de Dexter) explorando a floresta em um passeio romântico e despretensioso, até que um acontecimento traumático marca suas vidas. Um salto abrupto no tempo nos leva à Jen adulta, e, embora esse corte inicial desoriente de primeira, a narrativa se realinha quando descobrimos que Oscar voltou à cidade, forçando a protagonista a encarar memórias mal resolvidas ao mesmo tempo em que tenta investigar uma nova onda de caçadas na reserva. Leopold adota um ritmo contemplativo, sustentado por longos planos que poderiam facilmente soar enfadonhos, mas aqui se mostram certeiros, dialogando tanto com a melancolia dos personagens quanto com a serenidade da natureza. Certamente alguns fatores ajudam a sustentar esse equilíbrio: a entrega de O’Keeffe ao papel, a mixagem de som que captura com precisão a ambiência da floresta e, sobretudo, a fotografia magistral de Frank van den Eeden (Close), que transforma o cenário em personagem. Divulgação A direção de fotografia, aliás, é o ponto alto de Whitetail. Filmar um drama contemplativo em meio a uma floresta de tamanha imponência poderia facilmente resvalar no imaginário fantástico dos contos de fadas. Para evitar isso, Leopold e Van den Eeden recorrem à dessaturação e ao baixo contraste — não naquele estilo lavado, já quase um clichê de Hollywood, mas sim de forma inventiva, revelando beleza no cotidiano e na aspereza. No entanto, se visualmente o filme se sustenta, o mesmo não se pode dizer de seus diálogos. É evidente que o roteiro se baseia na máxima “show don’t tell” (reiteradamente escutada por todo estudante de cinema sobre a importância de, no cinema, mostrar, e não simplesmente contar), mas a escolha acaba levada ao extremo: as conversas soam artificiais, quase tolas, e não conseguem carregar a densidade emocional que todo o resto do filme – plot, atuação, trilha, fotografia, montagem – clamam. A amargura de Jen se perde em inconsistências, tornando a personagem menos complexa do que deveria e enfraquecendo qualquer empatia no espectador, necessária para motivá-lo ao menos a chegar ao final do filme. A maior falha, contudo, está na tentativa de forçar um thriller dentro de uma trama essencialmente dramática. O mistério das caçadas ilegais na floresta nunca encontra espaço real diante do peso do passado de Jen, resultando em um arco subexplorado e em um desfecho abrupto — tão destoante do ritmo contemplativo do restante do longa que causa a sensação de corte prematuro. Precisei me certificar que, de fato, o filme tinha acabado e não havia um erro na minha exibição. Whitetail não chega a encantar nem a decepcionar por completo. Ou, talvez, faça as duas coisas ao mesmo tempo, equilibrando a balança e resultando no que há de mais frustrante em um filme: a promessa de um grande potencial que nunca se cumpre. Não me arrependo da experiência, apenas esperava (e sei que o filme poderia me dar) mais. Nota: 3/5

  • Crítica | Sirāt (TIFF 2025)

    Divulgação Um dos grandes acontecimentos do Festival de Cannes de 2025 foram as compras da Neon.

  • Crítica | Morra, Amor (2025)

    O 'Padecer no Paraíso' da maternidade em uma adaptação que não entrega a justiça prometida. Imagem: Divulgação A nova adaptação do livro Morra, Amor de Ariana Harwicz chega aos cinemas pelas mãos de Lynne Ramsay, uma diretora veterana em temas polêmicos, com Você Nunca Esteve Realmente Aqui e Precisamos Falar Sobre o Kevin no currículo. Ramsay parece confortável em explorar dinâmicas sociais tabus e parece querer romper com a visão de maternidade perfeita, trazendo sua protagonista Grace (Jennifer Lawrence) para “padecer no paraíso”. A premissa da adaptação de Lynne Ramsay é instigante, propondo uma imersão na mente de Grace, uma mãe que se sente aprisionada em um casamento falido e na maternidade idealizada. A escolha de Jennifer Lawrence para o papel principal é um dos grandes acertos do filme, trazendo uma atuação intensa digna dos dilemas morais explorados por Ramsay em trabalhos anteriores. Contudo, a execução dessa jornada mental é o grande tropeço de Morra, Amor. O filme erra em concentrar todo o seu ímpeto dramático e narrativo nos primeiros 20 minutos. É nesse breve período que o espectador é bombardeado com as tensões, os questionamentos e o prenúncio da espiral psicótica de Grace. A montagem inicial é frenética e desconfortável, cumprindo a função de nos inserir no estado de espírito caótico da protagonista. O problema é que, após essa explosão inicial, o filme mergulha em um marasmo que se estende pela maior parte da sua duração. A promessa de uma desintegração mental constante se transforma em uma repetição tediosa de cenas que não avançam a narrativa nem aprofundam a crise da personagem de forma eficaz. O ritmo arrastado da 1h30min subsequente esgota a paciência, perdendo qualquer interesse gerado no começo. Imagem: Divulgação Ramsay tenta traduzir a psicose de Grace através de uma fragmentação, utilizando cortes abruptos e flashbacks desconexos para simular a sensação de que o espectador está enlouquecendo junto com ela. No entanto, o resultado é apenas confusão. Em vez de criar empatia ou imersão na mente perturbada, essa estratégia de montagem falha em estabelecer um fio condutor claro, transformando a experiência em algo negativo. O filme tenta ser visceral, com cenas violentas e chocantes, mas acaba sendo apenas opaco. Apesar disso, outro grande acerto do filme são as atuações de Sissy Spacek e Robert Pattinson. Spacek interpreta Pam, sogra de Grace (Jennifer Lawrence), que se esforça para auxiliar a nora com a deterioração mental na maternidade enquanto enfrenta o próprio luto pela perda do cunhado e do marido no mesmo ano. Já Pattinson, inicialmente, apresenta-se como um marido amoroso e dedicado, mas, ao longo da trama, revela-se detestável devido ao constante gaslighting e às traições. No mais, a promoção do filme demonstrava que ele se propunha a ser uma representação justa para um momento tão delicado da vida de uma mulher, mas beira o apático em como o filme foi conduzido. Nota: 2/5

  • Crítica | Pão Doce (2025)

    Precariedade do trabalho é abordada em curta que joga com a leveza visual e a densidade do texto. Imagem: Divulgação Em Guarulhos, Fernando (Francisco Gaspar) tenta preservar o sexto aniversário de sua filha. Forçado a levar Sophia para o trabalho, ele precisa navegar pelo espaço estreito entre a sobrevivência profissional e o cuidado de um pai. O retrato da realidade encontra em Pão Doce uma forma de representação que nunca precisa recorrer ao excesso para revelar sua dureza. O curta dirigido por Wesley Gabriel parte de uma aparência leve e acolhedora, para construir aos poucos um retrato de vidas comprimidas por jornadas, responsabilidades e condições que deixam pouco espaço para a dignidade. Escadas, ruas, paredes de apartamentos, janelas e construções urbanas aparecem como elementos que organizam e limitam não apenas o espaço, mas também as divisões sociais que atravessam aqueles personagens. A fotografia desenha essas estruturas com clareza, explorando formas e texturas com precisão. Há ainda uma escolha especialmente expressiva nas cenas da cozinha, quando o quadro abandona o 16:9 e passa ao 4:3, contraindo a imagem e transformando o próprio formato em uma espécie de confinamento. É uma solução visual delicada, mas de enorme força. Wesley Gabriel conduz a câmera com uma observação precisa, quase analítica, sem permitir que esse rigor afaste o filme daquilo que há de mais humano em sua narrativa. O olhar acompanha os acontecimentos com atenção aos pequenos gestos, aos espaços e aos silêncios, encontrando sentimento justamente naquilo que não precisa ser sublinhado. Essa contenção encontra em Francisco Gaspar um intérprete extraordinário. Seu personagem se torna o centro gravitacional da obra sem que o ator precise disputar a atenção do quadro. Há uma economia em sua atuação que combina perfeitamente com o registro do filme, traduzindo em expressões, movimentos e pausas a densidade de um roteiro que poderia facilmente cair no discurso direto. Gaspar sustenta boa parte da experiência com uma presença que parece simples à primeira vista, mas revela sucessivas camadas conforme a história avança. O texto também brinca com a possibilidade de uma ruptura, insinuando uma pequena chance de felicidade em meio àquela realidade. Por alguns instantes, Pão Doce parece assumir os contornos de uma fábula contemporânea, como se uma distorção da vida cotidiana pudesse abrir caminho para um desfecho diferente. Essa expectativa, porém, é interrompida de maneira brusca, embora o filme preserve até nesse corte a delicadeza que conduz sua encenação. A escolha impede qualquer acomodação do espectador diante de uma solução confortável. Não há milagre capaz de reorganizar aquela existência nem exceção que transforme a exploração em oportunidade. O que parecia uma fresta logo se fecha, devolvendo o personagem ao mundo concreto e às limitações que o cercam. É nesse ponto que o curta deixa de ser apenas o retrato de uma rotina individual e assume uma dimensão política mais evidente. A crítica à precarização das condições de trabalho e às escalas que impedem o trabalhador de viver para além do emprego encontra sua síntese na defesa do fim da escala 6x1. A mensagem aparece como uma rubrica final endossando aquilo que a narrativa já havia construído por meio das imagens e das relações humanas. O curta não precisa transformar seus personagens em porta vozes de um manifesto para revelar a violência de uma rotina que consome tempo, corpo e possibilidades. Sua força está justamente em fazer da delicadeza uma ferramenta de confronto. Pão Doce olha para uma estrutura que naturalizou o cansaço e lembra que uma vida digna não deveria ser aquilo que sobra depois do trabalho. Nota: 4/5

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