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Citronela Doc chega à 6ª edição com premiações inéditas, mostra internacional com o renomado festival FICCI e masterclasscom João Moreira Salles

  • Foto do escritor: Oxente Pipoca
    Oxente Pipoca
  • há 2 horas
  • 5 min de leitura

Evento gratuito acontece de 25 a 30 de agosto em Ilhabela (SP).

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

A 6ª edição do Citronela Doc - Festival de Documentários de Ilhabela, que acontece de 25 a 30 de agosto em Ilhabela (SP), inaugura uma nova fase do festival, cheia de novidades. Pela primeira vez, a Mostra Nacional e a Mostra Regional serão competitivas. Além disso, o festival traz uma Mostra Internacional realizada em parceria com o Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias (FICCI), na Colômbia, uma Mostra Infantil em parceria com o festival Recria Cine e uma masterclass com João Moreira Salles, um dos mais importantes documentaristas, roteiristas e produtores do cinema brasileiro. Todas as atividades são gratuitas.


A premiação é uma das principais novidades desta edição. As obras selecionadas dentre mais de 550 inscritas representam 12 estados brasileiros mais o Distrito Federal e cinco cidades do Litoral Norte e do Vale do Paraíba. Os filmes nacionais concorrem aos prêmios de Melhor Longa-Metragem, Melhor Curta-Metragem e Menção Honrosa. Já a Mostra Regional premiará o Melhor Filme Regional e o Melhor Filme de Diretor(a) Estreante. A programação também contará com o Prêmio Utopia Docs, oferecido pela distribuidora internacional Utopia Docs, e com o Prêmio Aquisição todesplay.


Os prêmios serão definidos por um júri formado por profissionais da área do audiovisual: Tatiana Lohmann, diretora, Paulina Chamorro, jornalista, Willen Dias, montador, Erika Araujo, produtora executiva, Lygia Barbosa, diretora e Paulo Delfini, curador e membro do Fórum de Cinema do Interior Paulista (Icine).Entre os oito longas-metragens da competição nacional estão "A Fabulosa Máquina do Tempo", da premiada cineasta Eliza Capa, que estreou na edição 2026 do Festival Internacional de Cinema de Berlim, a Berlinale; "Na Passagem do Trópico", de Francisco Miguez, filmado em Ubatuba; "O Pai e o Pajé", de Iawarete Kaiabi, Felipe Tomazelli e Luís Villaça, vencedor do Prêmio Abraccine na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; "Lendo o Mundo", de Catherine Murphy e Iris de Oliveira, sobre Paulo Freire; "Apopcalipse Segundo Baby", de Rafael Saar, que acompanhou a cantora Baby do Brasil por 18 anos para contar sua trajetória; "Cartas para…", de Vânia Lima, que acompanha a transformação de quatro mulheres por meio da troca de cartas; "Mãos à Terra", de Sérgio Guidoux Kalil, sobre a história da Feira de Agricultores Ecologistas; e "VIVO 76", de Lírio Ferreira, dedicado ao histórico álbum “Vivo!” de Alceu Valença.


A seleção de curtas-metragens reúne produções contemporâneas premiadas em festivais nacionais e internacionais que abordam temas como memória, povos indígenas, cultura afro-brasileira, violência de Estado, mineração, encarceramento juvenil e tradições populares. A lista inclui "A Pele do Ouro", de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo; "Caldeirão", de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira; "Cordel da Marujada", de Gabriel Paixão; "Cordões e Sinos de Além-mar", de Yuji Kodato e Jeremias Brasileiro; "Escudo", de Andrey Haag e Cauê Santiago; "Logos", de Britney; "Minhocuçu", de Leonardo Branco e Lucas Campos; "Os Arcos Dourados de Olinda", de Douglas Henrique; "Thayara", de Mila Leão; e "Vinte Vinte Quatro", de Davi Pieri.


A Mostra Regional evidencia a força da produção audiovisual do Litoral Norte paulista e do Vale do Paraíba com "A Força da Raiz", de Maria Sol Aranda (Ubatuba); "Janelas da Memória", de Yasmin Bilard (São Luiz do Paraitinga); "Kaeté", de Pedro Ciampolini (Ubatuba); "Menina Moça e a Cobra de Duas Cabeças", de Letícia Andra (São Sebastião); "Narrativas ao Sol", de Isabella Gonçalves e Thais Chaves (Ilhabela); "Renato Canoeiro Caiçara", de Dannyel Leite (Jacareí/Ubatuba); e "Resíduos de Esperança", de Roseane Moura (Ubatuba).


Com direção majoritariamente feminina, os filmes revelam a diversidade de olhares e narrativas sobre os territórios da região, trazendo à tela saberes ancestrais, memória, identidade e cultura dos povos, a relação com a natureza, sustentabilidade e os impactos da crise climática. As obras também refletem sobre as transformações sociais e ambientais que atravessam essas comunidades, valorizando histórias, personagens e saberes pouco representados no cinema.


Os filmes foram selecionados por uma equipe de curadores que reuniu profissionais do audiovisual com diferentes perfis e de regiões distintas do país (saiba mais sobre os curadores ao final do texto), auxiliados por um comitê de seleção formado por nove pessoas que se inscreveram para participar do processo.


Outra estreia desta edição é a Mostra Internacional, realizada em parceria com o renomado Festival Internacional de Cine de Cartagena das Índias (FICCI), na Colômbia, o mais antigo festival de cinema da América Latina. O festival é conhecido por promover a diversidade cultural e exibir centenas de produções gratuitas para o público.


A seleção apresenta produções colombianas de 2025 e 2026, que foram destaque no FICCI, como o longa "Andariega", de Raúl Soto Rodríguez, que acompanha a rotina nômade de uma colhedora de café (estreia no Festival Internacional de Documentários de Amsterdã - IDFA e no FICCI), e os curtas "Decair", de Juan Camilo González, animação que confronta a busca pelo passado (Prêmio de Melhor Contribuição Artística no FICCI 65); "Filme Pin", de Maria Rojas Arias e Andres Jurado, que conta histórias de solidariedade internacional por meio de broches (Menção Especial em Curtas Colombianos no FICCI 65), "Niña Chilapa", de Juana Lotero, que tem como tema a gravidez na adolescência e seus desafios, (Melhor Curta Colombiano no FICCI 64) e "Sombras na Névoa", de Pedro Pablo Vega Reyes, que mostra o cotidiano de uma família criadora de ovelhas em uma região de altas montanhas (Prêmio do Público e Melhor Direção em Curtas Colombianos no FICCI 65).Com exceção de “Filme Pin”, todas as obras terão sua estreia brasileira no Citronela Doc“Sombras na Névoa” faz também sua estreia internacional no festival ilhabelense.


Nas sessões especiais, fora das mostras competitivas, o Citronela Doc apresenta o premiado “Mounir, de Juliana Borges, premiado Melhor Filme Longa-Metragem na mostra competitiva Territórios e Memória da 15ª Mostra Ecofalante de Cinema (2026). O filme acompanha um imigrante centro-africano e a jovem cineasta brasileira que registra sua história ao longo de dez anos e três continentes, em uma narrativa que transita entre realidade e ficção. Também será exibido “Artacho Jurado, Sinfonia de um Arquiteto”, de Teresa Eça e Pedro Gorski, que revisita a trajetória do arquiteto responsável por uma das linguagens mais singulares da arquitetura paulistana. 


A programação também reúne debates, oficinas, apresentações artísticas e shows. Entre os destaques estão a masterclass “O Problema do Documentário”, com o documentarista João Moreira Salles, no sábado, 29 de agosto, das 11h30 às 13h, no Esporte Clube Ilhabela, com entrada gratuita e aberta ao público, sem necessidade de inscrição prévia. Salles é autor de obras marcantes como “Notícias de uma Guerra Particular” e “Santiago” e ‘No Intenso Agora” e, recentemente, publicou “Arrabalde”, série de sete reportagens sobre sua experiência na Amazônia.O Encontro de Realizadores, coordenado pela Escola de Cinema Citronela, também é um grande destaque da programação. Serão três dias de formação, entre 28 a 30 de agosto, com atividades formativas realizadas em parceria com atores importantes no mercado, como SpcineSebraeIcineIlhacine e Ilhabela Convention & Visitors Bureau. As atividades acontecem no Esporte Clube Ilhabela e no píer da Vila.


Outra novidade no Citronela Doc em 2026 é a Mostra Infantil, que trará nove produções em parceria com o festival Recria Cine, e também a realização de uma Mostra Educativa, com a realização de nove sessões de cinema para alunos do infantil, fundamental 1 e fundamental 2 de escolas públicas de Ilhabela, no Cine Villa Bella & Clube, localizado no Centro Cultural Waldemar Belisário.O festival também terá programação online, disponível de 1º a 10 de setembro em todo o Brasil pelas plataformas Spcine Play e todesplay. Mais informações estão disponíveis em www.citroneladoc.com.br e no Instagram @citroneladoc.


6º Citronela Doc é uma realização do Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, com produção da Associação Cultural Citronela e coprodução de Ver Para Crer, Salga Filmes e BR8 Cultural.

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