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  • Foto do escritorMaria Luysa Canario

Crítica | Não Se Preocupe, Querida

Olivia Wilde faz um bom trabalho em meio a polêmica.

Divulgação: Warner Bros.


Quando o lançamento de um filme chega rodeado de polêmicas é difícil ser imparcial na hora de julgar sua qualidade. Esse é um fato que impacta diretamente a estreia de Don’t Worry, Darling, novo filme da diretora e atriz Olivia Wilde. O filme estreou no Festival de Veneza com uma onda de fofocas sobre a relação entre os atores e diretora, tretas na produção e críticas negativas que roubaram a atenção de sua estreia e criaram um burburinho de que esta poderia ser a grande decepção do ano. Mas afinal, foi mesmo?


Bem, o filme está longe de ser perfeito. Depois da estreia espetacular de Wilde como diretora em “Booksmart”, não é difícil assumir que houve uma queda de qualidade em seu trabalho: “Don’t Worry Darling” peca em questões simples e acaba se tornando exagerado e ao mesmo tempo superficial. O filme, por exemplo, guarda seu plot twist até o último segundo (apesar de ser algo levemente previsível) e acaba não explicando como as coisas acontecem, porém mastiga algumas cenas que parecem desnecessárias à exaustão.


Mudando para os pontos positivos, a atuação de Florence Pugh é o principal deles. Ela se entrega totalmente ao papel, trazendo inúmeras camadas e extraindo o que há de melhor em Alice, sua personagem. A rivalidade com o vilão interpretado por Chris Pine traz tensão para a tela e o espectador consegue ficar imerso no que está acontecendo. Por outro lado, a interpretação de Harry Styles, pode não agradar a todos. O astro pop chega em seu segundo filme sendo não tão elogiado e não consegue alcançar a profundidade de seus novos amigos de profissão, especialmente em cenas dramáticas que talvez exijam maior experiência ou técnica.


Outro ponto definitivamente positivo é a beleza do filme. Tanto na sua fotografia quanto na produção e figurinos o longa encanta e consegue trazer essa impressão de algo belo porém vazio que a história quer passar. O plano de fundo é realmente perfeito para o que está sendo contado e algumas inspirações claras como “Black Mirror” e Hitchcock aparecem.


Por fim. Don’t Worry Darling é um daqueles filmes que vai dividir opiniões mas que na verdade é muito do que temos por aí: um bom filme, só não espetacular. Isso é, por exemplo, algo extremamente comum em filmes dirigidos por diretores masculinos, mas que nesse caso pesa para Olivia Wilde por estar na posição de uma diretora mulher entrelaçada com atores que também carregam um status de “ame ou odeie”.


Nota: 3,5/5

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