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  • Foto do escritorÁvila Oliveira

Crítica | Todo Menos Você

Comédia romântica completa o bingo dos clichês, mas se sustenta pela sintonia do casal

Foto: Divulgação


Após um primeiro encontro cativante, Bea (Sydney Sweeney) e Ben (Glen Powell) descobrem que sua paixão ardente inicial inexplicavelmente se transformou em um mal-entendido gelado. No entanto, o destino intervém: reunidos novamente em um casamento australiano dos sonhos, eles optam por uma farsa de união. Mas as faíscas reacendem em meio ao cenário ensolarado, forçando-os a confrontar seus verdadeiros sentimentos e abraçar uma possível segunda chance.


Não tem qualquer cena ou desfecho que eu possa descrever aqui, o que eu não vou fazer, que possa estragar qualquer surpresa, porque é tudo muito clichê. Personalidade confrontantes, encontro com as famílias e vários parentes com falas constrangedoras, fingir estarem apaixonados para superar um grande acontecimento... o gabarito já está escrito nas paredes das mais antigas cavernas da Hollywood desde a pré-história.


Então o que o torna de alguma forma diferente de todos as outras incontáveis comédias românticas já feitas em Hollywood. Resposta: a química entre os atores (chame do que quiser, conexão, afinidade, etc). Por mais que um par de atores consiga expressar as mais diversas emoções em cena, existe uma nuance orgânica no olhar que transpassa as palavras ensaiadas de um roteiro. E não estou querendo implicar qualquer coisa que já tenha sido implicado pelas bocas malditas da mídia rasa, mas falo de cumplicidade, de saber que aquele trabalho foi, antes de qualquer coisa, divertido para as partes envolvidas.

Foto: Divulgação


Por mais que o roteiro não levante qualquer reflexão ou traga situações novas (sim, é um roteiro progressista com um casamento lésbico interracial como plano de fundo, mas até isso se camufla no contexto geral da narrativa) e diferentes da cartilha, o charme e carisma de Sydney e Glen cria os muitos bons momentos do filme – pelo menos bem mais do que eu estava esperando – para além daqueles em que eles simplesmente estão exibindo seus belos e definidos corpos, coisa que diretor Will Gluck não faz o menor esforço para fingir não ser de propósito. E o físico é sempre um ponto que o diretor gosta de explorar. Todos as outras comédias que passaram pela mão dele têm cenas onde o trabalho de corpo é tão importante quanto o “humor verbal” por assim dizer.


Em resumo, é o famoso filme para aceitar demais e pensar de menos. E quer saber? Se for crime as vezes gostar de ver um casal hétero no mais alto padrão de Hollywood sendo completamente deslocado da realidade e enfrentando os mais altos problemas de branco que a atualidade pode oferecer, estando o mais distante possível de quaisquer abordagens sociais relevantes e trocando carícias, pode me prender.


Nota: 3/5

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