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Crítica | Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor

Foto do escritor: Ávila Oliveira
Ávila Oliveira
há 18 horas
2 min de leitura

Continuação consegue encantar com carisma do elenco, mesmo sem o charme dos anos 90.

Imagem: Divulgação
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Anos após os acontecimentos do primeiro filme, as irmãs Sally e Gillian Owens ainda carregam as consequências de uma antiga praga que condena as mulheres de sua linhagem a perderem aqueles que amam. Quando uma força ancestral volta a ameaçar seus descendentes, as duas precisam unir seus poderes para desvendar os mistérios de sua origem. Entre encantamentos, paixões e sacrifícios, as Owens terão de confrontar as raízes de seu legado sobrenatural e encontrar uma maneira definitiva de romper o ciclo que atravessa gerações.


A sequência de Da Magia à Sedução consegue resgatar parte do encanto do clássico original especialmente por causa do excelente entrosamento entre Sandra Bullock e Nicole Kidman. Ao retornarem aos papéis que marcaram o final dos anos noventa, as duas atrizes mostram que a química que tornou as irmãs Owens tão queridas continua intacta. É um prazer imediato ver o amadurecimento dessas personagens em tela, fazendo emergir a perigosa sensação de nostalgia acolhedora para quem acompanhou a primeira história de amor e feitiçaria. Destaques também para as personagens de Dianne Wiest e Stockard Channing que também repetem suas personagens e aqui são responsáveis pelos momentos mais emotivos da produção.


Além de celebrar o retorno das protagonistas, a nova produção atualiza as discussões sobre sororidade e a força do feminino no mundo contemporâneo. Essa transição para os dias atuais ganha força com a chegada de Joey King e Maisie Williams, que interpretam a nova geração de bruxas da família. As novas personagens introduzem novos dilemas e conflitos que por vezes parecem atuais e por vezes parecem ter travado há quase 30 anos com a ideia de um romance idealizado demais para jovens garotas sonhadoras, o que não é necessariamente um problema, na verdade é até necessário para o desenvolvimento da diegese, mas que perde a oportunidade de se desvencilhar do material base e dar uma nova roupagem para as questões.

Imagem: Divulgação
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O longa esbarra em problemas evidentes de ritmo ao se estender muito além do necessário. A tentativa de construir uma atmosfera de mistério e suspense falha porque o desfecho da narrativa se revela previsível desde o início, então é sentar e ver como tudo vai acontecer. A diretora Susanne Bier faz um trabalho visual bonito ao tentar recriar a textura acolhedora do cinema de Hollywood do final dos anos 90, mas o roteiro simplesmente não acompanha essa fluidez, parecendo haver uma indisposição entre os subgêneros, gerando momentos em que a imagem e o texto parecem caminhar em direções totalmente opostas.


No fim das contas, a obra entrega momentos divertidos e carismáticos, mas falha em se estabelecer como um filme de grande impacto. Embora seja gostoso rever esse universo, falta uma força criativa que faça a história se destacar de forma independente. É uma produção correta, por assim dizer, e simpática que serve como um bom entretenimento passageiro, mas que dificilmente será lembrada no futuro por algum elemento verdadeiramente marcante.


Nota: 3/5


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