Crítica | Mortal Kombat II (2026)
- Ávila Oliveira

- há 9 horas
- 2 min de leitura
Um filme de ação dos anos 90 com roupagem contemporânea.

Nesta continuação, os campeões favoritos dos fãs, agora acompanhados por Johnny Cage (Karl Urban), são colocados uns contra os outros numa sangrenta e derradeira batalha, sem regras ou limites, para derrotar o sombrio governo de Shao Kahn (Martyn Ford) que ameaça a própria existência do Plano Terreno e seus defensores.
Mortal Kombat II chega se apresenta sem rodeios e sem qualquer tentativa de parecer algo além do que realmente é. Um filme de luta, direto ao ponto, que abraça sua própria natureza com segurança. A ação segue afiada do começo ao fim, com sequências que mostram um cuidado evidente na construção dos combates. As coreografias são espetaculares e há um trabalho incrível de dublês que merece destaque, já que são eles que sustentam boa parte do impacto físico que a narrativa exige. É um estilo de ação exagerado que Hollywood produziu às pencas nos anos 90, tópico, inclusive, que o próprio filme aborda.
Mesmo quem nunca encostou em um controle para jogar ou não viu o longa anterior consegue acompanhar o desenrolar da história com facilidade. O roteiro praticamente pega o espectador pela mão e faz questão de explicar tudo a cada vinte minutos, como se estivesse dialogando com um público infantil com faixa etária entre 7 e 10 anos de idace. Essa abordagem pode soar exagerada em alguns momentos, mas ao mesmo tempo garante que ninguém fique perdido dentro daquele universo cheio de regras próprias (sem qualquer lógica de ser) e personagens variados.

Curiosamente, há uma evolução na forma como a trama é conduzida em comparação ao primeiro filme. Aqui tudo parece mais conciso, mais organizado, com eventos apresentados de maneira clara e objetiva. Ainda que o texto peque pelo excesso de explicações, existe uma sensação de maior controle sobre o que está sendo contado. O elenco não entrega performances memoráveis, mas cumpre bem seu papel, deixando que o carisma dos personagens conduza os momentos mais importantes.
O filme tropeça também quando o assunto é caracterização e ambientação, faltando capricho em alguns detalhes que fazem certas cenas parecerem amadoras e baratas. Em compensação, quando os cenários digitais entram em cena, o resultado melhora bastante graças ao uso intenso de cores, iluminação e brilhos artificiais que combinam com o tom fantasioso da proposta. É um longa que diverte, agrada aos fãs mais apaixonados pelo universo e ainda consegue entreter quem chega sem grandes expectativas, nem que seja pelas cores e barulhos.
Nota: 3/5



















