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496 resultados encontrados para "festival rio"
- Entrevista | “O cinema é o que a gente quiser que seja. Precisamos destruir essa ideia de que o que é popular não é bom”: Gabriela I. Gaia fala sobre Revelação
Divulgação Entre os destaques do 54º Festival de Cinema de Gramado, o curta-metragem Revelação, da diretora do Rio. e do Festival do Rio 2026. A gente se encontrou no Festival de Tiradentes, em 2023. Eu estava com o Escasso e ele estava com outro filme de uma galera super legal do Rio; nesse caso específico
- Mostra Cinema Conquista confirma 16ª edição em setembro
um panorama do cinema brasileiro contemporâneo, com obras que, em muitos casos, circulam apenas em festivais deste ano também acontece em um momento promissor do cinema brasileiro, que tem conquistado prêmios em festivais
- Vicentina Pede Desculpas estreia nos cinemas nesta quinta antes de chegar à Netflix
de Toronto, San Sebastián, Rio e pela Mostra de São Paulo, Vicentina Pede Desculpas estreia nesta quinta-feira Na crítica do Oxente Pipoca, escrita durante a cobertura do Festival do Rio, Aianne Amado destacou: " No Festival do Rio, o filme conquistou Melhor Direção para Gabriel Martins, Melhor Roteiro e Melhor Longa Kinoplex Dom Pedro - Campinas/SP Paradigma Cine Arte - Florianópolis/SC Kinoplex Shopping Boulevard - Rio de Janeiro/RJ Cinesystem Frei Caneca - São Paulo/SP Cinesystem Botafogo - Rio de Janeiro/RJ Após a passagem
- HISTÓRIAS DE TERROR E DELICADEZA: Dira Paes, Elisa Lucinda, Gabriela Corrêa e Chico Santanna estrelam drama gravado em Brasília — European Film Market (EFM) da Berlinale
em pós-produção, Histórias de Terror e Delicadeza está em busca de distribuição, agente de vendas, festivais destaque no European Film Market (EFM) 2026, o mercado audiovisual que integra a programação oficial do Festival
- Os melhores filmes vistos no 14º Olhar de Cinema
O que me encantou, o que me desagradou e o que ficou no meio do caminho durante os nove dias de festival Divulgação Nada te prepara para a maratona que é um festival de cinema. De 11 a 19 de junho estive cobrindo a 14ª edição do Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba quantidade de filmes variaram de muitas maneiras - alguns dos quais crescendo em mim durante os dias do festival
- Entrevista | Diretores de “A Flor do Buriti” falam da temática indígena no longa e de Cannes
Exibido em diversos festivais internacionais, o filme conquistou o prêmio de Melhor Elenco na Mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes, em 2023. Buriti na Mostra Un Certain Regard em Cannes, João considera de tremenda importância o fato do maior festival
- “Clássico-Rei” e “Viver é melhor que sonhar” têm estreia mundial no 36º Cine Ceará
Quatro longas e um curta-metragem brasileiro terão exibição especial no festival cearense Divulgação Cinco filmes terão exibição especial no 36º Cine Ceará - Festival Ibero-americano de Cinema, que acontece Os outros chegam ao festival depois de um percurso por grandes mostras no país. após a estreia mundial na Première Brasil do Festival do Rio e Mostra Internacional de SP. Instagram: @cineceara, Facebook: Festival Cine Ceará. E-mail: contatos@cineceara.com.
- Crítica | A Margem do Rio (Mostra de SP 2026)
A Margem do Rio também lida com esse universo, mas o faz por uma chave local, trabalhando-o no interior É inegável o quanto A Margem do Rio encontra uma consonância aterradora com a realidade brasileira atual A Margem do Rio propõe e abre caminhos que nunca chega a resolver completamente, optando por uma abordagem
- TORNIQUETE: Ana Catarina Lugarini dirigirá história de drama e horror protagonizada por Marieta Severo — Mercado de Cannes
de longas-metragens e está presente no mercado de Cannes em busca de um agente de vendas e de novos festivais Cinema 2025, o filme está presente no mercado de Cannes em busca de um agente de vendas e de novos festivais Pipoca preparou sobre os filmes brasileiros em destaque no Marché du Film 2025, o mercado de cinema do Festival
- LatinArab aterrissa em Sergipe com filmes inéditos e debates sobre Palestina
pesquisadores para discutir cinema, política e identidades no cenário árabe contemporâneo Imagem: Divulgação O Festival Criado na Argentina, o festival tornou-se um dos poucos eventos internacionais da região voltados ao “Esta 11ª edição marca um momento histórico: o relançamento do festival com uma programação ampliada “A curadoria do Festival é pensada com diálogos, debates e atividades que estabelecem mediações na forma Confira a programação completa: Dia 14 de novembro 19h – 21h30 Abertura do Festival Internacional de
- Entrevista | Gabriel Mascaro fala sobre protagonismo idoso e mudanças no roteiro de O Último Azul
longa-metragem do diretor, que estreia no Brasil neste dia 28, foi vencedor do Urso de Prata no último Festival
- Crítica | Clarissa (TIFF 2026)
Adaptação de Virginia Woolf atualiza “Mrs. Dalloway” para Lagos, mas se perde em sua própria contemplação. Imagem: Divulgação Existe algo naturalmente interessante em adaptar Mrs. Dalloway para os dias atuais. Mais de cem anos depois da publicação do romance de Virginia Woolf, suas reflexões sobre classe, isolamento, envelhecimento e as limitações impostas pela sociedade continuam extremamente atuais. Em Clarissa, os irmãos Chuko e Arie Esiri transportam essa história para Lagos, na Nigéria, mas acabam criando uma obra que, apesar de suas boas intenções, raramente consegue transformar suas ideias em uma experiência realmente envolvente. A história acompanha Clarissa, uma mulher da alta sociedade nigeriana que passa o dia preparando uma festa em sua casa. Enquanto organiza os últimos detalhes para receber amigos e conhecidos, ela começa a revisitar momentos de sua juventude e a refletir sobre as escolhas que a levaram até sua vida atual. Entre essas lembranças estão Peter, seu antigo namorado e escritor aspirante, Sally, sua amiga por quem Clarissa também demonstra sentimentos, e Ugo. O filme alterna constantemente entre o passado e o presente, mostrando como aquelas amizades foram transformadas pelo tempo e pelas circunstâncias. A ideia de transportar a história de Londres para a Lagos contemporânea é, sem dúvida, uma das decisões mais interessantes do filme. A obra de Woolf discutia uma sociedade britânica marcada pelo colonialismo, pelas diferenças de classe e pelas consequências da Primeira Guerra Mundial. Aqui, os Esiri utilizam a Nigéria para observar as marcas deixadas pelo colonialismo britânico e as contradições de uma sociedade que tenta conciliar tradição, modernidade e diferentes estruturas de poder. O problema é que Clarissa frequentemente parece mais interessado em demonstrar essas ideias do que em transformá-las em uma narrativa capaz de prender nossa atenção. Imagem: Divulgação A estrutura alternando passado e presente funciona melhor nos momentos em que conseguimos entender como as versões mais jovens dos personagens se relacionam com aquilo que se tornaram. As cenas da juventude possuem uma energia diferente, quase como uma memória idealizada de uma época em que tudo parecia possível. No presente, porém, existe uma sensação constante de estagnação. Essa diferença ajuda a construir a personagem de Clarissa, mas também torna o filme excessivamente contemplativo. Muitas cenas parecem existir apenas para reforçar o estado emocional dos personagens, enquanto a narrativa demora para avançar. Sophie Okonedo é, sem dúvida, um dos maiores destaques. Sua interpretação é construída principalmente através de pequenos gestos, silêncios e olhares. Existe uma melancolia evidente em sua Clarissa, uma mulher que parece ter passado boa parte da vida tentando se convencer de que fez as escolhas certas. David Oyelowo também funciona muito bem como Peter, especialmente na maneira como transmite o arrependimento e o desejo de recuperar uma conexão que parece perdida há décadas. Os dois atores conseguem criar uma relação marcada por uma intimidade que nunca é completamente verbalizada, e são justamente esses momentos mais silenciosos que fazem o filme funcionar melhor. O restante do elenco também é competente, embora alguns personagens acabem parecendo mais importantes para as ideias do roteiro do que para a própria história. Isso fica particularmente evidente com Septimus, um veterano traumatizado que vive uma realidade completamente diferente da de Clarissa. Seu arco é provavelmente o mais pesado do filme. Enquanto Clarissa está cercada de conforto e pode escolher até onde deseja enxergar os problemas de seu país, Septimus carrega diretamente as consequências da violência e do abandono estatal. É uma contraposição interessante, mas a ligação entre os dois é tão distante que sua presença acaba parecendo quase como uma segunda história inserida dentro da primeira. Visualmente, os Esiri encontram algumas soluções interessantes para conectar passado e presente. Reflexos em espelhos e na água aparecem constantemente, criando uma espécie de ponte entre as diferentes versões dos personagens. A ideia funciona especialmente bem porque reforça o conflito central de Clarissa: a diferença entre aquilo que somos, aquilo que os outros enxergam e aquilo que imaginamos ter sido. O filme também utiliza sons e imagens para aproximar os diferentes personagens e momentos da história. Ora ouvimos sirenes, ora orações ecoando pela cidade, substituindo elementos presentes no romance original e ajudando a construir uma identidade própria para Lagos. Ainda assim, muitas dessas escolhas parecem mais interessantes isoladamente do que dentro do conjunto. Clarissa é um filme que claramente quer discutir questões importantes. Fala sobre colonialismo, classe social, privilégios, repressão, envelhecimento, liberdade e as consequências de viver em uma sociedade que constantemente exige que seus indivíduos se conformem. Existe muito conteúdo para ser explorado aqui. Mas, ao longo de seus 125 minutos, senti que o filme nunca encontrou uma maneira suficientemente dinâmica de conectar todas essas ideias. A adaptação de Mrs. Dalloway também cria uma expectativa difícil de cumprir. O romance de Woolf é conhecido justamente por sua capacidade de transformar pensamentos, memórias e pequenas observações do cotidiano em algo profundamente cinematográfico na imaginação do leitor. Clarissa tenta reproduzir essa sensação através de imagens, sons e mudanças temporais, mas nem sempre consegue alcançar a mesma força. No fim, a pergunta sobre liberdade permanece no centro da obra. Clarissa vive em uma posição privilegiada, mas ainda está presa às expectativas de sua classe, de seu casamento e de sua sociedade. Peter, Sally e os demais personagens também carregam diferentes versões dessa mesma prisão. E Septimus representa aqueles que sequer possuem o privilégio de escolher como querem viver dentro desse sistema. É uma ideia poderosa, mas Clarissa acaba sendo um filme que admiro mais do que realmente gosto. As atuações de Sophie Okonedo e David Oyelowo são excelentes, a atualização para Lagos é inteligente e existem momentos visualmente belos. Porém, a narrativa excessivamente lenta e contemplativa faz com que boa parte de seu potencial se perca. Ao invés de transformar suas grandes ideias em uma experiência emocionalmente marcante, o filme muitas vezes apenas nos explica, através de imagens bastante bonitas, por que elas são importantes. Clarissa entende perfeitamente o que Virginia Woolf queria discutir. O problema é que, ao tentar encontrar sua própria voz, os irmãos Esiri acabam criando uma adaptação mais interessante no papel do que na tela. Nota: 2.5/5












