Resultados de busca
Resultados da busca por "crítica mostra 2026"
1329 resultados encontrados para "crítica mostra 2026"
- Crítica | Nosso Sonho
Em Spencer (2021), por exemplo, o roteiro de Steven Knight conta muito da vida da princesa Diana mesmo se passando num final de semana; e em Elvis (2022), tivemos a história do famoso cantor contada sob
- Crítica | A Chamada
Se balançar a filmografia do Liam Neeson caem pelo menos uns outros sete desses Foto: Divulgação Matt Turner (Liam Neeson) é um executivo que se prepara para levar os filhos na escola. Ao ligar o carro, ele recebe uma ligação anônima informando que há uma bomba embaixo do seu assento e que eles não poderão sair do carro ou descumprir quaisquer de suas ordens senão o carro explode. Deixando um rastro de incidentes por onde passa, Matt fará tudo que está em seu alcance para sair dessa situação e salvar sua família. Antes de qualquer coisa eu tiro o chapéu para Liam Neeson que aos 71 anos ainda trabalha em filmes de ação e é um dos principais nomes do gênero, porém o gênero vem evoluindo nos últimos anos de forma a intensificar experiências, seja em desdobramentos do roteiro ou seja explorando a construção da ação no sentido mais puro da palavra. Infelizmente insistem em dar papéis para Neeson em ‘filmes de pai’, filmes com estruturas engessadas e que parecem ter parado no tempo, onde o protagonista faz de tudo para salvar sua família de um conflito inesperado. E esse é exatamente só mais um. Foto: Divulgação Nada no longa é novo. Com 15 minutos você já sabe o que está acontecendo o que vai acontecer e como vai acontecer precisamente. Não há qualquer frescor, não há qualquer inventividade e não há qualquer motivo para esta produção ser marcante ou sequer relevante. O vilão, por assim dizer, é previsível, e o final é tão previsível que juro que consegui imaginar até mesmo o enquadramento de câmera antes de acontecer. É tudo bem genérico a ponto de se tornar chato. Eu sou daqueles que concorda que a ação pela ação – às vezes – é muito melhor do que um filme que luta para entregar um pretexto ou uma mensagem profunda, que tente validar sua existência – e que não consegue. E A Chamada se esforça demais ser emotivo e meloso para trazer um envolvimento do espectador com aquela história e com aquela família, mas falta liga em todo o processo. As histórias de fundo são entediantes e não apresenta qualquer embasamento para uma boa motivação. Liam Neeson já começa com aspecto de cansado, de desinteressado e todo o restante do elenco o acompanha nesse ritmo maçante de que aquele vai ser apenas mais um filme para todos eles. E sabe o que deixa tudo ainda mais baixo astral? É saber que esse é um remake de um longa espanhol (O Desconhecido, 2015) que certamente deve ser mais orgânico do que esta nova versão. Para não ser injusto, a segunda metade apresenta uns dois ou três bons momentos de tensão para presentear o espectador que conseguir chegar até lá. São tantos furos de roteiro, tantos parênteses não fechados, tantas perguntas sem respostas e tantas respostas sem motivo que por várias vezes parece apenas que estamos assistindo a uma propaganda de uma hora e meia de tal novíssimo carro da Mercedes-Benz. Complementando a frase que falei no início, na filmografia de Liam Neeson existem vários outros filmes semelhantes a esse, a diferença é que muitos deles são bons. Nota: 1/5
- Crítica | Sem Ursos
pra cá foi proibido de fazer filmes, foi vetado o direito de sair do país e em julho do ano passado (2022 campanhas para arrecadação de dinheiro para sua fiança o diretor foi liberado em fevereiro desse ano (2023
- Crítica | O Brutalista
Filme é consistente em sua densidade dramática, mesmo deixando funcionalismo de lado Divulgação Em fuga da Europa do pós-guerra, o arquiteto visionário László Toth (Adrien Brody) chega à América para reconstruir sua vida, seu trabalho e o casamento com sua esposa Erzsébet (Felicity Jones), depois da separação forçada durante a guerra por mudanças de fronteiras e regimes. Sozinho em um novo país estranho, László se estabelece na Pensilvânia, onde o rico e proeminente industrial Harrison Lee Van Buren (Guy Pearce) reconhece seu talento para a construção. Mas poder e legado têm um custo muito alto. O Brutalista não é um filme sutil, mesmo saudando o brutalismo e suas características enquanto arquitetura, design e forma de expressão, ele mira na grandiosidade e acaba, por vezes, sendo apenas grande. O brutalismo é uma corrente da arquitetura que surgiu na Europa por volta dos anos 50 e que tinha/tem como algumas das características principais o funcionalismo, elementos modulares, paletas de cores monocromáticas, exposição dos materiais usados e formas geométricas contundentes. Não vou querer inventar ou pensar em analogias ligando a corrente ao filme, mas, de toda forma, mesmo mantendo uma unidade visual e temática, deixa completamente o funcionalismo de escanteio. É claro quando um filme é um trabalho feito com paixão por um cineasta e quando é meramente comercial. Este é um longa que o diretor Brady Corbet aparentemente não queria que terminasse. Digo isto pelo excesso de detalhes, de closes, de objetos e até mesmo de sons que acabam inflando a experiência para além do que merecia, mas que transparece o apego zeloso que Corbet teve por aquilo que estava montando. E é esse paradoxo que faz o filme funcionar e que também faz ele se perder. É isto que aproxima e distancia cineasta, personagem e temática. Como falei, o que parece grandioso só é extenso demais, ainda assim o resultado impresso é de um filme caro, imponente e refinado, mesmo não construindo um objeto preciso e definido. Filmado em VistaVision com rigor técnico explícito, o visual sempre apresenta texturas e cores consonantes através de uma fotografia de baixa saturação e excelentes contrastes. A direção de arte é um deslumbre. Através de mobiliários, formas e materiais, o filme situa o espectador nos parâmetros da corrente brutalista numa espécie de aula de campo imersiva onde o modernismo (nem sempre o brutalismo) domina e dita as regras. A trilha sonora passivo-agressiva de Daniel Blumberg é outro destaque na ambientação densa e cínica do enredo. E é nessa densidade narrativa que o roteiro é embasado. É um filme de drama que não tenta fugir do drama e gosta de explorá-lo sem pressa e sem pudor. Divulgação Quase todos os personagens carregam um fardo negativo que interfere nos problemas mal resolvidos uns dos outros. Tem drama familiar, drama pessoal, drama político, drama histórico e até drama geográfico. O texto não economiza nesse peso e, mas senta a mão mesmo é na segunda das duas partes em que o filme se divide (sem contar com um epílogo que destoa do tom das duas partes e que parece ter sido forçado para caber como uma justificativa do que o roteiro queria ter dito e não conseguiu). Apesar do drama constante e da mesma tonalidade apreensiva, fria e em alguns momentos misteriosa, essa segunda parte parece carregar mais do que pode comportar, e desde a elaboração de diálogos até o encerramento propriamente dito, a distribuição dos pontos de inflexão parecem não harmonizar. Adrien Brody faz o papel de coitado sonso como ninguém. E todo o elenco de coadjuvantes que o cercam conseguem entregar personagens bem desenvolvidos e marcantes. No entanto, Felicity Jones esbarra no sotaque e nos maneirismos de uma personagem que é a cara da segunda parte. Arquitetado como uma cinebiografia daquelas de grandes gênios incompreendidos, O Brutalista tem muito a transmitir e evita atalhos, evita uma objetividade que tornaria o filme mais desenvolto e ágil, mas não menos diligente e eficiente. É um filme que se vende como importante e que aparenta importância, mesmo que o espectador não sinta qualquer reação àquela história. Nota: 3,5/5
- Crítica | Vitória
cinemas de todo o Brasil, o filme Vitória é uma das grandes promessas de sucesso do cinema nacional em 2025 A atriz, que após fazer história no longa-metragem vencedor do Oscar 2025 de Melhor Filme Internacional
- Crítica | Thunderbolts*
Super-anti-heróis contra o baixo astral. Divulgação Depois de se verem presos em uma armadilha mortal, uma equipe não convencional de anti-heróis deve embarcar em uma missão perigosa que os forçará a confrontar os cantos mais sombrios de seus passados. É um alívio poder assistir a um filme de heróis da Marvel sem: 1) necessariamente ter visto os últimos e horríveis longas; 2) abordar multiversos e viagens no tempo que tapam os buracos dos fracos roteiros; 3) efeitos digitais mal acabados feitos por equipes cansadas da exploração de sua mão-de-obra; 4) repetir, por assim dizer, personagens e situações já saturados em outras produções Thunderbolts* tenta trazer uma proposta diferente à mesa. É um filme menor, menos chamativo, menos eufórico, e por isso também menos cafona e menos ridículo. Ele segue uma tendência recente dos filmes hollywoodianos de ação que resgatam os moldes do gênero antes dele se deixar levar pelo barulho e cores dos efeitos digitais. Uma ação mais contida, embora ainda intensa, e que busca valorizar os momentos de tensão, diálogos e desenvolvimento de personagens tanto quanto as explosões. Ainda assim, a produção faz questão de ficar lembrando o espectador que é aquele é um tradicional filme Marvel, o elenco que não vai além do esforço básico de convicção, as piadas que continuam passando do ponto e as lições de moral que são desenhadas de forma infantil. Mas vou dar o braço a torcer quanto a esse último quesito, porque comprei a mensagem do roteiro. Achei inteligente e importante terem deixado de lado a fantasia boba e divertida do universo em que aqueles personagens estão inseridos, para darem lugar a um vilão composto por metáforas psicológicas e sociais que podem comunicar mais e melhor com o público (jovem?) que é o alvo destes conteúdos. Divulgação Mesmo assim a abordagem é piegas e limitada, o desfecho inclusive é bem semelhante ao de Divertida Mente 2, mas funcionou melhor na animação. É o poder do amor, da amizade e do diálogo resolvendo um longa de 2 horas cheio de pancadaria. Claro, é um filme de heróis, então abre-se o espaço para todas as possibilidades narrativas de alegorias, mas o texto prefere suavizar até mesmo nisso, o que colabora com o tratamento introspectivo almejado. Bom saber que o estúdio começou a se preocupar minimamente em apresentar resultados com qualquer traço de personalidade distinto uns dos outros, seja na temática, seja no visual, haja visto que para além disso parece ser sonhar demais. Nota: 3/5
- Crítica | Suçuarana
Quando a jornada importa mais que o destino. Divulgação Suçuarana, road movie dirigido por Clarissa Campolina e Sérgio Borges e grande vencedor da última edição do Festival de Brasília, onde conquistou cinco Candangos, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 11 de setembro. O longa poderá ser visto em salas de Belo Horizonte, Fortaleza, João Pessoa, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. Dora (Sinara Teles) é uma mulher sem raízes. Há mais de uma década percorre as estradas do Brasil, passando de cidade em cidade sem se fixar em lugar algum. Não tem família, filhos ou amizades que a prendam a um ponto específico. Até mesmo o cachorro que insiste em acompanhá-la parece mais um fardo do que uma companhia, e ela tenta se livrar dele sempre que pode. Aos que encontra pelo caminho, diz estar em busca de Suçuarana, um Eldorado íntimo, lembrado apenas pelas palavras da mãe já falecida e cuja existência é incerta. No fundo, sua jornada precisa de uma razão, ainda que imaginária, para que ela continue a se mover. Suçuarana é um ótimo exemplo de um cinema brasileiro que lida bem com a ideia de deslocamento, de modo que ele se manifesta tanto no espaço físico quanto nas escolhas estéticas do filme, construindo uma estética movente que ultrapassa o simples registro para se afirmar como gesto político. Ele não apenas revela trajetórias individuais ou coletivas, mas produz novas formas de ver e sentir o mundo através da vivência da personagem. Nesse sentido, o cinema não registra deslocamentos, ele os cria, reconfigurando paisagens, memórias e relações sociais. E Suçuarana não se trata de um exemplo isolado, mas sim de uma construção de um cinema brasileiro perceptível nas últimas duas décadas: a de narrativas que fazem da caminhada, da errância, do andarilho e do trânsito de seus personagens pelo território nacional mais do que uma coincidência formal, mas uma verdadeira matriz de sentido, como é visto no filme Arábia (2017). Dora parte em busca de um lugar que talvez exista apenas na memória fragmentada ou na imaginação, em que de algum modo o seu corpo ocupa esses espaços de forma política. Pelo caminho, Dora cruza com pessoas que oferecem ajuda, e o olhar da obra se volta, sobretudo, para as mulheres, como operárias, mães solo, cobradoras de ônibus e donas de boteco. Além da figura masculina representada aqui pelo personagem de Carlos Francisco que, após esquecer um casaco, retribui a devolução com dinheiro escondido no bolso. Esses encontros funcionam como lembretes de uma vida enraizada, que a vida de andarilho inevitavelmente deixa para trás. Divulgação Os diretores retratam como esses encontros, mesmo que não levem a lugar nenhum, perpetuam as simplicidades da vida como a de compartilhar uma simples conversa durante a noite. Em vez de romances transformadores ou amizades consolidadas pelo acaso, o filme adota a lógica de uma personagem em constante movimento que não se prende a nada nem a ninguém, mas que carrega um pouco desses encontros à medida que avança a um destino que pouco importa. Penso que no cinema, o clímax é menos prazeroso que a jornada que percorremos, mesmo que ela não nos leve a lugar algum, e a personagem da Dora representa muito bem esse sentimento. O filme ecoa, de maneira contemporânea, ao cinema de Kelly Reichardt (Wendy e Lucy) e Agnès Varda (Sem Teto Nem Lei), trazendo um diferencial que se apoia em uma realismo mágico, que surge através do personagem do cachorro que acompanha Dora em diferentes momentos do filme, e que mesmo rejeitado inicialmente, retorna sobrevivendo a intempéries e obstáculos. Tornado metáfora de afeto e pertencimento, o animal funciona como contraponto à recusa da personagem em aceitar vínculos. O cachorro “Encrenca” surge como um guia ambíguo, uma presença que dialoga com Dora e suas necessidades, mas nunca da maneira esperada. Clarissa Campolina e Sérgio Borges trazem para a obra uma sensação de suspensão do tempo como uma das marcas mais fortes do filme. O longa parece deslocar-se de uma lógica cronológica linear para criar uma atmosfera em que o tempo deixa de ser medida e passa a ser sensação. Dora, a protagonista, vive há mais de uma década na estrada, mas nunca sabemos ao certo quanto tempo, de modo que a passagem temporal se dilui na rotina de deslocamentos, encontros passageiros e silêncios. São fragmentos do cotidiano que surgem através da forma do filme, que valoriza o desgaste dos espaços e dos corpos sugerem um tempo que não corre para frente, mas que se dobra sobre si mesmo, e em instantes quase banais que ganham peso pelo modo como são observados. Por fim, Suçuarana é a materialização desse devir, de um cinema que não busca respostas definitivas, mas abraça o movimento incessante da vida. Suçuarana, mais do que a utopia que a protagonista persegue, pode ser entendida como a própria onça-parda, um ser solitário, noturno, que insiste em existir em territórios transformados pela ação humana. Nota: 4/5
- Crítica | Socorro!
foi com a trilogia do Homem-Aranha e até com o mais recente Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022 Isso me lembrou, de certo modo, Propriedade (2022), de Daniel Bandeira.
- Crítica | Muito Prazer
Novo filme de Jorge Furtado tem humor, crítica social e uma premissa contemporânea, mas não alcança a Seu cinema tem uma lógica própria, na qual o humor e a crítica social quase nunca aparecem separados Sua presença injeta energia na narrativa e mostra, ainda que tardiamente, como aquele humor pode funcionar
- Entrevista | “Nos concentramos nos efeitos desse drama sobre as crianças”: Mees Peijnenburg fala sobre “Uma Família” (Mostra de SP 2026)
Diretor esteve na Mostra de SP para apresentar o filme, que aborda o processo de um divórcio através Dirigido por Mees Peijnenburg, o drama Uma Família é um dos longas a concorrerem na Mostra Perspectiva Internacional, da 50ª edição da Mostra de SP. O Oxente Pipoca já teve a oportunidade de assistir ao filme e você pode conferir a crítica aqui. Mees Peijnenburg esteve presente durante a Mostra para apresentar o filme, e o Oxente Pipoca pôde entrevistá-lo
- Crítica | Scarpetta
Ainda assim, séries de excelência como Succession (2018), Fleabag (2016), Veep (2012), Atlanta (2016) e Ruptura (2022) tornaram-se cada vez mais frequentes — resultado direto da corrida competitiva entre De True Detective (2014) a Bad Sisters (2022), passando por Sharp Objects (2018), Mare of Easttown (2021 É o caso de Scarpetta (2026), novo thriller do Amazon Prime Video, inspirado na popular série de romances ), The Perfect Couple (2024), The Undoing (2020) e Big Little Lies (2017).
- Crítica | Entre Mulheres
Com cada uma trazendo seus pontos de vista, o longa mostra com sutileza como o luto e o trauma se formam












