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Resultados da busca por "crítica mostra 2026"

1309 resultados encontrados para "crítica mostra 2026"

  • Crítica | Ray Gunn (Mostra de SP 2026)

    Entre seus acertos e erros, Ray Gunn finalmente vem à luz e mostra porque Brad Bird é um dos nomes mais se compreender mais do que torna o noir um gênero tão fascinante ainda hoje em dia – e, sobretudo, mostra

  • Crítica | How to Shoot a Ghost (Mostra de SP 2025)

    How To Shoot a Ghost é um projeto carregado do traço lido como a maior crítica que se faz às obras de

  • Crítica | Pai Mãe Irmã Irmão (Mostra de SP 2025)

    Jim Jarmusch explora as distâncias emocionais nas relações familiares Foto: Reprodução Em certo momento de Pai Mãe Irmã Irmão, ao final da primeira das três histórias que compõem o filme, Jeff (Adam Driver) diz a sua irmã (Mayim Bialik): “podemos escolher nossos amigos, mas não nossa família”. Ele afirma estar se referindo ao pai de ambos (Tom Waits), com o qual dificilmente possuem algum vínculo emocional, mas a frase também se aplica aos dois, que não conseguem esconder o quão parecem estranhos um para o outro. Por pelo menos dois terços da sua duração, Pai Mãe Irmã Irmão enfoca famílias cujos membros se veem emocionalmente distantes uns dos outros, ainda que estejam fisicamente perto (ou às vezes nem isso). O diretor Jim Jarmusch, um dos nomes mais proeminentes do cinema independente estadunidense, promove reuniões marcadas pela frieza, palavras vazias e vagas, desconfortos tão palpáveis que certamente ecoarão em quem vem de ambientes familiares assim constituídos. Sejam estes filhos com seu pai na primeira história, ou as filhas (Cate Blanchett e Vicky Krieps) lidando com a falta de afeto da mãe autoritária (Charlotte Rampling) na segunda, os laços que unem esses personagens são mais nominais do que efetivamente reais. O diretor constrói algumas rimas temáticas e visuais (as cores em comum nas roupas, as presenças dos skatistas, os trajetos dentro de carro, os planos zenitais) que ajudam a “costurar” as três histórias independentemente de onde se passam – EUA, Irlanda ou França. No entanto, por mais que aposte nesse elemento de desconforto (com uma certa dose de humor), o filme não sai muito além desse lugar, nos fazendo perguntar exatamente o que há para além dessas relações familiares disfuncionais, ao ponto das rimas tornarem essas duas histórias iniciais um tanto parecidas entre si. Foto: Reprodução Talvez por isso minha história favorita seja a terceira, que se distingue das outras duas ao apostar no laço amoroso entre os irmãos gêmeos Skye (Indya Moore) e Billy (Luka Sabbat) enquanto lidam com o luto pela perda dos pais. Curioso que num filme em que temos atrizes e atores do porte de Blanchett, Driver, Rampling e Krieps, talvez seja Moore quem se destaque ao fazer essa figura enlutada pelos pais, mas ainda assim se permitindo viver enquanto acessa belas e dolorosas memórias ao lado do irmão. É um passo além que Jarmusch dá, assegurando também que o que vejamos neste último ato não seja uma mera repetição do que foi visto nos outros núcleos. Pai Mãe Irmã Irmão oferece esse simpático retrato do que é ser família, sem romantizá-la ou também vilanizá-la. Nada muito excepcional, mas feito com a competência habitual de um veterano e também ancorado num elenco muito seguro e entrosado (ainda que a ideia, pelo menos nas duas histórias iniciais, seja justamente a falta de entrosamento). Quer amemos ou não a nossa família, há algo para se identificar aqui, e talvez nisso o filme se dê por satisfeito. Nota: 3/5

  • Crítica | A Margem do Rio (Mostra de SP 2026)

    Desejo, risco e a instrumentalização da fé Divulgação No universo LGBTQIA+, o cruising se refere à prática de encontros sexuais casuais (muitas vezes anônimos) em espaços públicos e semipúblicos, como parques, banheiros públicos, praias e outros lugares. No cinema queer brasileiro contemporâneo, algumas obras têm se destacado pelo enfoque ou representação do cruising, como Ato Noturno e O Labirinto dos Garotos Perdidos, explorando assim conexão entre desejo e o risco de ser pego que essa prática propõe. A Margem do Rio também lida com esse universo, mas o faz por uma chave local, trabalhando-o no interior dos manguezais que compõem Recife. Os diretores Matheus Farias e Enock Carvalho usam essa porção tão significativa da geografia e ecossistema recifense como um local de encontros, desejos, perigo e até uma ponta de misticismo. Este último permeia, pelo menos de início, a relação que se forma entre Izaquiel (Caique Copque) e o misterioso Jeremias (Italo Martins). A atração entre os dois é imediata, mas atravessada por uma atmosfera mortal desde o primeiro encontro; e quanto mais eles se veem, mais suas vidas parecem estar em risco, especialmente quando Izaquiel passa a trabalhar na igreja do virulento pastor Eurico (Robério Diógenes). É inegável o quanto A Margem do Rio encontra uma consonância aterradora com a realidade brasileira atual, especialmente neste contexto de segundo turno. É um filme sobre a resistência de corpos queer e não-brancos, vítimas da violência de um universo religioso cada vez mais cooptado e instrumentalizado para fins políticos. Na figura de Eurico, Robério Diógenes constrói mais uma vez uma figura desprezível digna de aplausos, mas seu personagem aqui é muito menos carismático e mais assustador que o seu delegado Euclides de O Agente Secreto (filme com quem este divide uma boa porção do elenco, além de também fazer referência ao cruising na cena da perna cabeluda). O problema é que, quanto mais o filme se dirige ao universo religioso e o deslocamento de Izaquiel ali, mais ele abraça uma convencionalidade que o impede de alçar voos mais altos. É como se Farias e Carvalho quisessem expor a instrumentalização da fé e os rumos mais e mais violentos que ela tomou, mas é algo que já vem sendo dito à exaustão por outros filmes brasileiros contemporâneos – e com mais contundência e força na imagem. Onde os diretores realmente acertam é justamente nesse “sabor local” de se filmar o cruising, conferindo um ar de mistério às figuras encontradas naquele manguezal, normalmente filmadas em sombras ou de costas, ou à própria relação de Izaquiel e Jeremias. É até frustrante que, de mote principal do filme, essa relação passe a assumir um ar cada vez mais secundarizado, especialmente com o uso pontual de Jeremias na narrativa. A Margem do Rio propõe e abre caminhos que nunca chega a resolver completamente, optando por uma abordagem mais convencional que mitiga o ar místico sugerido no início da obra. Suas atuações – sobretudo Copque e Diógenes – sustentam as tensões que emergem a partir do choque entre estes universos, e ele se beneficia de fazer de Recife e dos seus mangues um personagem à parte nesse entrelaçamento com o desejo e perigo sugerido pelo cruising. Mas o saldo geral é de uma obra que se contenta com um tom mais tradicional (e já quase lugar-comum no cinema brasileiro atual) quando há elementos nele que apontavam para uma obra muito mais distinta e mais forte. Nota: 3/5

  • Crítica | Verão Fantasma (Mostra Online Floripa Que Horror!)

    Onírico e musicalizado, o filme valsa pelo horror com liberdade Divulgação Ambientando em uma casa de praia que parece estar dimensionalmente distante da sociedade, 'Verão Fantasma' dá um mergulho no horror com uma abordagem não convencional. A história discorre em volta de Martin, personagem introspectivo que se isola nesse local em busca de um amigo de infância que desapareceu. É ali onde ele conhece Lucas, com quem acaba se envolvendo, até que surgem mais personagens 'intrusos' nesse cenário. Com uma textura de gravação caseira, o filme traz à tela uma sensação onírica através da trama, com um leve vai e vem entre presente e passado, ele vai se moldando inicialmente num leve drama até apresentar suas características de horror. Um ponto positivo do longa está na decisão criativa de mesclar o horror com o musical, algo já visto em 'Sinfonia da Necrópole' no próprio cenário nacional, e indo mais longe, em 'The Rocky Horror Picture Show'. Em 'Verão Fantasma', essa mescla é o que lhe dá um diferencial dentro do próprio enredo, deixando de lado a parte visual do terror sobre o que vai acontecendo aos personagens, ele foca no 'pós', utilizando os seus "fantasmas", por assim dizer. Ainda nesse tópico de musical, antes se apossar desse gênero, ele já dá indícios de que vai seguir uma rota diferente, no entanto, com cenas cansativamente arrastadas, ele apresenta momentos em que os personagens se descontraem através da música que destoam um pouco da proposta. Já a parte musical, em que há o uso de uma ópera bastante macabra, ele consegue se sair melhor, com uma execução originalmente sua e com uso de efeitos visuais que trazem melhoria para seu enredo. A utilização gráfica de elementos do mar o deixam num patamar só seu, onde pode trabalhar livremente. Divulgação O seu roteiro demonstra um desejo ávido de fazer cinema, de querer estar nesse ambiente de filmes, e apesar dos deslizes, o esforço merece gratificações. Já em relação a seus personagens, há uma falha de desenvolvimento, ele nos apresenta um protagonista que é visivelmente introspectivo, mas que não o trabalha ou o aprofunda bem, deixando-o um tanto superficial. Seus companheiros de cena também sofrem dessa mesma falta. Há também uma ausência de entrega no que diz respeito ao elenco, não vemos atuações marcantes ou que mereçam destaque. Apesar da simplicidade da produção, 'Verão Fantasma' merece créditos pela ideia e criatividade. Sendo seu ato final o melhor, ele ainda consegue se sair bem em seu início até chegar no ápice. Tem uma trilha simples, mas que se encaixa com a sua proposta, e que dá um toque de horror com uma sensação de nostalgia. Experimental e audacioso, ele é uma boa experiência para quem já curte o horror, e é um respiro de alívio em relação a ampliar temas e gêneros dentro do cinema nacional. Nota: 3/5

  • Crítica | Supergirl (2026)

    A relação de causa e consequência se mostra frequentemente confusa, enfraquecendo o impacto de acontecimentos

  • Crítica | A Noiva! (2026)

    Vampiros, zumbis, bruxos, lobisomens… todos eles passaram pela safra piegas de desconstrução do monstro A década de 2020 está vendo Hollywood requentar esses personagens, mas desta vez tentando dar mais camadas Engatando o comentado Frankenstein (2025) de Guillermo del Toro, A Noiva! Estamos em março de 2026, não há mais lacuna para duvidar da força que Jessie Buckley tem em cena.

  • Crítica | Street Fighter (2026)

    criativa de Hollywood sustentada por remakes e alimentada pela nostalgia barata agarrou outro jogo em 2026 Não dá para negar que Street Fighter (2026) tem energia para segurar suas 2 horas de duração. cineasta Kitao Sakurai não economiza nas cores, nos objetos, nos tons, nos jogos de luz e sombra e mostra

  • Crítica | A Praia Do Fim Do Mundo (Mostra Cinema LABCeará - Lei Aldir Blanc)

    A melancolia da arte como trunfo para mensagem de preservação Divulgação Localizada na cidade de Caucaia, no Ceará, a praia do Icaraí vem sofrendo uma destruição gradativa ao longo do tempo, com um abandono aparente por parte das autoridades responsáveis. A praia antes valorizada, acabou perdendo prestígio, se deteriorando em decorrência das ações humanas que culminaram em consequências naturais. 'A Praia do Fim Do Mundo', filme dirigido pelo cearense Petrus Cariry, se utiliza dessa trama e localidade para criar uma história original em Ciarema, uma cidade fictícia. Abordando o descaso do poder público com uma visão bastante artística, ele leva às telas uma mensagem de socorro inserida no meio de muita melancolia. Através das personagens Helena (Marcélia Cartaxo) e Alice (Fátima Macedo), que interpretam mãe e filha, acompanhamos todo o drama do abandono e do desabrigo das pessoas da comunidade que se veem obrigadas a irem embora por não haver uma solução viável para a permanência. A relação das duas é o que move toda a trama, com um toque de mistério envolvido, elas têm diálogos embativos em momentos específicos do longa, com um texto rápido e repleto de subjetividades. Apesar disso, ele se mantém enigmático do início ao fim, dando espaço para grandes cenas visuais e emblemáticas para a história, fazendo uso da ausência de falas por diversos momentos. Divulgação Ele se monta com uma trilha que tem um misto de instrumentais com sons naturais, tornando-o uma experiência imersiva muito agradável e reflexiva. Ajudando na imersão, há uma fotografia trabalhada em preto e branco e com foco nos cenários, expandido a visão do espectador para ir mais além do que o que está centrado em tela. Existe nele algo magnético, que concentra em seus minutos uma fórmula que faz com que o espectador fique antenado e atiça a curiosidade sobre o que está por vir. A direção de Petrus segue espetacular, e é muito satisfatório a forma como ele conduz cenas e atores, nos dando um conjunto de obra que encanta pelo trabalho bem executado. Marcélia Cartaxo, que é uma atriz sensacional, entrega aqui a sua personagem mais introversa com uma atuação acertada em todos os níveis que Helena pede. Seu maior poder está nos momentos de silêncio, em que ela conduz a personagem de tal maneira que torna impossível não apreciá-la e admirá-la ainda mais. Divulgação Perpassando por todos os dramas das personagens, o longa traz nas entrelinhas um sentimento de tristeza e de perda. Ele se utiliza de toque místico para retratar a urgência sobre a crise ambiental ali envolvida. Essa misticidade dá ao filme uma nova camada que consegue se mesclar diretamente com as histórias das personagens e com o enredo como um todo. Ele não entrega o mistério só por mistério, deixa subentendido várias nuances que vão se afunilando para um final consternador e ponderativo. 'A Praia do Fim do Mundo', além de seu propósito como filme e arte, é também mais um dos grandes acertos do cinema nacional e cearense. Tem uma veia artística esplêndida e deixa claro que estamos prontos para navegar por águas cada vez mais imersivas, criativas e fantasiosas. É um filme que vem pronto para ser discutido e apreciado, é desafiador e necessário, e pode ser considerado um presente de valor imensurável de Petrus Cariry para o público. Nota: 4,5/5

  • Crítica | Moana (2026)

    Disney) tentando jogar com uma nostalgia puramente econômica, está chegando ao fim, e talvez Moana (2026 Há exatos 10 anos a animação Moana: Um Mar de Aventuras (2016) estreou nos cinemas do mundo todo se tornando Em 2024, o filme ganhou uma continuação mais tímida e menos inspirada, ainda assim chegou a 1 bilhão Um exemplo recente, mesmo não sendo Disney, foi a versão humana de Como Treinar o Seu Dragão (2025) que O ator que dublou o deus Maui na animação deu vida ao personagem também na versão de 2026, e ele se esforça

  • Crítica | Michael (2026)

    relação ao estilo, e reduzindo a cinebiografia de cantores, trago como exemplos bem sucedidos Elvis (2022 Quanto ao recorte, um bom exemplo recente é o premiado Um Completo Desconhecido (2024), onde James Mangold

  • Crítica | Julián (TIFF 2026)

    Existe algo muito sincero na maneira como o filme mostra que o amor de uma família pode significar permitir

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