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Resultados da busca por "mostra 2026"
927 resultados encontrados para "mostra 2026"
- Tudo Pode Ser Visto encerrará a 50ª Mostra de São Paulo e ganha data de estreia nos cinemas do Brasil
nos Estados Unidos, dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim, foi escolhido para encerrar a 50ª Mostra Tudo Pode Ser Visto se tornou um dos documentários de maior destaque da temporada de premiações de 2026 A exibição na 50ª Mostra acontece poucas semanas antes da estreia comercial no Brasil, marcada para 26
- Entrevista | Rodrigo García Saiz, diretor de 'Morro': “há mais no México do que a violência”
Em meio à 50ª Mostra de São Paulo, o diretor conversou com o Oxente Pipoca sobre suas motivações para longa-metragem do cineasta mexicano Rodrigo García Sáiz, que integra a competição Novos Diretores da 50ª Mostra Meu foco foi exatamente não mostrá-la intencionalmente porque já sabemos que ela existe.
- IDFA (International Documentary Film Festival Amsterdam) seleciona documentário brasileiro "Morro Grande" para mostra competitiva internacional
A última vez que um filme brasileiro esteve presente na principal mostra competitiva do IDFA foi em 2011 Filmado entre 2022 e 2026 e produzido pela Coevos Filmes em coprodução com a Basalt Films (Holanda),
- Entrevista | “É uma década de coragem”: EGBÉ celebra 10 anos e fortalece o cinema negro em Sergipe
Realizada de 11 a 18 de abril de 2026, em Aracaju, a mostra traz como tema “A contribuição das mulheres Criada em 2016, a mostra vem, ao longo dos anos, expandindo suas frentes de atuação, incorporando debates A gente começou em 2016 e agora, em 2026, completa uma década. E, além da mostra oficial, a programação também se amplia com mostras convidadas. A gente tem a mostra infantil, que já acontece desde as primeiras edições, e também a mostra internacional
- Citronela Doc chega à 6ª edição com premiações inéditas, mostra internacional com o renomado festival FICCI e masterclasscom João Moreira Salles
Pela primeira vez, a Mostra Nacional e a Mostra Regional serão competitivas. nacional estão "A Fabulosa Máquina do Tempo", da premiada cineasta Eliza Capa, que estreou na edição 2026 A seleção apresenta produções colombianas de 2025 e 2026, que foram destaque no FICCI, como o longa " 15ª Mostra Ecofalante de Cinema (2026). Outra novidade no Citronela Doc em 2026 é a Mostra Infantil, que trará nove produções em parceria com
- Temporada de prêmios 2026-2027: Previsões cedo demais
antes dos consensos e das campanhas Imagem: Divulgação Ainda está se encerrando a temporada de prêmios 2025 -2026, mas porquê não brincar do ansioso jogo de tentar prever o que a próxima temporada trará para o A seguir, apresento uma lista de apostas para a temporada 2026–2027.
- Crítica | Supergirl (2026)
A relação de causa e consequência se mostra frequentemente confusa, enfraquecendo o impacto de acontecimentos
- Entrevista | Allan Deberton, Teca Pereira e Lázaro Ramos falam sobre “Feito Pipa”
Oxente Pipoca teve a oportunidade de assistir ao filme no Festival do Rio (confira a crítica aqui) e na Mostra A gente mostra que esse personagem tem afeto pelo filho, que ele gosta do filho, mas que tem uma rigidez
- Crítica | Os Hiperbóreos (2024) | 2025 SFFILM Festival
Apelo plástico embasado no viés artesanal fazem de filme chileno uma surpresa cheia de potencial. Divulgação A narrativa e as ilusões de uma atriz e psicóloga dão vida à figura polêmica de Miguel Serrano, um escritor chileno que propagou filosofias neonazistas esotéricas, provocando uma reflexão sobre seu lugar na história. Sou fascinado por filmes que desafiam, ou provocam, a forma e os gêneros, e Os Hiperbóreos resolve desafiar as duas coisas. Num misto de documentário-ficção montado num misto de teatro com animação, a direção de arte é de longe o ponto mais atrativo do filme, criando um diorama gigante num mesmo estúdio e explorando diversas possibilidades criativas de forma artesanal e minimamente digital, apresentando um resultado visual sempre instigante e inesperado. Tirando os fatos sobre a controversa persona de Miguel Serrano, nunca sabemos exatamente o que é “verdade” e o que é criado no argumento para os desdobramentos do roteiro. E de forma bem lúdica, misturando ironia, metapiadas e suspense psicológico, o roteiro luta para convencer o espectador de suas motivações, e cedo resolve se entregar aos escapismos das analogias, reforçadas com destrezas pelos recursos visuais, para concluir sua missão. Deixando claro que muitos pressupostos em cena requerem uma visão para além da imaginação e da lógica, para melhor digerir sua diegese. Divulgação No entanto, mesmo a forma sendo o principal e ponto focal, por vezes não se sustenta por si, e o texto não consegue construir base para estar à altura dos apelos plásticos, mesmo se esforçando muito e acreditando muito nas suas fábulas. O chamariz visual, no entanto, talvez não tivesse o mesmo impacto sem a presença da atriz Antonia Giesen, responsável por dar vida e veracidade ao projeto. Os Hiperbóreos nunca deixa de ser interessante, sempre há algum elemento enquadrado que faz valer a atenção e ajudam a imergir o público naquele conteúdo mesmo sem estar completamente a par de tudo que está sendo retratado. É sem dúvidas uma pesquisa de erros e acertos onde nenhum resultado é negativo. Nota: 3,5/5
- Crítica | Julián (TIFF 2026)
Existe algo muito sincero na maneira como o filme mostra que o amor de uma família pode significar permitir
- Análise | Fjord (TIFF 2026)
Cristian Mungiu transforma uma história sobre imigração, religião e intervenção estatal em drama judicial competente, mas distante da força de seus trabalhos anteriores. Divulgação Depois de assistir a tantos filmes que tentam transformar questões políticas em grandes discursos, é interessante encontrar uma obra que coloque o espectador diretamente no centro de um dilema moral. Fjord, novo filme de Cristian Mungiu, parte de uma história real para questionar até onde o Estado deve interferir na vida de uma família e, principalmente, quem tem o direito de decidir o que é melhor para uma criança. O filme acompanha a família Gheorghiu, formada por Mihai (Sebastian Stan), um imigrante romeno, Lisbet (Renate Reinsve), sua esposa norueguesa, e os cinco filhos do casal. Depois de se mudarem para uma pequena cidade na Noruega, a família tenta se adaptar à nova realidade enquanto mantém seus valores religiosos e conservadores. O conflito começa quando uma denúncia de possível abuso faz com que os serviços de proteção infantil retirem as crianças de casa antes mesmo de uma investigação ser concluída. A partir desse momento, Fjord abandona parte da apresentação inicial da família e se transforma em um drama judicial. E é justamente nessa mudança que o filme encontra tanto sua maior qualidade quanto seu maior problema. A grande escolha da obra é que Mungiu não apresenta uma resposta simples para o conflito. A questão não é exatamente saber se os pais estão certos ou errados, mas até que ponto determinados métodos de criação podem ser considerados aceitáveis e, principalmente, quando o Estado deve interferir na vida privada de uma família. Ao mesmo tempo em que conseguimos compreender a preocupação dos serviços sociais, também é possível enxergar a frustração dos pais ao perceberem que pessoas que pouco conhecem sua família passam a tomar decisões sobre seus filhos. O diretor coloca o espectador em uma posição desconfortável, obrigando-o a escolher entre dois lados que não são completamente corretos ou incorretos. O filme também apresenta uma discussão interessante sobre imigração e religião. A família vem da Romênia, um país de tradição religiosa e valores mais conservadores, para uma Noruega marcada pelo secularismo, igualdade e forte presença do Estado. O choque entre essas duas culturas poderia render uma análise ainda mais profunda sobre racismo, xenofobia e integração, mas Mungiu acaba deixando essas questões em segundo plano. E esse é um dos principais problemas de Fjord. Conhecendo os trabalhos anteriores do diretor, especialmente 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias e R.M.N., eu esperava uma crítica social muito mais afiada. Em vez disso, o longa frequentemente se aproxima de um drama judicial tradicional, seguindo caminhos que já vimos diversas vezes em histórias baseadas em casos reais. Apesar disso, Fjord é elevado pelas atuações. Sebastian Stan entrega uma performance bastante diferente de seus papéis mais conhecidos. Atuando em romeno, o ator consegue transmitir a frustração de um homem que tenta construir uma nova vida enquanto percebe que, independentemente de seus esforços, ainda é visto como alguém de fora. Sua atuação evita transformar Mihai em uma simples vítima, permitindo que suas contradições permaneçam visíveis. Renate Reinsve também impressiona justamente por fazer menos. Depois de personagens mais explosivas em filmes como A Pior Pessoa do Mundo e Sentimental Value, a atriz assume aqui uma presença muito mais contida. Lisbet é quase sempre silenciosa e controlada, mas existe uma tristeza constante em sua expressão que acaba dizendo mais do que seus diálogos. Visualmente, o filme também se beneficia bastante de sua localização. As montanhas, o mar e as pequenas casas espalhadas pela paisagem norueguesa criam um contraste curioso com a tensão que toma conta da família. É um lugar que parece tranquilo e acolhedor, mas que rapidamente se transforma em um espaço de vigilância e conflito. Infelizmente, quanto mais Fjord se aproxima de sua conclusão, mais evidente fica sua estrutura convencional. O terceiro ato, passado principalmente no tribunal, oferece os melhores momentos de tensão, mas também reforça a sensação de que Mungiu poderia ter feito um filme muito mais provocador a partir dessa história. No fim, o longa vencedor da Palma de Ouro funciona melhor como um dilema moral do que como comentário social. É um filme que consegue fazer o espectador questionar suas próprias opiniões, mas que raramente aprofunda as questões políticas que parecem ser seu maior interesse. Com atuações fortes de Stan e Reinsve, o longa se mantém envolvente mesmo quando seu roteiro segue caminhos previsíveis. Fjord está longe de ser um filme ruim, mas também não possui a força que se espera de Cristian Mungiu. Uma história complexa sobre família, religião, imigração e os limites da intervenção do Estado acaba transformada em um drama judicial competente, porém convencional. No final, fica a sensação de que havia um filme muito mais interessante escondido dentro deste. Nota: 3/5
- Crítica | Eles Vão Te Matar (2026)
Aventura, terror e comédia se misturam em filme divertido com referências claras e sem grandes pretensões. Imagem: Divulgação Uma mulher responde a um anúncio enigmático para uma vaga de governanta em um luxuoso e sombrio arranha-céu em Nova York. Ao chegar, ela descobre que moradores desapareceram sem deixar rastros por décadas, alimentando boatos de um segredo maligno escondido nas sombras. O longa Eles Vão Te Matar deixa evidente desde seus primeiros minutos que não pretende se esconder atrás de sutilezas. Sob a direção de Kirill Sokolov, a obra abraça um estilo exagerado e energético, assumindo suas inspirações sem receio. É a produção pós-Kill Bill que mais exalta a energia Kill Bill descaradamente. E isto se encontra não apenas na violência estilizada, mas também na cadência das cenas de ação e no gosto por composições visuais marcantes com forte influência do cinema oriental. A cenografia é um dos trunfos da experiência, com ambientes que não apenas servem de pano de fundo, mas impulsionam a narrativa. O prédio ganha vida como um personagem próprio, repleto de detalhes e enquadramentos quase que teatrais, que enriquecem a sensação de mistério e perigo constante. Esse cuidado visual somado a um desenho de som límpido, que valoriza cada impacto, cada passo e cada momento de tensão, contribui para a imersão do espectador. Outro destaque é o trabalho de câmera, ágil e preciso, que acompanha o ritmo frenético da trama sem perder clareza. Os movimentos ajudam a construir momentos chave com eficiência, especialmente nas sequências de ação, onde a coreografia violenta ganha ainda mais força. Há um senso de timing bem ajustado, que mantém o público envolvido mesmo quando a narrativa decide abraçar o caos. Imagem: Divulgação Ainda assim, o filme claramente passa do ponto em alguns momentos, tanto nos efeitos visuais quanto nos efeitos práticos, o que não é exatamente um problema, mas também não ajuda na contenção dos limites imaginários na narrativa. O exagero é constante e por vezes quase caricatural, mas curiosamente isso se transforma em parte essencial do charme do longa. Em um cenário atual marcado por produções mais padronizadas, essa ousadia acaba funcionando como um diferencial e oferece algo que foge do previsível. O elenco acompanha esse espírito com entusiasmo visível. Há um senso de diversão coletiva, como se todos estivessem plenamente conscientes da bagunça institucionalizada proposta pelo nem sempre tão forte roteiro. O texto tem sim seus cutucões sociais também escrachados, mas escolhe não se aprofundar tanto nesta abordagem. As atuações exigem entrega física e isso aparece em cena, aliás um trabalho espetacular da equipe de dublês, tornando as situações-absurdo mais memoráveis e mais impactantes. É um tipo de filme que não surge mais com frequência, quase artesanal em sua construção, mas que consegue imprimir personalidade e originalidade mesmo apoiado em referências tão explícitas. Nota: 3,5/5












