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Crítica | Black Rabbit (Minissérie)

  • Foto do escritor: Filipe Chaves
    Filipe Chaves
  • 22 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Ritmo intenso tenta disfarçar o vazio de uma trama genérica

Foto: Reprodução


Jude Law é Jake, dono do Black Rabbit, um restaurante em ascensão, que mergulha no submundo do crime depois que seu irmão Vince, papel de Jason Bateman, volta à Nova York fugindo de agiotas perigosos. A premissa mesmo básica, ainda desperta o interesse porque tem um elenco competente, sequências bem dirigidas, mas já no primeiro episódio, o interesse vai se esvaindo e a tentativa de Zach Baylin e Kate Susman de criar uma versão de Jóias Brutas (2019) em minissérie saiu pela culatra. A trama começa com um flashforward, já mostrando um assalto ao bar e depois voltamos no tempo até entendermos até chegar ao fatídico dia em episódios futuros. Não só é bastante previsível, como enfadonho.


Jude Law está muito bem no papel do irmão mulherengo que tenta ser responsável, mas acaba entrando no mundo do crime e as coisas vão se tornando uma bola de neve. Bateman é o irmão sem rumo na vida, já envolvido com negócios escusos e apesar do ator estar bem no que se pede dele, sinto que há um erro de escalação aqui e ele parece não se encaixar no personagem. É um tipo diferente do que ele faz habitualmente, mas este não é exatamente o problema. Enquanto Law parece desaparecer facilmente na pele de Jake, Bateman está se esforçando para que o telespectador compre seu Vince. No elenco coadjuvante temos o fantástico vencedor do Oscar Troy Kotsur (No Ritmo do Coração) na pele de um vilão que não serve para muita coisa, sinceramente. Desperdiçados também são os ótimos Sope Dirisu (Gangs of London), Morgan Spector (A Idade Dourada), Dagmara Dominczyk (Succession) e outros tantos que não passam de uma folha de papel.


São oito episódios cheios de reviravoltas e nenhuma delas parece importar. Por mais que a direção tente, não consegue elevar o roteiro que não tem qualquer substância. Os acontecimentos são vários, mas nenhum deles tem impacto. Podem até chocar em um primeiro momento, mas o que é impactante permanece e definitivamente não é o caso desta história tão esquecível. Personagens traem, matam, morrem e ninguém dá a mínima porque é tudo muito rápido e se você se preocupa mais com o ritmo do que com uma trama marcante, temos um grave problema. No final, há um claro esforço para emocionar, mas dada a pífia construção da relação dos irmãos, não é capaz de comover ninguém, enquanto outros enredos são resolvidos com extrema facilidade. A sensação de que a minissérie poderia ser um filme é iminente. Teria salvação? Provavelmente não, mas pelo menos não duraria oito horas.


Nota: 2,5/5


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