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Os Melhores Filmes Brasileiros de 2025

  • Foto do escritor: Oxente Pipoca
    Oxente Pipoca
  • há 5 dias
  • 7 min de leitura

De um faroeste goiano a um musical cearense, passando por uma espionagem pernambucana, 2025 se desenhou como um dos anos mais fortes do cinema nacional recente


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Estamos vivendo o melhor momento recente do cinema nacional? Em 2025, o cinema brasileiro entregou de tudo um pouco: dramas intensos, faroestes à brasileira, cinebiografias, musicais nordestinos, narrativas LGBTQIAPN+ e tantas outras histórias originais. O mais importante? Tudo isso sem jamais perder o seu tempero.


A partir desse cenário, o Oxente Pipoca preparou a lista dos melhores filmes nacionais lançados em 2025. A regra foi simples e objetiva: apenas longas-metragens com lançamento comercial nos cinemas brasileiros a partir de 1º de janeiro entraram na seleção. Produções exibidas exclusivamente em festivais, sem estreia oficial, ficaram de fora. A lista não segue uma ordem de ranking - os títulos estão dispostos de forma totalmente aleatória.


Lembrando que em dezembro anunciamos os vencedores da 1ª edição do Prêmio Arara do Audiovisual Brasileiro, uma realização Oxente Pipoca, que celebra os melhores filmes do ano. Não deixem de conferir!


Dito isso, vamos ao que interessa: os melhores longas brasileiros lançados em 2025 foram...


Oeste Outra Vez

Dir. Erico Rassi

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“O texto de Rassi também brinca com um humor duro e quase involuntário existente entre seus personagens mal resolvidos, uma ironia presente na eterna e cordial guerra fria de egos rivais almejando a mesma meta: uma dignidade que só existe no plano das ideias. Interessante é ver também como aqueles homens trabalham sua codependência no trabalho e na socialização, “é bom ter uma pessoa por perto que é um ajudando o outro” é a forma mais próxima de demonstrar o apreço pela amizade, mesmo marcado a ferro quente pelos parceiros de trabalho eles são como família onde “um cuida do outro”, e onde cuidado significa meramente a manutenção básica da vida.” Ávila Oliveira


Kasa Branca

Dir. Luciano Vidigal

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"Um dos afetos mais profundos que existem, sem dúvidas, é a relação entre avós e netos, especialmente dentro do contexto do país em que vivemos, onde muitas assumem a criação dos seus netos para que seus filhos possam trabalhar ou não cumprir com suas funções familiares mesmo. É uma realidade cruel e é essa que vemos em Kasa Branca. A mãe de Dé faleceu, o pai é ausente e ele só tem a avó e se ela cuidou dele, ele agora cuida dela já debilitada com os graves sintomas do Alzheimer. É uma relação silenciosa entre os dois, com muito carinho e dedicação que o diretor, Luciano Vidigal, mostra nos mínimos detalhes com uma sensibilidade através do olhar que poucos conseguem entregar." – Gabriella Ferreira


Homem com H

Dir. Esmir Filho

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"O cineasta Esmir Filho consegue, mesmo dentro dessa estrutura preconcebida, criar sequências bastante originais, ainda que deixe claro suas referências em alguns momentos, sempre dando frescor à narrativa. O texto acompanha a inquietude de Ney desde a infância, marcada pelo abuso físico do pai, até a vida adulta cheia de conquistas. Visualmente, o filme também faz jus à genialidade do artista-protagonista. Esmir opta por apresentar as inspirações e motivações de Ney de forma clara, mas nunca expositiva, costurando essas referências dentro dos números musicais e das situações que carregam o peso da construção simbólica." – Ávila Oliveira


Ainda Não É Amanhã

Dir. Milena Times

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Janaína é uma jovem de 18 anos que mora com a mãe e a avó em um conjunto habitacional na periferia do Recife. Ela é a primeira pessoa da família que pode obter um diploma universitário, mas uma gravidez indesejada ameaça os planos que havia traçado para sua vida.


Manas

Dir. Marianna Brennand

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"Manas tem um enredo cruel de amadurecimento, mas em nenhum momento Brennand se interessa em explorar, no sentido negativo da palavra, essa crueldade. O roteiro não está focado no melodrama ou no sofrimento de Marcielle. Ele mostra como aquela menina lida com tantas descobertas dolorosas e o que ela escolhe fazer dentro de suas limitações para quebrar aquele ciclo de desventuras. O texto aborda o micropoder da condescendência religiosa, a relação harmônica com a natureza quase como um refúgio, e a ajuda limitada que os poderes externos tentam oferecer dentro de um ecossistema viciado e fechado numa espiral de silêncio e falso moralismo." – Ávila Oliveira


Baby

Dir. Marcelo Caetano

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Logo após ser liberado de um Centro de Detenção para jovens, Wellington (João Pedro Mariano) se vê à deriva nas ruas de São Paulo. Durante uma visita a um cinema pornô, ele conhece Ronaldo (Ricardo Teodoro), um garoto de programa, que lhe ensina novas formas de sobreviver. Aos poucos, a relação dos dois se transforma em uma paixão cheia de conflitos, entre a exploração e a proteção, o ciúme e a cumplicidade.


Betânia

Dir. Marcelo Botta

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Após a morte do marido, Betânia (Diana Mattos), uma parteira de 65 anos, é convencida pelas filhas a voltar ao seu povoado, na orla das dunas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, onde o resto da família ainda vive. Ela deixa para trás uma vida simples e agrária, sem eletricidade, e chega a um lugar em que tradição e modernidade colidem. Impulsionadas pelos sons ancestrais do Maranhão, Betânia e seus familiares buscam renascer —enquanto o mundo acaba.


O Agente Secreto

Dir. Kleber Mendonça Filho

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"Aliás, é através dessa atmosfera que O Agente Secreto trabalha uma das suas premissas principais: a disputa pela verdade, e a manipulação desta. Dentre as muitas subtramas abertas no decorrer do filme, a mais instigante é certamente a da “perna cabeluda”, que não apenas permite a Kleber flexionar sua paixão pelo cinema de horror, mas também reflete as muitas maneiras pelas quais a verdade foi controlada e imposta à população. A ambientação do filme durante o Carnaval faz com que muito do que vemos em tela pareça um sonho febril, onde a euforia do momento é contraposta à violência praticada nas sombras e disfarçada sob as premissas mais absurdas. Uma das cenas mais emblemáticas é aquela com a impressão do jornal com a matéria sobre a perna cabeluda, enquanto a população entoa um canto carnavalesco e é filmada em ângulos holandeses que apontam para o desequilíbrio do momento."


O Último Azul

Dir. Gabriel Mascaro

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"O Último Azul é uma metáfora de nosso Brasil: um pouco místico, terno e inquietante. Ele nos faz perguntar: até que ponto uma sociedade é justa se ignora quem já viveu a maior parte da vida? Tereza propõe uma resposta: um último passeio, uma viagem simbólica que, mesmo por dias, devolve a ela — e a nós — um pouco da humanidade que insistimos em perder."


Capitão Astúcia

Dir. Filipe Gontijo

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Santiago (Paulo Verlings) é um ex-astro mirim frustrado com a carreira de pianista. Para escapar de um revival na TV, o rapaz se refugia com o avô (Fernando Teixeira), mas encontra o velho decidido a se tornar super-herói. A parceria improvável vai se transformando em uma bela amizade conforme o neto é cativado pelo amor que o avô tem pela vida. À sua forma, Santiago se tornará um ajudante de super-herói para que o avô enfrente a velhice com a mesma valentia que encarna o herói Capitão Astúcia.

A Praia do Fim do Mundo

Dir. Petrus Cariry

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"A direção de Petrus segue espetacular, e é muito satisfatório a forma como ele conduz cenas e atores, nos dando um conjunto de obra que encanta pelo trabalho bem executado. Marcélia Cartaxo, que é uma atriz sensacional, entrega aqui a sua personagem mais introversa com uma atuação acertada em todos os níveis que Helena pede. Seu maior poder está nos momentos de silêncio, em que ela conduz a personagem de tal maneira que torna impossível não apreciá-la e admirá-la ainda mais."


Os Enforcados

Dir. Fernando Coimbra

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"Leandra Leal e Irandhir Santos estão irretocáveis com papéis bem construídos em cima de várias camadas e sensíveis à todas elas. O texto, às vezes expositivo demais, faz quase um estudo antropológico da pilantragem dos personagens, usando os coadjuvantes como reflexo, apoio, causas e vítimas de um anseio que nunca pode ser suprido, de uma obra que não acaba nunca. E neste cenário, literalmente falando, a casa dos protagonistas sempre prestes a cair, literal e metaforicamente falando, reflete a ruína dos que sempre estão com a corda no pescoço."


A Natureza das Coisas Invisíveis

Dir. Rafaela Camelo

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"O texto de Camelo também abraça as vivências das personagens e de suas mães para construir um olhar mais plural acerca da própria natureza da morte. Sem oferecer respostas conclusivas, ele evidencia o lado mais clínico e científico na primeira metade antes de incorporar os elementos do sincretismo religioso brasileiro na segunda, visto que a bisavó de Sofia era uma benzedeira. O filme brinca com o onírico e o fantasmagórico, ao passo que usa a noção da morte para muito além do físico, especialmente no que concerne a revelação feita em determinado momento sobre Sofia."


Cyclone

Dir. Flávia Castro

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"No restante da condução, a diretora brasileira continua com essa assertividade quando o assunto é proximidade e provocação. Apesar de Cyclone, por se passar no Brasil do início do século XX, se encaixar em um exemplar de filme de época, a diretora abre mão de um classicismo de decupagem e encenação em detrimento da câmera na mão, com planos em travellings fechados na ação dos atores em cena. A abertura da diretora para experimentações é outro destaque de seu retrato cuidadoso e imaginativo. No auge da perturbação opressora que vive Cyclone, a trilha sonora é de ruídos intensos e os planos se sobrepõem ou se alternam em cortes desconcertantes pela montagem."



Apolo

Dir. Ísis Broken, Tainá Müller

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"Apolo constrói uma narrativa tocante e política a partir do cotidiano do casal, entrelaçando as dores e alegrias de uma gestação com as violências e invisibilidades enfrentadas por corpos dissidentes. O longa não se furta de mostrar as dificuldades financeiras, os medos, os preconceitos e os afetos, apostando numa estética da intimidade que humaniza seus personagens e convida o público a repensar noções normativas de família, gênero e amor."


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